Sofia Narrando A Sandra é muito desocupada, sério. A mulher teve a audácia de vir me ameaçar. A mim. Logo eu. Eu tava tranquila no meu canto, quando recebo a ligação indesejada. Toda cheia de marra, tentando bancar a poderosa. Mäl sabe ela que tá mais pra peça descartável do que qualquer outra coisa. A voz dela tremia, mesmo tentando parecer firme. — Tenta, estou no Chapadão, moro no alto do morro, tenta subir aqui, ou vem de paraquedas. Estou te dando opções. Falei sem tremer, sem receio nenhum. Sandra já teve o Comando ao lado dela, agora não tem mais nada. Eu respirei fundo, me aninhei no meu marido. Porque eu sou assim: foco, frieza e firmeza. — Essa püta! Eu vou caçar ela. Cê tá me ouvindo? Eu vou encontrar e fazer ela pagar, por tudo. Ele tava de sangue fervendo, os olhos

