Sofia Narrando O Cavaleiro pegou os papéis que eu entreguei, se recostou na cadeira e começou a ler, linha por linha. O silêncio na sala era cortante. Eu observava cada mudança sutil no rosto dele enquanto os olhos percorriam os documentos. Mas o que era sutil virou tensão escancarada bem rápido. O punho dele foi se fechando devagar, os músculos da mão ficando rígidos, a mandíbula travada. Dava pra ver a raiva estampada sem ele precisar dizer uma palavra. Quando ele terminou, levantou os olhos, aqueles olhos gelados que pareciam atravessar qualquer um e mirou direto em mim. — Eu já sabia do caso com o Alemão — ele disse, a voz baixa, firme, mas carregada de fúria contida. — Eu só precisava de provas. E você trouxe todas. Assenti com a cabeça, mantendo a postura. Sabia que aquele mome

