Anna Júlia
Acordei e dei graças a Deus que hoje era Sábado, não aguentava mais a rotina, Deus me livre.
Levantei da cama e fui para o banheiro fazer a minha higiene matinal.
Aproveitei que já estava no banheiro e tomei um banho.
Lavei me cabelo e deixei a hidratação agir. Coloquei a depilação em dia e esperei até dar a hora de tirar a hidratação do cabelo.
Depois de 15 minutos tirei a hidratação e enxaguei meu corpo pra tirar o creme do corpo.
Saí do banheiro e fui me arrumar.
Coloquei uma roupinha fresca e peguei meu celular tirando o mesmo do carregador.
Calcei o meu chinelo e fui descendo pra cozinha tomar café.
Terminei de tomar café e fui escovar os dentes.
Tava descendo para a sala novamente, quando eu vejo o mesmo cara da padaria na minha sala com mais um homem e o meu pai.
Terminei de descer a escada e eles me encararam.
Fiquei esperando alguém falar, mas ninguém falou nada, então eu me pronunciei.
Najú: O que tá acontecendo aqui?- perguntei sem entender nada.
Maurício: Então filha é que...eu tava devendo pro Pesadelo e eu...- ele não terminou de falar pois foi interrompido.
Pesadelo: Ele te vendeu pra mim mina.- falou simples e eu olhei para o mesmo assutada.
Najú: Que?- perguntei com lágrimas nos olhos.
Pesadelo: Isso mesmo mina, ele te vendeu pra pagar a dívida das drogas dele comigo.- falou e eu encarei o meu pai chorando.
Najú: Como você pode fazer isso comigo? Eu sempre cuidei de você desde que a minha mãe foi embora.- falei chorando indo pra cima do mesmo, mas o cara que tava com o tal Pesadelo me segurou.- Eu te odeio!- gruni.
Xxx: Calma aí mina, ele é um viciado, ele não pensa em ninguém além dele e das drogas dele.- falou e eu chorei mais.
Eu tava chorando descontroladamente, como ele pode fazer isso comigo? Eu sou filha dele.
Que c*****o! Porque isso sempre tem que acontecer comigo.
Tava sentanda no sofá até que o Pesadelo se pronunciou.
Pesadelo: Vai lá pegar tuas coisas logo mina, cê vai morar comigo.- falou e eu o encarei assustada.
Najú: Não, por favor, me deixa ficar aqui, prometo que não vou sair daqui.- falei voltando a chorar.
Pesadelo: Bora logo p***a!- gritou e eu me assustei.
Levantei do sofá e fui subindo as escadas até o meu quarto para poder pegar as minhas coisas.
Cheguei no quarto e peguei a mala em cima do guarda-roupa e uma mochila.
Coloquei minhas roupas e sapatos na mala, e fui arrumar a mochila.
Peguei meus produtos e maquiagem e coloquei dentro da mochila, peguei minhas bijuterias e meus perfumes colocando também na mochila.
Tava acabando de arrumar a mochila quando moreno que tava com o Pesadelo entra no quarto.
Xxx: Bora mina, vim te ajudar com as malas.- falou pegando a mala em cima da cama e arrastando até a porta.
Najú: Obrigada...- esperei pois não sabia seu nome ou vulgo.
Xxx: Gaspar.- falou e eu assenti.
Najú: Obrigada Gaspar.- falei por fim colocando a mochila nas costas e desci junto com o mesmo.
É minha vida vai mudar bastante de agora em diante, agora o que eu não consigo entender é como o cara que eu chamei de pai a minha vida inteira foi capaz de me vender pra quitar dívida de drogas.
Chegamos na sala e o Pesadelo me olhou e foi saindo.
O Maurício ia falar alguma coisa, mas eu não deixei, saí sem olhar para trás.
Quando saí na rua vi um carro parado lá e o Gaspar colocando as minhas coisas no porta-malas.
Fiquei ali voando por um tempo até uma voz grossa me fazer sair do transe.
Pesadelo: Bora c*****o, não tenho o dia todo não mina.- falou grosso e eu assenti abaixando a cabeça e entrei no carro.
Pesadelo deu partida com o carro e eu fiquei ali chorando quietinha olhando pela janela.
Depois de um tempo o carro para em frente a uma casa bem grande e bonita por sinal.
Desci do carro e vi Gaspar pegando as minhas coisas.
Fui até o mesmo e peguei a minha mochila pra não ficar muita coisa para ele carregar.
Pesadelo entrou na casa e depois saiu de novo e me encarou.
Pesadelo: Bora logo.- falou e eu entrei na casa depois dele.
Entrei e a casa era muito mais bonita por dentro.
Fiquei ali voando olhando a casa até o Gaspar me chamar.
Gaspar: Aqui mina.- falou colocando minha mala no canto da sala.
Najú: Obrigada Gaspar.- agradeci.- Ah e o meu nome é Anna Júlia, mas todo mundo me chama de Annajú ou Najú.
Gaspar: Jaé Annajú.- falou e eu sorri de lado.
Ele saiu e eu vi o Pesadelo saindo da cozinha.
Pesadelo: Sem gracinha pra cima dos caras, tá ouvindo, agora você é minha.- falou me olhando sério e eu concordei.- Vem que eu vou te mostrar o teu quarto.- falou subindo e eu peguei minha mala e minha mochila indo atrás.
Terminei de subir as escadas e vi ele parado perto de uma porta quase no fim do corredor, caminhei até lá e o mesmo abriu a porta do quarto.
Pesadelo: Pronto, aqui é seu quarto, fica a vontade e não me enche o saco.- assenti entrando no quarto e o mesmo saiu.
Sentei na cama e comecei a chorar.
Fiquei ali um bom tempo chorando até que resolvi parar.
Eu vou ser forte, eu vou suportar, se a vida quis assim eu vou aguentar.
Levantei da cama e peguei meu celular junto com meu fone.
Coloquei Sonhos e Pesadelos do Class A e fui arrumar minhas coisas ali no quarto.
Tava arrumando minhas roupas no guarda-roupa quando começou a tocar o refrão da música.
Comecei a cantar junto com o carinha da música.
Najú: No meio do tanta coisa, sabe eu já até perdi meu sono, tô cada vez mais perto do meu sonho,se a vida é uma canção que eu componho e te proponho, no meio de tanta coisa ,eu te encontrei, no meio de tanta coisa AAA, no meio de tanta coisa.- cara eu amo essa música.
Class A é muito f**a cara.
Najú: Eu sei que vai sentir saudades, sei que você nem merece que eu sinta, saudades,sei que você nem merece que sinta um pouco de saudade.- continuei cantando ali até que eu me viro e vejo o Pesadelo parado ali na porta.
Dou pause na música e tiro meus fones.
Najú: Oi? Quer alguma coisa ?- perguntei meio receosa.
Pesadelo: Quero nada não mina, só vim te falar que é pra tu se arrumar ou sei lá o que , porque a gente vai almoçar lá na dona Vera.
Najú: Ah, ok!- falei e ele saiu.
Troquei só de short e tirei uma foto.
Saí do quarto e desci as escadas vendo o Pesadelo em pé perto da porta no celular.
Najú: Vamos?- perguntei.
Pesadelo: Bora!- falou saindo e eu fui atrás.
Quando saí, já vi ele em cima da moto e confesso que fiquei com medo.
Demorei um pouco ,mas subi na moto com dificuldade.
Segurei em seu ombro e ele acelerou a moto me fazendo agarrar sua cintura.
Fomos quase voando e quando chegamos lá todo mundo ficou olhando para gente, me senti um ET real ali naquele momento.
Entramos ali na dona Vera e sentamos e pedimos o almoço até uma menina chegar na mesa se jogando no colo do Pesadelo que na mesma hora tomou postura e tirou ela dali.
Xxx: Aí amor,que foi?- falou com uma voz irritante e eu revirei os olhos.- Quem é essa p*****a?- falou me olhando com nojo.
Pesadelo: Vaza daqui Tainara.- falou ignorante como sempre.- E essa é minha mulher.- falou e eu o encarei. Oi?? Sua mulher?? Aí meu pai.
A menina saiu dali soltando fogo pelas ventas e eu fiquei só observando.
É pelo visto isso não vai ser tão fácil quanto eu imaginava, Deus me ajude.