188 - Sofia

1155 Words

Sofia Narrando A cara do Iran nem treme. Falando firme, como se tivesse pagando bala na mão, disse que ia arcar com meus honorários. Olhei pra ele de canto, segurei o riso. Bem que eu devia cobrar mesmo, né? Trabalho bem feito, garantia de silêncio, de lealdade e de resultado. O Matheus, coitado, aceitou na hora entrar pra vida. Tá cansado de passar fome, de ser tratado igual lixo. Porque é isso que fazem com preto, pobre e favelado, tratam como se a gente nem fosse gente. Só olham torto, querem afastar, expulsar, apagar. Mas agora ele vai ter comida no prato e respeito no olhar. Vai ser vapor, e se jogar direitinho, vai subir. Depois que tudo ficou alinhado, papel passado e palavra firmada, minha cabeça parecia que ia explodir. A pressão do dia, das decisões, dos riscos. Fui direto pra

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