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1191 Words
 Ao olhar para trás, um homem alto e forte de terno veio de encontro a mim. Aparentava ter seus trinta e poucos anos, cabelos castanhos claros e olhos castanhos, uma pele bem cuidada e um ar elegante, apesar de seu tamanho intimidador. - Olá! - disse Cleo, sem graça por ter levado um susto. - Minha viagem foi ótima, foi rápida e tranquila. - Fico feliz em saber! Meu nome é Elias, sou chefe de segurança da família, sou o responsável por orientar todos os seguranças escolhidos. Peço que me acompanhe, senhorita Cleo acompanhou Elias até a entrada da mansão, que como era de se esperar, era enorme e os móveis caríssimos. Cleo andou atenta pela casa, com cuidado para não quebrar nada. Além de certamente ser despedida daquele cargo, decepcionar seu chefe, ainda não teria condições de pagar nem o menor vaso de cera que estivesse ali. Eles caminharam por um tempo, subiram algumas escadas (embora Cleo tenha notado que havia elevador), até que chegaram em uma sala sem muitos móveis, apenas uma mesa com seis cadeiras. Assim que entrou, Silas pediu para que ela se juntasse a ele na mesa. Em cima da mesa haviam duas malas e uma pasta com anotações. Antes de se sentar, Silas abriu as duas malas. Numa delas continha vários uniformes, pelo que ela percebeu se tratava de um terno feminino. Na outra mala haviam duas armas e munições. - Acredito que já conheça essa parte. Li no seu currículo que tem uma vasta experiência com segurança, chegando a trabalhar para o presidente em certa situação. Foi até condecorada com isso! Cloe pegou essa informação de surpresa, pois ainda não sabia muito bem as informações que o escritório havia inventado sobre ela. E ela m*l teve tempo de ler as fichas que Joseph havia entregado a ela. Mas prontamente ela respondeu, sem desviar o olhar: - Sim, tive essa grande oportunidade uma época da minha vida. Me dedico cem por cento ao meu trabalho. Cuidarei ao máximo para que meu trabalho aqui seja perfeito. Silas sorriu e disse: - Gostei de você. É essa confiança e determinação que precisamos aqui. Como sabe, seu trabalho será viver em função do Nicolas, não tirar os olhos dele nem por um momento. Não sei quais os tipos de pessoas que você trabalhou, mas ele é um rapaz bem difícil e imprevisível. Terá que analisar e ser esperta em tudo, buscar sempre estar a um passo na frente dele. Ele é muito teimoso, e por vezes tenta sair sozinho e por ser quem ele é isso é muito perigoso. Praticamente a vida dele está em suas mãos. - Ele já teve muitos seguranças? - Perguntou Cloe - Sinceramente eu já perdi as contas. Mas nunca antes foi uma mulher. Até agora não entendi o por que dessa escolha, sem querer ofender a senhorita Cloe deu um sorriso sarcástico, não gostava de superstições machistas. Silas percebeu a mudança de comportamento e completou: - Não me entenda m*l, sei que existem ótimas mulheres como segurança. Só disse isso pelo padrão que os LeBlanc seguem de contratarem só homens. Cloe sentiu muito por pensar m*l dele pois sentiu sinceridade em suas palavras. - Entendo seu ponto, não se desculpe. Mesmo ele sendo uma pessoa difícil, farei o possível e o impossível para estar dois passos a frente dele Mesmo Cloe dizendo isso sobre a função de segurança, ela estava mais afirmando para si sobre o processo de investigação que faria com o Nicolas. - Perfeito! Acredito em você! Agora me siga, irei apresentar seu quarto. Enquanto o seguia, Cloe ainda não havia pensado que viveria dentro da mansão dos LeBlanc. Embora fosse óbvio que como segurança ela deveria estar sempre perto, isso não foi informado a ela hora nenhuma. E pela quantidade de dinheiro que ela recebera, ela pensou que deveria ficar em algum hotel por perto. Sem querer demonstrar qualquer sentimento estranho, Cloe apenas seguiu Silas enquanto ele explicava alguns detalhes e lugares da mansão. Algumas regras também foram mencionadas, mas não entrou muito no assunto pois esse mérito seria da senhoria da casa. Chegaram até uma porta e Silas entregou uma chave a ela. - Esse será seu quarto. Nós homens temos um quarto bem maior, mas achamos que a senhorita se sentiria mais confortável em um quarto só para você. Cloe sorriu e segurou a chave. - O quarto do Nicolas é o primeiro depois dessas escadas. Ele não tem hora exata para comer e nem pra sair, então terá que fica atenta quando ele aparecer para segui-lo. Ele não gosta de apresentações formais, então deixarei para você conhecê-lo quando ele resolver sair do quarto. Em seu quarto tem câmeras de segurança que dão para o corredor dele e para a escada, com um sensor de movimento que fará soar aviso assim que ele estiver saindo. Qualquer dúvida estarei a disposição, pode me ligar por esse número - disse ele, entregando um cartão de visitas. - Obrigada. - Agradeci e ele virou as costas. Abri a porta do quarto e me surpreendi por ele ser maior do que eu imaginava. Coloquei as malas para dentro do quarto e fui em direção a mesa com um computador. Como Silas havia avisado, ela tinha acesso as câmeras que davam para as proximidades do quarto de Nicolas. Mesmo já sendo noite e dificilmente ele poderia sair em uma terça como aquela, Cloe resolveu tomar um banho e vestir seu uniforme. A suíte era bem grande e a ducha era extremamente relaxante. Se não cuidasse, perderia muito tempo ali. Ao sair do banho, com os cabelos molhados, Cloe se enrolou em uma toalha. Assim que abriu a porta do banheiro, sentiu um cheiro de cigarro. Quando olhou para sua cama, um rapaz estava deitado com uma de suas pernas cruzadas, enquanto fumava. Cloe segurou a toalha firme e foi em direção as armas. - Então você é a minha nova segurança? - disse o rapaz, apagando o cigarro em cima da escrivaninha dela e se levantando. Ele se aproximou dela e falou: - Como minha segurança não sabe quem eu sou? - disse ele, sarcasticamente O rapaz era alto, com uns 1,85 aproximadamente. Apesar do cheiro do cigarro estar no quarto, a proximidade a fez sentir um cheiro forte de perfume extremamente cheiroso, e seus cabelos negros como seus olhos formavam uma harmoniosa simetria no seu rosto. Nunca Cleo havia visto alguém tão belo assim. - Você é o Nicolas? Como entrou aqui? - A porta não estava trancada - disse ele, sorrindo - Eu sei, mas e o sensor? Porque não fui avisada que você havia saído? Nicolas deu um sorriso sarcástico. - Esses sensores não funcionam comigo. Terá que ter muito mais audácia do que a própria tecnologia. Pelo seu porte físico e por ser aparentemente bem desastrada, não vai durar muito tempo. E eu m*l posso esperar por isso. Ele terminou essas palavras em tom sério. Seu semblante de sarcástico foi pra completamente assustador. Parecia uma ameaça. Ele virou as costas e foi embora. Corri logo para me vestir o mais rápido possível para não perde-lo de vista.
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