cap 02 não me chame de burguesa

1727 Words
Alice narrando . . . Quando abro os olhos fico assustada. Me deparo com um homem pardo, olhos esverdeados, alto, braço fortes, ombros largos, lindo, o rosto simétricamente desenhado, porém extremamente e******o e grosseiro. Seu olhar me atinge como uma tonelada de tijolos, fazendo meus joelhos se transformarem em gelatinas, eu conseguia sentir o cheiro de ódio exalando pelos seus poros. - Me solta! - Grito no impulso - Quem - você pensa que é para entrar assim na minha casa seu e******o? - o enfrento olhando em seus olhos, me debatendo e soltando de suas mãos. - Haha - ele sorri sarcástico - Não que eu te deva alguma satisfação, oh retardada, mas sou Guero o dono dessa p***a. E quem seria estúpida o suficiente, de está dentro da minha quebrada e não saber quem SOu eu? - me olhando com muita raiva enquanto aperta a mão em forma de punho, meu corpo eu sabia que estava ali frente a frente com ele, já minha alma tinha vazado a muito tempo. - Não é da sua conta! Mas eu sou Alice, a nova professora- cruzo braços, e de nariz empinado o encaro torcendo para não levar um soco no nariz - Você pode até achar que é dono de tudo, mais nãoémeu dono, e eu não lhe devo mais nenhuma satisfação, agora sai daqui por favor- me tremo toda, suando frio, eu sabia que tinha que me mostrar forte, ao contrário ele nunca ia me respeitar. Na hora eu percebi que aquela pessoa na minha frente se tratava de um traficante, como já tinha visto na Tv, eu sabia que para ele me matar era fichinha, então comecei a rezar a todos OS santos para me proteger, e acho que foi isso que me deixou tomada por uma Coragem que não sabia de onde vinha. - Não me irrte burguesinha, abaixa esse tom de voz comigo ou eu quebro todinha essa sua carinha linda - ele aproxima falando entre os dentes, Guero coloca a mão enorme no meu ombro me apertando contra a parede gélida da sala. Mesmo com medo e apavorada, eu não pude deixar de notar que o cheiro da sua loção pós barba era maravilhoso, seu perfume era uma mistura de bebida, cigarro, e um aroma amadeirado delicioso. Seus braços eram tão fortes que mais parecia esculpidos de tão definidos, se fosse em outra situação eu estaria completamente atraída por ele, mas não, a situação era bem tensa mesmo. - Da próxima vez que falar assim comigo - ele aproxima a boca próximo ao meu ouvido, me enviando arrepios pelo corpo todo - vou te colocar a sete palmos do chão p*****a. Você não e melhor do que ninguém daqui, e assim como eles vai ter que me respeitar se tiver um pingo de juízo nessa sua cabeçinha oca. Fico totalmente sem reação diante daquilo tudo, aquele homem era tão frio, tão ameaçador e ao mesmo tempo tão intrigante. Guero me soltou logo depois de esmurrar a parede nas minhas costas, afastou me olhou uma última vez e se foi. Deslizando pela parede cai no chão, logo depois de respirar profundamente, me levantei e fui até a cozinha tomar um copo de água fria para me recompor daquele choque, afinal não e todo dia que um traficante invade sua casa querendo te matar. Respirei bem fundo e corri para fechar a porta, pois tinha medo que ele decidisse voltar para terminaro serviço. Logo de cara, já percebi que minha estádia aqui não seria tấão fácil como eu tinha pensado, talvez o pessoal da TV estivesse certos, ou talvez eu só cheguei em um dia r**m mesmo. Sentei no sofá completamente trêmula e comecei a chorar, colocando para fora tudo aquilo que não cabia dentro de mim. "Que merda aconteceu aqui". . . GUERO narrando: Eu estava na moral dando um giro pela comunidade, sabe como é, conferindo o que é meu e dando um salve prós vapor. Passando enfrente uma rua, logo avistei uma mina que não era da quebrada, sentada no sofá com a porta do barraco aberta, como nada passa desapercebido por mim, pois eu tenho que ficar de olho em tudo, e evitar que oS vermnes se infiltrem aqui para me derrubar, eu logo fui da um confere. Eu tinha certeza que nunca tinha visto aquele rostinho bonito antes por aqui. "Ea briga foi certa. Pensa em uma vadia brava" Sai da casa daquela menina após a nosso bate-boca, furioso, nenhuma pesso em sam Consciência tỉnha me desafiado daquele jeito. Descobri que a p*****a era a nova professora da quebrada. Senti vontade de sacar minha pistola .40 e dá um tiro no meio da testa dela, espalhar seus miolos ali mesmo, mas não consegui. Alguma coisa nela me deixou pertubado, a mulher parecia não ter medo de mim, e também tive consideração de não matar a única professora do asfalto que quis vir dar aulas aqui. Todos me temiam na quebrada, pois sabem do que eu sou capaz e 0S exemplos que deixei no morro. Como não fui comunicado da chegada dela no morro, fui falar com meu braço direito, Jonas o sub dono da comunidade, o cara que tem a obrigação de me deixar por dentro de tudo o que acontece. -Jonas, quem é a p*****a nova que está no barraco da esquina do beco 7? E porque não foquei sabendo da chegada dela - Pergunto já irritado, pois não gosto de surpresas. Jonas sabe perfeitamente que não admito vacilos. - Foi m*l ai chefia, o nome é Alice, professora nova, que o governo contratou, indicação dos gravatinhas de uma faculdade, ela é do asfalto, zona sul tá ligado? - Eporque eu só fiquei sabendo agora? Jonas tu me conhece, não gosto de vacilo, e tu vacilou comigo, eu tive que saber da boca dela, mas vim confirmar contigo. - Foi m*l chefe, não vai se repetir - Ele abaixa a cabeça todo vermelho e uma gota de suor escorre pelo seu rosto. - E bom mesmo, e fica de olho naquela mina, ela tem cara de quem vai me causar problemas e isso não Vou aceitar, passa o recado de como funciona as paradas aqui. " Acho que Jonas entendeu o recado " Horas depois sai dali para resolver meus corre, avistei Alice andando tranquila pelo morro como se fosse íntima da quebrada, parecia que o baculejo que dei nela mais cedo não tinha surtido efeito, então resolvi segui-la, fiquei um pouco desconfiado, talvez ela fosse um inimigo disfarçado. . . "É hoje que descubro qual é a sua vadia, se tu e professora mesmo ou alguma vagaba infiltrada" . . . Alice narrando: Seco as lágrimas que caiam no meu rosto, eu não mne abalar por causa aquele traste, p0r mais que as palavras dele estivessem me deixado apavorada eu não ia abaixar a cabeça. Era meu primeiro dia de aula ali, o início de meu sonho, e queria que fosse muito especial para mim e para os alunos. Vou até 0 meu quarto, retiro algumas roupas da mala, logo após um banho frio e relaxante, me visto como uma verdadeira professora de comercial. Eu queria causar uma boa impressão, coloquei uma camiseta branca, uma saia até os joelhos cor preta, amarrei meu cabelo em forma de r**o de cavalo, coloquei meu óculos de descanso preto, e fui para a sala de aula. As minhas aulas serão no período da tarde, então se eu não quisesse me atrasar era mellhor apresar, afinal já era 12he a aula começava as 13h e eu tinha muita escadas para descer e subir, o tempo havia passado tão de pressa que nem tinha percebido. Chegando à escola tive a sensação estranha de que estava sendo seguida, olhei para trás e não avistei ninguém. "Eu devo está alarmada por conta do trauma que aquele brutamontes me fez passar". Adentrei na sala de aula, me apresentei aos alunos (que por sinal me adoraram), ministrei as minhas aulas com todo o carinho e amnor pela minha profissão. " Afinal, professora por amor" Horas depois o sinal toca, anunciando o fim da aula. "Mas que dia " Como era maravilhoso interagir com meus alunos pela primeira vez desde que me formei pedagoga. Era gratificante dividir um pouco do meu conhecimento. Me despeço da turminha super animada e cheia de energia. O mais velho dentre eles deveria ter uns 9 anos, todos saíram correndo em direção a suas casas, fiquei encostada na mesa observando todos partirem, exceto uma menininha loira dos olhos claros, muito bonita, que parou e me observou atentamente por alguns segundos. Está tudo bem?-me abaixo sobre o joelhos para ficar a sua altura Qual o seu nomne? – Amanda prof ela me dá um sorriso tímido - s queria dizer que você é a melhor prof de todos os tempos -sem me dá a chance de agradecer, ela ajeita a mochila nas COstase sai corrend0 Com oS outros, pelo corredor. Achei ela a aluninha mais atenciosa da sala, meu coração transbordou de alegria, eu sabia que estava no caminho certo. Juntei meus livros e já estava indo embora quando Jaqueline me chamou. - Alice espera - ela caminha er minha direção como uma modelo na passarela, depois do nosso primeiro encontro, eu queria distância de confusão com ela, então continuo andando, logo sinto ela segurando meu braço me forçando a parar. - Oi Jaqueline, que foi? - Você e doida Alice?- ela coloca as mãos na cintura incrédula -0 morro inteiro já está sabendo o que você fez con Guero, menina esse homem já matou muitos por mnuito menos. - Eu não fiz nada - Digo dando os ombros - Ele que foi entrando na minha Casa sem ser convidado, eu só disse umas verdades que aquele homem precisava ouvir. - Toma cuidado burguesa, vacilou dançou, aqui não e sua quebrada, fica esperta, você não tem casa, o barraco que tá morando e do cara, então se liga e para de dar bola fora - Ela me olha com ironia, e vai andando me dando as costas. - Jojo eu tenho nome, e é Alice, não me chame mais de burguesa, por favor - eu já estava super irritada com o preconceito dela, não ia tolerar mais aquilo. - Tchau Alice - ela sinaliza com as mãos e afasta toda irônica. . .
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