capítulo cinco

2232 Words
1 de setembro de 1991: Não tinha vontade de voltar para Hogwarts, mas era o único jeito de ajudar aquele desgraçado. Por que diabos ele gostava de ficar em Hogwarts? Que m***a! Respiro fundo para me acalmar e pego em cima da cama minha capa e a coloco. Pego minha varinha e mala e saio do quarto indo até a sala de jantar para comer alguma coisa. Sentei-me na mesa e olhei para os lados, procurando mamãe. _ Jarr? - Chamo o elfo com um terninho fofo. _ Onde está a mamãe? _ Ela me pediu para avisar que não poderia comparecer ao café da manhã devido à reforma da mansão. _ Entendo, então o senhor pode servir o café da manhã. - Fez uma mesura e estalou os dedos. _ Obrigada. Começo a comer e fico pensando no dinheiro que aquela mansão está me extorquindo. Quase 100 mil galeões... Mas como iria saber que aquela mansão estava aos pedaços? Mas tudo bem, tenho dinheiro o suficiente e posso pedir meu reembolso depois para aquele homem sem nariz. Bem lembrado, ele terá nariz ou terei pesadelos por toda a vida, e não terá pele de cobra ou algo desse tipo. Ele será lindo, como um dia já foi. Mas para isso precisava estudar sobre a pedra filosofal e como ela funcionava. Não adianta nada ter ela e não saber sua funcionalidade. Acabo de comer e me levanto pegando a mala que estava ao lado de minha cadeira. Saio da sala de jantar e deixo a mala encostada perto da escadaria principal. A mansão era feita de cores neutras, nenhum tom escuro você iria encontrar. Entro no meu quarto e vou até ao banheiro, pegando minha escova e pasta de dente. Coloco pasta na escova e começo a escovar meus dentes. Não demorou muito para que saísse do meu quarto e chegasse no hall de entrada. Pego a minha mala e vou até a porta da frente. _ Até mais, senhorita. - Disseram os elfos. _ Até mais, pessoal. - Olhei para cada um. _ Vejo vocês em dezembro. - Aparato e me vejo na estação. Começo a andar pela estação e acabo encontrado pessoas que não queria ver nem pintado de ouro, mas o destino ainda queria me ver estressada. Maldito destino. _ Bom dia. - Os cumprimentei. _ Como vai querida? - Molly sorriu e veio até mim, mas apenas concordei. _ Quem é essa? - Perguntou Harry para Rony. _ Essa é Tessa Lestrange, a menina mais bem-educada que você vai conhecer na sua vida. - Riu. _ Me desculpe, mas tenho que ir, vejo vocês no trem. - Aceno para todos e saio daquele lugar que me dava arrepios. Passo pela parede e vejo o expresso de Hogwarts parado na estação. Vejo alguns dos meus ex amigos e eles nem mesmo me olharam, como sempre. Percebo que tinha olheiros no ministério, não os aurores que vigiavam a passagem, mas pessoas que não deveriam estar aqui. Entro no trem e começo a achar uma cabine para mim. Algumas cabines vazias estavam pegando sol e odiava sol, preferia a lua. Entro em uma cabine com sombra e vejo que uma mala já estava na prateleira, não parecia uma mala de aluno. Tomara que não seja o Snape, poderia até mesmo ser o Tom, não iria ficar com raiva. Coloco a mala na prateleira e me sento. Escuto alguém abrir a porta da cabine e vejo o professor Quirino Quirrell entrar, ele me olhou de cima a baixo e sorriu. _ Olá, me chamo Tessa Lestrange e o senhor é? - Tom Riddle, Lorde Voldemort ou, se preferir, Lorde das Trevas. _ Me chamo Quirino Quirrell. - Falou sem gaguejar, estranho. _ Professor de DCAT, presumo. - Concordou. _ Espero que o senhor seja excelente como o último. _ Desculpe a ousadia, mas quem são seus pais? - Tom está interessado em mim? Ele quer meu corpo? Por Merlim. _ Minha mãe é Destiny e meu pai é Rabastan Lestrange. - Sorriu e olhei para seu turbante roxo. _ Bonito o turbante, realça sua pele. _ Agradeço o elogio. - Ficou envergonhado. O trem apitou e começou a andar. _ A senhorita está em que ano? _ Quinto, falta mais dois anos para começar a trabalhar no ministério. _ Que maravilha. - Continuou sorrindo. _ A senhorita está empolgada para esse ano? _ Não muito, tenho muita coisa para fazer em apenas alguns meses. _ Como, por exemplo? - Reerguer um Lorde, procurar suas Horcrux e achar um feitiço que faça ele voltar para seu corpo humano. _ Estudar bastante para tirar uma boa nota. - Se fosse apenas isso estaria no lucro. _ Vejo que a senhorita é estudiosa. _ Levarei isso como um elogio. - Olho para ele e penso em algo. _ Professor, como estamos sozinhos, tenho que te perguntar algo e espero que seja honesto comigo. _ Tentarei o meu melhor. - Seus olhos ficaram um pouco avermelhados e percebo que Tom tinha tomado o lugar do professor. _ O que você acha dessa guerra? _ Que eu saiba, não estamos em guerra. - Falou simplista. _ Estamos em guerra contra os nossos pensamentos, todos acham que o Lorde irá voltar e devido a isso, sobrecarregamos nosso corpo. - Suspirei. _ Alguns têm medo e outros querem que ele volte... _ E você? O que você quer? - Sua voz estava rouca e me deu um arrepio na espinha. _ Quero que o Lorde vença e traga o inferno para essa terra, quero que Dumbledore morra e Harry Potter vire um bastão humano. - Sorri vendo sua perplexidade. _ E o senhor? O que você quer? _ Fazer isso virar realidade. - Sorriu enigmático. _ O senhor só poderia fazer isso se tornar realidade, se o senhor fosse o Lorde, algo que não é. - Te peguei. _ Ah. - Ficou sem palavras e riu. _ A senhorita é mais esperta do que aparenta, gostei de conversar com a senhorita. _ Aprecio suas palavras. - Paro de olhá-lo e volto a ver a paisagem do trem. Alguém bate na porta e abriu sem que eu pudesse falar algo, era a Hermione procurando o sapo de Neville. _ Boa tarde, alguém viu um sapo? - Falava muito rápido. _ Um garoto chamo Neville o perdeu. _ Me perdoe, mas nenhum sapo apareceu aqui. - Sorrio educadamente para ela. _ Tudo bem, obrigada mesmo assim. - Fechou a porta e continuei olhando para a paisagem. Fecho meus olhos e começo a sentir as pessoas próximas a mim, ainda não voltei a treinar, já que passei o último mês dormindo e comendo. Mas nesse mês precisava começar a canalizar minha força, precisava ficar mais forte. Se não, não conseguiria cumprir minhas obrigações. Precisava pegar as Horcrux que estavam na escola que era apenas uma. Caspra ainda não me enviou o diário e a taça, mas me disse que demoraria um pouco, não me importei. Não poderia receber as duas Horcrux em Hogwarts. Precisava achar Nagini ou ela poderia ser morta e tinha que achar um jeito de reverter sua maldição. Tinha que estudar a pedra filosofal, estudar os livros dos mortos e estudar sobre a invocação e reanimação. Tinha tanta coisa que minha cabeça já começava a doer. Doer? Espera, alguém estava tentando entrar na minha cabeça? Começo a focar a minha magia na minha cabeça e vejo que o cadeado das minhas memórias estava se quebrando. Merda! Arrasto minhas memórias perigosas e abandono as inúteis, e começo as escondê-las, quando as escondo, o cadeado é aberto e uma dor imensa me atingiu. Todas as minhas memórias estavam sendo vasculhadas, menos aquelas que consegui retirar. Paro de fingir estar dormindo e coloco a mão na cabeça, abrindo meus olhos e olho para o homem. _ Professor, é antiético ficar vasculhando as memórias alheias. _ Foi mais forte do que eu. - Zombou. _ Sei, poderia sair da minha cabeça? Está doendo. - Saiu. _ Achou alguma coisa interessante? _ Achei, como, por exemplo, que você é da Luz. - Sorri para as suas palavras e o trem parou na estação. _ Até mais, professor. - Levantei-me e pego a minha mala, saindo da cabine. Entro no tumulto e faço que o professor me perca entre a multidão. Saio do trem e vou até a carruagem, mas antes que entrasse, vejo os testrálios. Uma coisa que não via antigamente. Entro na carruagem e olho para as pessoas ao meu lado, não conhecia, então não falo nada. Depois de alguns minutos a carruagem para e saio dela. Entro no castelo e vou até ao Grande Salão, onde deveria me sentar ao lado das serpentes. Dessa vez tudo seria diferente. Sentei-me perto de Gemma que ria com a Cristal e fico olhando para as pessoas, imaginando como seria suas mortes. Bocejo e olho para os professores, Snape, Dumbledore e Quirino olhavam para Harry que tinha acabado de entrar no Grande Salão. _ Mundo chamando, Lestrange. - Acenou a mão na minha frente. A olho e sorrio para ela, a deixando sem entender o motivo disso. _ O que aconteceu? - Perguntou preocupada. _ Morreu e descobriu que somos os bonzinhos? _ Talvez. _ Me chamo Draco Malfoy. - Draco se sentou na minha frente. _ Me chamo Tessa Lestrange e essa ao meu lado é Gemma. - A maioria das pessoas me olharam e apenas sorri. _ O que foi? Não posso apresentá-la? _ Não estamos falando nada, só achamos estranho você ter falado mais que duas palavras. _ Hoje estou feliz, cuidarei de Harry Potter. - Cuidarei tão bem que sofrerá a morte. _ E eu pensando que você tinha mudado para melhor. - Cristal revirou os olhos. Mudei, mas ninguém poderia saber. Apenas papai, mamãe e Tom. As únicas pessoas que poderia dizer um pouco da verdade. _ Acha que Harry Potter vai ser da nossa casa? - Perguntou Draco. _ Duvido. - Digo sendo olhada por todos da mesa. _ Ele será um Grifinório. - Não poderia mudar tanto, deveria continuar sendo a menina séria, rabugenta e sem amigos. _ E se ele não for? - Cristal perguntou. _ Pode ser um Lufano, até mesmo um Corvino. - Dei de ombros. _ Mas Sonserino não vai ser. - Bebo um pouco de suco. _ Você é pessimista? - Draco fez uma careta. _ Sou realista. - Digo vendo o chapéu se contorcer na cabeça do menino. _ Grifinória! - Todos me olharam e apenas os olhei convida. _ Essa menina dá azar. - Disse Zabine que já tinha sido selecionado. Riu algumas pessoas e respiro fundo, tentando não deixar minhas emoções aparente. Poderia matá-los também. Tinha uma grande lista de pessoas que deveria m***r, mataria uma por uma. Até que meu peito tenha a sensação de vazio que todos que querem vingança tem. Olho para todos que estavam rindo e se divertindo, e vejo uma borboleta de papel vir até mim. Pego ela na mão e percebo que a caligrafia era de Dumbledore. Como antigamente. Nem precisava abrir o bilhete para saber que ele estava me chamando para ir ao seu gabinete. Mesmo assim, abro e vejo o que estava escrito. _ Venha me encontrar. - Gemma leu e todos me olharam. _ Dumbledore, aposto. _ Se estivesse valendo alguma coisa, você ganharia. - Dobro o papel e o coloco no bolso da capa. Paro de olhar a vida alheia e começo a comer, estava morrendo de fome. _ Primeiro ano, me sigam. - Gemma se levantou. Olho para os professores e Dumbledore estava faltando. Limpo minha boca em um guardanapo e me levanto. _ Boa noite a todos. - Digo e eles não responderam, m*l-educados. Saio do Grande Salão e vou caminhando para o gabinete do diretor. Passo por alguns alunos que cumprimentaram. Vou até a entrada do escritório do diretor e a escada estava ali. Pelo menos não precisaria sussurrar para a gárgula. Subo a escada e bato à porta, um entre pôde ser ouvido e entro no gabinete. _ Senhorita. - Disseram os quadros. _ Olá. - Digo os olhando. Vou em direção à mesa do diretor e me sento na cadeira posta na frente dele. Ele sorria enquanto comia uma balinha de limão. _ Aceita? - Pego uma e a coloco na boca. _ Te chamei aqui para perguntar se a senhorita poderia me fazer um favor. _ E que favor seria esse? - A balinha até que era boa. _ Como você bem sabe, Harry está conosco e ele não sabe muita coisa. - Será por quê? _ Gostaria que você cuidasse dele e de seus amigos. - Iria virar uma babá, deveria ter sido muito burra para aceitar isso no passado. _ Claro, ficarei feliz por ajudar. _ Mais uma coisa, gostaria que você também ajudasse Harry nas matérias. - Posso m***r ele agora? Mas apenas concordei. _ Ótimo, era isso que queria pedir. _ Então vou para o meu salão, até algum dia. Levantei-me e dou adeus a todos, mas o chapéu seletor ficou me encarando. _ Algo de errado comigo, Alistair? _ Não, apenas que você me parece diferente, talvez seja apenas impressão. _ Bom, se for só isso, estou de saída. Saio daquele lugar e minha face de boazinha desaparece do meu rosto. Apenas andava calmamente pelo corredor. Os dias seriam corridos.
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