Terror Narrando Mano, eu acordei hoje e, na moral, parecia que eu tinha dormido no céu. Acordei naquela cama que é minha, cheiro de casa, o lençol limpinho, travesseiro macio. Nada de grade, nada de barulho de cela batendo, ninguém mandando levantar. Era só eu e a paz. Fiquei ali uns segundos parado, só curtindo o momento. Respirei fundo, senti aquele cheiro bom do quarto, cheiro da minha mulher, cheiro de liberdade. Virei pro lado e vi a Sofia, mano, minha rainha, minha guerreira. Dormindo tranquila, o cabelo jogado no travesseiro, a boca entreaberta. Passei devagar a mão no rosto dela, só pra sentir a pele dela de novo, que saudade daquilo. Ela abriu os olhos na hora, daquele jeitão dela, séria, encarando firme. Mas aí, do nada, abriu um sorriso que me desmontou. — Bom dia, meu amor

