Atenção, esse capítulo contém cenas fortes !!
Joana
Eu queria muito dizer que eu consegui fugir naquele dia, e que eu recomecei a minha vida, que encontrei um cara legal, que me amava, que tive filhos, e que fui muito feliz!
Mas não eu não fiz, e o pior de tudo é que eu saí do morro, consegui uma corona, eles eram um casal de idosos que iriam me deixar em Petrópolis e dela eu ia decidir o que fazer.
Mas antes de subimos a serra eles pararam em um posto, até aí normal eles precisavam abastecer.
Eu estava calma, estava sentindo o gostinho da liberdade até que um homem, veio na direção do posto gritando!
Xxx: corre, tem um bando de bandidos vindo pra cá eles estão revistando todos os carros.
Não dava tempo de sair do posto, então eu me escondi dentro do banheiro e as outras pessoas foram para a loja de conveniência e até mesmo correram tentando sair dali.
Suel: a parada é a seguinte, nós não quer matar ninguém, estamos procurando uma mina, e quando mais rápido nós achar mais rápido vamo embora, simples assim, sem matar ninguém!!
Sasa: vou passar mostrando a foto dela, se alguém viu é só dar o papo.
O posto ficou em silêncio total por alguns minutos, eu não estava escutando nada, até que ele, arrombou a porta do banheiro.
Suel: ia pra algum lugar patroa, o chefe ta boladão atrás de tu, se prepara, porque se ele não te matar hoje, te castigo vai ser feio - ele falou me puxando pelo cabelo de dentro do banheiro.
Quando eu cheguei no morro, fui recebi com um belo tapa na cara, pelo Pará, ele sorriu pra mim com ódio.
Me puxou pelo braço e me jogou dentro da cozinha, onde meu pai estava amarrado, e todo machucado, eu tentei correr até ele, mas o Pará me segurou.
Pará: pra fora todo mundo, ninguém entra aqui mesmo se escutar gritos de dor. - ele falou me olhando
Quando os vapores saíram, ele começou a rasgar a minha roupa, me jogou no chão e me estrupou ali, na frente do meu pai, ele não ligou para a minha virgindade, na verdade, ele riu dos meus gritos de dor, eu gritei por ajuda, mas ninguém abriu a porta, uma, me estrupando, quando ele saiu de cima de mim tinha sangue no chão, eu me encolhi toda, olhei para o rosto do meu pai que estava chorando.
Pará: isso aqui Salomão é culpa sua, e só vai piorar.
Salomão: você é um desgraçado, um filho da p**a.
Pará: se veste e me espera lá fora, sua desgraçada, se tentar fugir de novo, vai ser pior, eu te odeio, não vou ter problemas em te matar!
Eu me levantei e coloquei a roupa que sobrou, soltei meu pai e logo e logo em seguida subi para o meu quarto, entrei no chuveiro, sentei no chão e chorei, vesti a minha roupa, peguei as minhas malas e desci, abracei meu pai, chorando e fui andando sentido a porta.
Pará: to com pressa c*****o - ele fala entrando.
Fui andando na direção dele, quando ouvi um disparo, meu pai tinha atirado na direção dele, mas um vapor entrou na frente, logo em seguida ele atirou na cabeça do meu pai que caiu sem vida, no chão da minha casa.
NÃO NÃO NÃO, PAAAAAAAAAAAAAI - EU GRITEI DESESPERADA INDO EM DIREÇÃO A ELE, ME DEI SOBRE O CORPO, MAS ELE JÁ ESTÁ SEM VIDA.
Senti meu corpo sendo puxado, eu fui jogada dentro de um carro, que estava indo para Angra, ele não deixou eu voltar para enterrar o meu pai.