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1338 Words
Anna Júlia Acordei e dei graças a Deus que hoje era Sábado, não aguentava mais a rotina, Deus me livre. Levantei da cama e fui para o banheiro fazer a minha higiene matinal. Aproveitei que já estava no banheiro e tomei um banho. Lavei me cabelo e deixei a hidratação agir. Coloquei a depilação em dia e esperei até dar a hora de tirar a hidratação do cabelo. Depois de 15 minutos tirei a hidratação e enxaguei meu corpo pra tirar o creme do corpo. Saí do banheiro e fui me arrumar. Coloquei uma roupinha fresca e peguei meu celular tirando o mesmo do carregador. Calcei o meu chinelo e fui descendo pra cozinha tomar café. Terminei de tomar café e fui escovar os dentes. Tava descendo para a sala novamente, quando eu vejo o mesmo cara da padaria na minha sala com mais um homem e o meu pai. Terminei de descer a escada e eles me encararam. Fiquei esperando alguém falar, mas ninguém falou nada, então eu me pronunciei. Najú: O que tá acontecendo aqui?- perguntei sem entender nada. Maurício: Então filha é que...eu tava devendo pro Pesadelo e eu...- ele não terminou de falar pois foi interrompido. Pesadelo: Ele te vendeu pra mim mina.- falou simples e eu olhei para o mesmo assutada. Najú: Que?- perguntei com lágrimas nos olhos. Pesadelo: Isso mesmo mina, ele te vendeu pra pagar a dívida das drogas dele comigo.- falou e eu encarei o meu pai chorando. Najú: Como você pode fazer isso comigo? Eu sempre cuidei de você desde que a minha mãe foi embora.- falei chorando indo pra cima do mesmo, mas o cara que tava com o tal Pesadelo me segurou.- Eu te odeio!- gruni. Xxx: Calma aí mina, ele é um viciado, ele não pensa em ninguém além dele e das drogas dele.- falou e eu chorei mais. Eu tava chorando descontroladamente, como ele pode fazer isso comigo? Eu sou filha dele. Que c*****o! Porque isso sempre tem que acontecer comigo. Tava sentanda no sofá até que o Pesadelo se pronunciou. Pesadelo: Vai lá pegar tuas coisas logo mina, cê vai morar comigo.- falou e eu o encarei assustada. Najú: Não, por favor, me deixa ficar aqui, prometo que não vou sair daqui.- falei voltando a chorar. Pesadelo: Bora logo p***a!- gritou e eu me assustei. Levantei do sofá e fui subindo as escadas até o meu quarto para poder pegar as minhas coisas. Cheguei no quarto e peguei a mala em cima do guarda-roupa e uma mochila. Coloquei minhas roupas e sapatos na mala, e fui arrumar a mochila. Peguei meus produtos e maquiagem e coloquei dentro da mochila, peguei minhas bijuterias e meus perfumes colocando também na mochila. Tava acabando de arrumar a mochila quando moreno que tava com o Pesadelo entra no quarto. Xxx: Bora mina, vim te ajudar com as malas.- falou pegando a mala em cima da cama e arrastando até a porta. Najú: Obrigada...- esperei pois não sabia seu nome ou vulgo. Xxx: Gaspar.- falou e eu assenti. Najú: Obrigada Gaspar.- falei por fim colocando a mochila nas costas e desci junto com o mesmo. É minha vida vai mudar bastante de agora em diante, agora o que eu não consigo entender é como o cara que eu chamei de pai a minha vida inteira foi capaz de me vender pra quitar dívida de drogas. Chegamos na sala e o Pesadelo me olhou e foi saindo. O Maurício ia falar alguma coisa, mas eu não deixei, saí sem olhar para trás. Quando saí na rua vi um carro parado lá e o Gaspar colocando as minhas coisas no porta-malas. Fiquei ali voando por um tempo até uma voz grossa me fazer sair do transe. Pesadelo: Bora c*****o, não tenho o dia todo não mina.- falou grosso e eu assenti abaixando a cabeça e entrei no carro. Pesadelo deu partida com o carro e eu fiquei ali chorando quietinha olhando pela janela. Depois de um tempo o carro para em frente a uma casa bem grande e bonita por sinal. Desci do carro e vi Gaspar pegando as minhas coisas. Fui até o mesmo e peguei a minha mochila pra não ficar muita coisa para ele carregar. Pesadelo entrou na casa e depois saiu de novo e me encarou. Pesadelo: Bora logo.- falou e eu entrei na casa depois dele. Entrei e a casa era muito mais bonita por dentro. Fiquei ali voando olhando a casa até o Gaspar me chamar. Gaspar: Aqui mina.- falou colocando minha mala no canto da sala. Najú: Obrigada Gaspar.- agradeci.- Ah e o meu nome é Anna Júlia, mas todo mundo me chama de Annajú ou Najú. Gaspar: Jaé Annajú.- falou e eu sorri de lado. Ele saiu e eu vi o Pesadelo saindo da cozinha. Pesadelo: Sem gracinha pra cima dos caras, tá ouvindo, agora você é minha.- falou me olhando sério e eu concordei.- Vem que eu vou te mostrar o teu quarto.- falou subindo e eu peguei minha mala e minha mochila indo atrás. Terminei de subir as escadas e vi ele parado perto de uma porta quase no fim do corredor, caminhei até lá e o mesmo abriu a porta do quarto. Pesadelo: Pronto, aqui é seu quarto, fica a vontade e não me enche o saco.- assenti entrando no quarto e o mesmo saiu. Sentei na cama e comecei a chorar. Fiquei ali um bom tempo chorando até que resolvi parar. Eu vou ser forte, eu vou suportar, se a vida quis assim eu vou aguentar. Levantei da cama e peguei meu celular junto com meu fone. Coloquei Sonhos e Pesadelos do Class A e fui arrumar minhas coisas ali no quarto. Tava arrumando minhas roupas no guarda-roupa quando começou a tocar o refrão da música. Comecei a cantar junto com o carinha da música. Najú: No meio do tanta coisa, sabe eu já até perdi meu sono, tô cada vez mais perto do meu sonho,se a vida é uma canção que eu componho e te proponho, no meio de tanta coisa ,eu te encontrei, no meio de tanta coisa AAA, no meio de tanta coisa.- cara eu amo essa música. Class A é muito f**a cara. Najú: Eu sei que vai sentir saudades, sei que você nem merece que eu sinta, saudades,sei que você nem merece que sinta um pouco de saudade.- continuei cantando ali até que eu me viro e vejo o Pesadelo parado ali na porta. Dou pause na música e tiro meus fones. Najú: Oi? Quer alguma coisa ?- perguntei meio receosa. Pesadelo: Quero nada não mina, só vim te falar que é pra tu se arrumar ou sei lá o que , porque a gente vai almoçar lá na dona Vera. Najú: Ah, ok!- falei e ele saiu. Troquei só de short e tirei uma foto. Saí do quarto e desci as escadas vendo o Pesadelo em pé perto da porta no celular. Najú: Vamos?- perguntei. Pesadelo: Bora!- falou saindo e eu fui atrás. Quando saí, já vi ele em cima da moto e confesso que fiquei com medo. Demorei um pouco ,mas subi na moto com dificuldade. Segurei em seu ombro e ele acelerou a moto me fazendo agarrar sua cintura. Fomos quase voando e quando chegamos lá todo mundo ficou olhando para gente, me senti um ET real ali naquele momento. Entramos ali na dona Vera e sentamos e pedimos o almoço até uma menina chegar na mesa se jogando no colo do Pesadelo que na mesma hora tomou postura e tirou ela dali. Xxx: Aí amor,que foi?- falou com uma voz irritante e eu revirei os olhos.- Quem é essa p*****a?- falou me olhando com nojo. Pesadelo: Vaza daqui Tainara.- falou ignorante como sempre.- E essa é minha mulher.- falou e eu o encarei. Oi?? Sua mulher?? Aí meu pai. A menina saiu dali soltando fogo pelas ventas e eu fiquei só observando. É pelo visto isso não vai ser tão fácil quanto eu imaginava, Deus me ajude.
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