141 - Terror

1205 Words

Terror Narrando Tô sentado aqui no canto dessa cela fria, o cimento gelado nas costas, o cheiro de mofo subindo pelas narinas, e minha cabeça viajando no tempo, lembrando do dia que minha vida virou esse inferno. Às vezes eu fecho o olho e parece que eu ainda tô lá, no baile, naquela noite que mudou tudo. Era o aniversário da minha mulher, da minha rainha, da minha vida. A Sofia tinha acabado de completar dezoito. O baile no Chapadão tava lindo, lotado, geral no clima, o som estourando, a quadra fervendo. Ela toda linda, sorrindo, dançando, o povo gritando o nome dela: — Parabéns, patroa! Parabéns, patroa! Eu no palco, com o microfone na mão, fazendo questão de anunciar que aquela noite era dela, era nossa. O DJ mandando os proibidão, o pessoal vibrando, e eu só olhando pra minha mina

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