148 - Sofia

1336 Words

Sofia Narrando A porta fechou atrás da gente, e o silêncio do cômodo parecia pesar mais do que o som do mar lá fora. O Cavaleiro tava sentado na poltrona dele, atrás daquela mesa enorme de madeira escura, com os olhos grudados em mim e no Bradock. O ambiente cheirava a cigarro e uísque caro, e a luz fraca do abajur deixava a cara dele metade na sombra, metade iluminada. Ele sorriu de leve, aquele sorriso que não dizia nada, só deixava a gente mais alerta, e fez um gesto com a mão. — Senta aí, Rainha, Bradock. Eu puxei a cadeira na frente da mesa e me sentei, ajeitando a jaqueta no ombro. O Bradock ficou do meu lado, em pé, como sempre faz quando prefere observar o terreno antes de se acomodar. O Cavaleiro se inclinou um pouco pra frente, cruzou as mãos em cima da mesa e falou com aquel

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