CAPÍTULO 3

2195 Words
Eu estava com raiva, raiva pelo meu pai ter feito uma coisa assim comigo, raiva por ser acusada de uma coisa que não sou e nem fui. De onde eles tiraram que eu era amante do pai deles? Porque isso está acontecendo? Eu tinha dois dias para pensar. Eu não queria perder a fazenda. Porém isso não depende só de mim, também depende daquele lunático arrogante. Eu não sei se estou disposta a casar com um homem que pensa tão pouco de mim. Papai não poderia ter feito isso comigo, mas o que eu não entendo é o porque ele fez isso. Com que intuito ele fez isso. Cheguei em casa com Ava dormindo. Acabei não indo até a faculdade resolver a minha matrícula. Estava tão desorientada, confusa, que queria vir logo para casa. Minha cabeça estava doendo e tudo que eu via era um casamento falido antes mesmo de começar. Primeiro pelo ódio de todos os irmãos por mim, sem eu saber porque, e segundo porque nunca pensei em me casar tão jovem, tão cedo. Coloco Ava na cama e vou até meu quarto para tomar um banho. Precisava esquecer um pouco aquelas palavras ditas por eles. Principalmente pelo Christian Grey, ele parecia ter convicção no que falava, me olhava com ódio, rancor e suas palavras eram firmes. Eu não entendi nada naquela sala, e ao sair estava mais confusa. Acabo de tomar banho e me deito de roupão na minha cama. Acabo pegando no sono. Acordei com Ava fazendo carinho em meu rosto. Ela estava sorrindo, e eu acabei sorrindo para ela. - Ei minha loirinha, tudo bem? Peço me sentando. - Titia fominha. Ela diz e eu me levanto a pegando no colo. - Vamos comer então minha pequena. Daqui a pouco mamãe chega e nós ainda nem tomamos banho e nem comemos. Digo e desço com ela no meu colo. Na cozinha faço um macarrão com queijo para nós duas comemos e depois vamos tomar um banho. Acabamos na sala vendo desenho e desenhando. Kate chega animada e sorridente. Ela pega Ava no colo e dá um monte de beijos. A pequena sorrir - O que devo essa sua cara alegre? Peço me sentando no sofá do lado delas. - Tudo pronto para a minha mudança. Ela diz. - Vou sentir saudades. Digo triste. - Vem morar comigo Ana. Poxa você já vai estar lá por causa da faculdade. Ela diz. - Acho que vou ter que morar em outra casa em Seattle Kate. Falo já pensando em uma possibilidade de casar. - Como assim? Porque? Kate pede intrigada - Os bens do meu pai só passará para mim se eu me casar com um homem chamado Christian Grey. Falo e Kate me olha assustada. - Christian Grey? O cara mais rico e poderoso do mundo? Você está de brincadeira. Ela indaga e eu balanço a minha cabeça em negação. - Quem dera se fosse brincadeira Kate. São cláusulas do testamento do meu pai e do pai dele. Digo olhando para o nada. - Mas porquê do seu pai e pai dele? Eles se conheciam? Kate pede. - Acho que sim, pois se fizeram isso com os filhos, deveriam se conhecer. Porém o problema não é só esse. - Qual é o problema? - São três irmãos que me odeiam, porque acham que eu fui amante do pai deles. Falo seria. - Como assim Ana? Que história é essa? - Não sei Kate, foi uma confusão a leitura do testamento. Eu não sei o porque das acusações. Eu saí de lá não querendo falar e nem pensar em mais nada. Se eu não aceitar a me casar, eu perderei esse lugar. E se esse Grey também não aceitar a se casar nenhum dos três recebem a herança. - Que Merda hein Ana. Porque Tio Ray fez Isso? - É o que eu gostaria de saber. Porém eu tenho dois dias para tomar a minha decisão, e caso seja negativa, eu posso dar adeus a essa fazenda, pois ela será doada para uma instituição de caridade. - Sinto muito amiga. Espero que você tome a melhor decisão. E qualquer coisa estou aqui para você e por você. Ela fala me abraçando. Depois que Kate comeu ela levou Ava embora e eu fui pintar, para tentar entender um pouco do que está acontecendo na minha vida e que vai ser daqui para frente. p***o três quatro e acabo indo dormir quase cinco da manhã. Tomo um banho e durmo pensando em como sair de toda essa situação. Acordo menos animada do que ontem, porém acordei com uma ideia. E se casarmos só por casar. Não quero mesmo ir a fundo nesse casamento. Poderíamos levar a nossa vida normal, sem toda essa responsabilidade do casamento. Nada de compromissos um com outro, isso só seria feito mesmo para não perdermos a nossa herança. Isso eu irei a Seattle conversar com Christian Grey. Precisamos decidir isso. Me levanto e me arrumo. Vou aproveitar para ir a faculdade e fazer a minha matrícula, já sabendo que eu vou começar somente no ano que vem, já que agosto já está acabando. Depois de três horas de viagem chego a Seattle. Pesquisei na internet a empresa dele, então já estou aqui admirando o prédio moderno. É alto e maravilhoso. Na porta tem um letreiro em 3D escrito Grey House. Respiro fundo e entro no mesmo. Vou na recepção e uma das recepcionistas me questiona bem educadamente o que eu desejo. Informo que quero falar com o Sr Christian Grey. Ela me olha como se eu tivesse dez cabeças e questiona se eu tenho horário marcado. Informo que não. Ela pede um momento, e eu a aguardo. Não demora muito, ela me questiona qual meu nome, informo Anastásia Steele, e lá volta a falar no telefone. Ela desliga o telefone e informa que o Sr Grey não irá me receber. Fico p**a da vida. Ele nem quer me ouvir. Merda, mas eu não vou desistir. Ele tem que me escutar. Saio da empresa e fico pensando em como faço para falar com ele. Pego meu celular e pesquiso onde fica a sua casa. Acho a mesma. É em uma parte luxuosa de Seattle. Volto para meu carro e já entro dentro dele seguindo para sua residência. Chego no prédio luxuoso, porém não saio do carro, ainda é onze horas da manhã, com certeza ele vai estar aqui somente a noite, então vou resolver tudo que tenho aqui em Seattle. Vou para a faculdade de Seattle e já me encaminho para a direção do campus. Verifico o curso e o mesmo vai estar disponível para início de setembro. Espero que ainda tenha vagas. Já vou falar com a recepcionista e questiono se há vagas para o curso de pinturas e Artes. A moça informa que sim, são últimas vagas. Ótimo, pego toda a documentação necessária e também o papel de transferência da faculdade de Portland. Entrego tudo e a minha matrícula está feita. Fico feliz da vida com isso. O resto do dia fico olhando galerias, eu espero algum dia expô meus quadros. Quando vejo no meu relógio já é quase cinco da tarde. Eu vou para a casa dele, mesmo se ele quiser me enxotar de lá, eu não vou sair sem dizer o que tem para falar. Sigo para o escala e já entro na portaria falando que sou uma amiga de Christian Grey e que o mesmo pediu para eu esperá-lo no seu apto. Ele liga para alguém e a minha entrada é autorizada. Ufa, achei que seria difícil aqui também. O porteiro informa que é a cobertura e que ele tem um código único. Entro no elevador e digitei o código passado pelo porteiro. As portas se abrem e uma Sra de coque baixinha está a minha espera no roll. - Boa tarde Srta. Meu nome é Gail, sou a governanta do Sr Grey. Ele ainda não chegou, entre fique a vontade. Posso servir algo para a Srta? - Não Gail, obrigada! Eu só quero esperá-lo aqui. Digo. E ela pede para eu me sentar. Fico olhando o apto. É luxuoso demais. Uma vista panorâmica para Seattle. Uma sala de estar enorme, um piano de cauda no meio da sala. Fico imaginando o resto do apto. Ouço um bip do elevador e depois barulhos de saltos ecoam até a sala. Uma mulher morena entra cheia de sacolas. Ela é magra, cabelos lisos e olhos castanhos. Suas roupas e mais de mulher da vida. Depois sou eu a vagabunda. Ela chega e joga as sacolas no chão me fuzilando com o olhar. - Quem é você? O que faz aqui? Ela pede cruzando os braços. - Meu nome é Anastásia Steele, estou esperando Christian. Digo não me abalando muito com ela. - O que você quer com meu noivo? Ela pede e eu não sei se eu rio ou choro, pois ele está noiva dessa ai. Será que eu me divirto com ela um pouquinho? - Olha é um assunto bem constrangedor para você saber agora, eu prefiro que ele te fale, já que você é noiva dele. Ela arregalou o olho e eu tenho vontade de rir da cara dela. - Pois se você acha que eu vou deixar você entrar na nossas vidas, você está muito enganada. Ela diz e eu reviro os olhos. - Olha não se preocupe, ele é todo seu. Eu só estou aqui para resolver uma pendência do testamento do nossos pais. - Você também é irmã de Christian? Ela questiona e eu começo a rir. - Não. Eu não sou irmã dele. Ela me olha intrigada. - Então? - Srta Steele o que faz aqui? Olhamos as duas para o Sr rabugento com uma cara de raiva para mim. - Vim conversar com você. - Eu não quero falar com você, saia da minha casa agora. Sua presença imunda a minha casa. - Eu não vou embora até falar com você. Falo firme. - Eu não tenho nada para falar com uma vagabunda como você. Ele fala e eu tenho que tirar essa história a limpo. - Da onde você e seus irmãos tiraram que eu fui amante do seu pai. Questiono. - Não te devo satisfação. - Me deve sim, se está aí me acusando aos quatro ventos, tem que me dizer de onde vocês tiraram isso. - Minha irmã achou uma foto sua nas coisas do meu pai, e temos a certeza que você foi amante dele, porque uma vez por semana ele ia a sua casa te visitar, até deixou minha mãe aqui doente para ficar com você. Ele fala com raiva na voz. - Vocês estão enganados. Eu nunca fui amante de ninguém, muito menos do seu pai. E quanto a foto, da para tirar uma conclusão pelos testamentos. Já que nossos pais combinaram tudo. Eu não sei quem é seu pai. - Você não vai me enganar. Eu não vou cair na sua. Você é a vagabunda que ficava com ele, que tirou ele de casa, de uma mulher doente. Suspiro - Olha, eu não estou aqui para te convencer do contrário. Não me interessa a opinião sua e dos seus irmãos. O que eu quero é salvar a minha fazenda. Eu amo aquele lugar e quero mesmo ficar com ela. Digo. - Eu não vou me casar com você. Ele fala firme. - Que história é essa de casamento Christian? A noiva dele pede e ele olha para ela. - Depois conversamos sobre isso Suzanna. - Eu não quero me casar com você também, mas também não quero que meus bens, principalmente a fazenda, o lugar que eu cresci com meus pais seja entregue a adoção. Podemos fazer o casamento de fachada. Eu não quero atrapalhar seus planos com sua noiva. Falo olhando para ele e depois para ela. Podemos os dois salvar os nossos patrimônios. - E com a fama que você tem, você acha mesmo que eu vou me casar com você de fachada, depois deixar meu sobrenome rolar na mídia como o corno? Não me faça rir Srta Steele. - Eu não sei de que fama você está falando ao meu respeito. Porém eu estou aqui não só para salvar o meu patrimônio, mas também o seu. Suspiro. Temos que falar com o advogado amanhã, então espero te ver lá com uma resposta sensata para ambos. Digo e pego a minha bolsa. Há quanto a me relacionar com alguém enquanto estiver casada com você, não vai acontecer, eu prometo que enquanto estivermos casados não me relacionarei com ninguém, e vou pedir o mesmo a você, porque afinal de contas, não é só o Sr que tem um nome a zelar. Falo e olho para a noiva que está com cara de quem comeu e não gostou. Boa noite. Vou embora e espero mesmo que ele aceite a minha proposta. Quero ver com o advogado se temos prazo de validade esse casamento e espero que tenha, pois eu não quero passar o resto da vida casada com um homem sem humor algum e ainda que não confia em mim.
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