Alice narrando . . .
Quando abro os olhos fico assustada.
Me deparo com um homem pardo,
olhos esverdeados, alto, braço
fortes, ombros largos, lindo, o rosto
simétricamente desenhado, porém
extremamente e******o e
grosseiro. Seu olhar me atinge como
uma tonelada de tijolos, fazendo
meus joelhos se transformarem em
gelatinas, eu conseguia sentir o cheiro
de ódio exalando pelos seus poros.
- Me solta! - Grito no impulso - Quem
-
você pensa que é para entrar assim
na minha casa seu e******o? - o
enfrento olhando em seus olhos, me
debatendo e soltando de suas mãos.
- Haha - ele sorri sarcástico - Não que
eu te deva alguma satisfação, oh
retardada, mas sou Guero o dono
dessa p***a. E quem seria estúpida
o suficiente, de está dentro da
minha quebrada e não saber quem
SOu eu? - me olhando com muita raiva
enquanto aperta a mão em forma de
punho, meu corpo eu sabia que estava
ali frente a frente com ele, já minha
alma tinha vazado a muito tempo.
- Não é da sua conta! Mas eu sou
Alice, a nova professora- cruzo
braços, e de nariz empinado o encaro
torcendo para não levar um soco no
nariz - Você pode até achar que é
dono de tudo, mais nãoémeu dono,
e eu não lhe devo mais nenhuma
satisfação, agora sai daqui por
favor- me tremo toda, suando frio, eu
sabia que tinha que me mostrar forte,
ao contrário ele nunca ia me respeitar.
Na hora eu percebi que aquela pessoa
na minha frente se tratava de um
traficante, como já tinha visto na Tv,
eu sabia que para ele me matar era
fichinha, então comecei a rezar a todos
OS santos para me proteger, e acho que
foi isso que me deixou tomada por uma
Coragem que não sabia de onde vinha.
- Não me irrte burguesinha, abaixa
esse tom de voz comigo ou eu quebro
todinha essa sua carinha linda -
ele aproxima falando entre os dentes,
Guero coloca a mão enorme no meu
ombro me apertando contra a parede
gélida da sala.
Mesmo com medo e apavorada, eu não
pude deixar de notar que o cheiro da
sua loção pós barba era maravilhoso,
seu perfume era uma mistura
de bebida, cigarro, e um aroma
amadeirado delicioso.
Seus braços eram tão fortes que mais
parecia esculpidos de tão definidos,
se fosse em outra situação eu estaria
completamente atraída por ele, mas
não, a situação era bem tensa mesmo.
- Da próxima vez que falar assim
comigo - ele aproxima a boca próximo
ao meu ouvido, me enviando arrepios
pelo corpo todo - vou te colocar a
sete palmos do chão p*****a. Você
não e melhor do que ninguém daqui,
e assim como eles vai ter que me
respeitar se tiver um pingo de juízo
nessa sua cabeçinha oca.
Fico totalmente sem reação diante
daquilo tudo, aquele homem era tão
frio, tão ameaçador e ao mesmo tempo
tão intrigante. Guero me soltou logo
depois de esmurrar a parede nas
minhas costas, afastou me olhou uma
última vez e se foi.
Deslizando pela parede cai no
chão, logo depois de respirar
profundamente, me levantei e fui até
a cozinha tomar um copo de água fria
para me recompor daquele choque,
afinal não e todo dia que um traficante
invade sua casa querendo te matar.
Respirei bem fundo e corri para
fechar a porta, pois tinha medo que
ele decidisse voltar para terminaro
serviço.
Logo de cara, já percebi que minha
estádia aqui não seria tấão fácil como
eu tinha pensado, talvez o pessoal da
TV estivesse certos, ou talvez eu só
cheguei em um dia r**m mesmo. Sentei
no sofá completamente trêmula e
comecei a chorar, colocando para fora
tudo aquilo que não cabia dentro de
mim.
"Que merda aconteceu aqui". . .
GUERO narrando:
Eu estava na moral dando um giro pela
comunidade, sabe como é, conferindo
o que é meu e dando um salve prós
vapor. Passando enfrente uma rua,
logo avistei uma mina que não era da
quebrada, sentada no sofá com a porta
do barraco aberta, como nada passa
desapercebido por mim, pois eu tenho
que ficar de olho em tudo, e evitar que
oS vermnes se infiltrem aqui para me
derrubar, eu logo fui da um confere.
Eu tinha certeza que nunca tinha visto
aquele rostinho bonito antes por aqui.
"Ea briga foi certa. Pensa em uma
vadia brava"
Sai da casa daquela menina após a
nosso bate-boca, furioso, nenhuma
pesso em sam Consciência tỉnha me
desafiado daquele jeito. Descobri que
a p*****a era a nova professora da
quebrada.
Senti vontade de sacar minha pistola
.40 e dá um tiro no meio da testa dela,
espalhar seus miolos ali mesmo, mas
não consegui. Alguma coisa nela me
deixou pertubado, a mulher parecia
não ter medo de mim, e também tive
consideração de não matar a única
professora do asfalto que quis vir dar
aulas aqui.
Todos me temiam na quebrada, pois
sabem do que eu sou capaz e 0S
exemplos que deixei no morro.
Como não fui comunicado da chegada
dela no morro, fui falar com meu
braço direito, Jonas o sub dono
da comunidade, o cara que tem a
obrigação de me deixar por dentro de
tudo o que acontece.
-Jonas, quem é a p*****a nova que
está no barraco da esquina do beco
7? E porque não foquei sabendo da
chegada dela - Pergunto já irritado,
pois não gosto de surpresas. Jonas sabe
perfeitamente que não admito vacilos.
- Foi m*l ai chefia, o nome é
Alice, professora nova, que o
governo contratou, indicação dos
gravatinhas de uma faculdade, ela é
do asfalto, zona sul tá ligado?
- Eporque eu só fiquei sabendo
agora? Jonas tu me conhece, não
gosto de vacilo, e tu vacilou comigo,
eu tive que saber da boca dela, mas
vim confirmar contigo.
- Foi m*l chefe, não vai se repetir
- Ele abaixa a cabeça todo vermelho
e uma gota de suor escorre pelo seu
rosto.
- E bom mesmo, e fica de olho
naquela mina, ela tem cara de quem
vai me causar problemas e isso não
Vou aceitar, passa o recado de como
funciona as paradas aqui.
" Acho que Jonas entendeu o recado "
Horas depois sai dali para resolver
meus corre, avistei Alice andando
tranquila pelo morro como se fosse
íntima da quebrada, parecia que o
baculejo que dei nela mais cedo não
tinha surtido efeito, então resolvi
segui-la, fiquei um pouco desconfiado,
talvez ela fosse um inimigo disfarçado. . .
"É hoje que descubro qual é a sua
vadia, se tu e professora mesmo ou
alguma vagaba infiltrada" . . .
Alice narrando:
Seco as lágrimas que caiam no meu
rosto, eu não mne abalar por causa
aquele traste, p0r mais que as palavras
dele estivessem me deixado apavorada
eu não ia abaixar a cabeça. Era meu
primeiro dia de aula ali, o início de
meu sonho, e queria que fosse muito
especial para mim e para os alunos.
Vou até 0 meu quarto, retiro algumas
roupas da mala, logo após um banho
frio e relaxante, me visto como uma
verdadeira professora de comercial.
Eu queria causar uma boa impressão,
coloquei uma camiseta branca, uma
saia até os joelhos cor preta, amarrei
meu cabelo em forma de r**o de
cavalo, coloquei meu óculos de
descanso preto, e fui para a sala de
aula.
As minhas aulas serão no período da
tarde, então se eu não quisesse me
atrasar era mellhor apresar, afinal já
era 12he a aula começava as 13h e
eu tinha muita escadas para descer e
subir, o tempo havia passado tão de
pressa que nem tinha percebido.
Chegando à escola tive a sensação
estranha de que estava sendo seguida,
olhei para trás e não avistei ninguém.
"Eu devo está alarmada por conta do
trauma que aquele brutamontes me
fez passar".
Adentrei na sala de aula, me
apresentei aos alunos (que por sinal
me adoraram), ministrei as minhas
aulas com todo o carinho e amnor pela
minha profissão.
" Afinal, professora por amor"
Horas depois o sinal toca, anunciando
o fim da aula.
"Mas que dia "
Como era maravilhoso interagir
com meus alunos pela primeira vez
desde que me formei pedagoga. Era
gratificante dividir um pouco do meu
conhecimento.
Me despeço da turminha super
animada e cheia de energia. O mais
velho dentre eles deveria ter uns
9 anos, todos saíram correndo em
direção a suas casas, fiquei encostada
na mesa observando todos partirem,
exceto uma menininha loira dos olhos
claros, muito bonita, que parou e me
observou atentamente por alguns
segundos.
Está tudo bem?-me abaixo sobre
o joelhos para ficar a sua altura
Qual o seu nomne?
– Amanda prof ela me dá um
sorriso tímido - s queria dizer
que você é a melhor prof de todos
os tempos -sem me dá a chance de
agradecer, ela ajeita a mochila nas
COstase sai corrend0 Com oS outros,
pelo corredor.
Achei ela a aluninha mais atenciosa
da sala, meu coração transbordou
de alegria, eu sabia que estava no
caminho certo. Juntei meus livros e já
estava indo embora quando Jaqueline
me chamou.
- Alice espera - ela caminha er
minha direção como uma modelo na
passarela, depois do nosso primeiro
encontro, eu queria distância de
confusão com ela, então continuo
andando, logo sinto ela segurando meu
braço me forçando a parar.
- Oi Jaqueline, que foi?
- Você e doida Alice?- ela coloca as
mãos na cintura incrédula -0 morro
inteiro já está sabendo o que você
fez con Guero, menina esse homem
já matou muitos por mnuito menos.
- Eu não fiz nada - Digo dando os
ombros - Ele que foi entrando na
minha Casa sem ser convidado, eu
só disse umas verdades que aquele
homem precisava ouvir.
- Toma cuidado burguesa, vacilou
dançou, aqui não e sua quebrada,
fica esperta, você não tem casa, o
barraco que tá morando e do cara,
então se liga e para de dar bola fora
- Ela me olha com ironia, e vai andando
me dando as costas.
- Jojo eu tenho nome, e é Alice, não
me chame mais de burguesa, por
favor - eu já estava super irritada com
o preconceito dela, não ia tolerar mais
aquilo.
- Tchau Alice - ela sinaliza com as
mãos e afasta toda irônica. . .