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1278 Words
Anna Júlia Conversar com esse cara era impossível de verdade, já não basta o fato de eu estar ali junto dele contra a minha vontade, aí o cara ainda quer vir me tratar na ignorância?! Tomar no ** dele, não faço questão nenhuma mais de tentar trocar um papo, ele que se f**a agora nessa m***a. O cara é totalmente maluco, arrogante, um verdadeiro filho da p**a, não sei como eu vou aguentar viver nessa casa e na rua ter que fingir que sou a mulher mais feliz do mundo, meu ** que sou. Eu estou com um ódio fodido da cara dele, o cara me compra, não tem a p***a da noção, está mandando e gritando comigo como se eu fosse dele, eu posso até ser na cabeça dele, mas eu sou livre. Não posso mais fazer minha faculdade porque o alecrim dourado não quer me deixar sair, que se f**a ele, nem que eu faça a distância e tire dinheiro do **, mas eu vou fazer a minha faculdade sim. O maluco acha que o povo é i****a de acreditar que eu e ele somos um casal, sendo que a gente nunca nem tinha sido vistos juntos, além de maluco o cara é burro. Ele tá achando que vamos aparecer em público, em baile e os c*****o todo e o povo vai falar nossa, eles são um baita casal, num fode, que cara i****a mano. Deixa ele achando que o povo é burro e que a vida é um morango, o cara é bandido e consegue ser burro, vê se pode cara. Minha consciência está tranquila em questão dele sair para rua e comer qualquer mulher que ele ver pela frente, até porque é óbvio, nós não temos nada. Por mim quanto mais tempo fora dessa casa ele ficar é melhor, porque aí é bom que eu não vou precisar nem olhar muito na cara dele. Não sei se vou me acostumar com essa casa, com esse novo lugar, morar com um homem que eu nem conheço, que só tinha visto uma vez na vida. É h******l a sensação de saber que pessoa que mais devia te amar e cuidar de você, te vendeu para um traficante na primeira oportunidade que teve, isso não entra na minha cabeça, de verdade mesmo, acho que nunca vou conseguir entender isso. Saber que o homem que devia me proteger de tudo e de todos, foi um m***a a ponto de destruir a minha vida dessa forma. [...] Estou aqui agora saindo do banho, porque só isso poderia me acalmar. Um bom e belo banho quente para resolver todos os meus problemas, ou para pelo menos esquecer deles um pouco. Abri a minha gaveta de calcinha e sutiã, e escolhi uma lingerie preta. Vesti a mesma e fui caçar uma roupa confortável para eu poder deitar um pouco, porque é assim que eu resolvo os meus problemas, dormindo. Estava tão perdida nos meus pensamentos e escolheu uma roupa que nem me liguei que estava sendo observada,mas quando eu reparei levei um baita susto. Quando eu olhei para porta o cara estava lá parado que nem um assombração, tô falando que e maluco e ninguém acredita. Najú: c*****o, que susto!- falei dando um pulo e colocando a mão no peito devido ao susto. Ele ficou parado me encarando e só aí que eu fui perceber que eu estava só de calcinha e sutiã, meu Deus , que vergonha. Peguei a toalha rapidamente para tampar o meu corpo, meu Deus. Najú: Tá querendo alguma coisa?- perguntei.- Tá parado aí na porta e não diz nada. Pesadelo: Eu acho que a p***a da casa ainda é minha, tá incomodada mete o pé. - falou todo ignorante, p*u no **. Najú: Tudo que eu mais quero é meter o pé e não olhar mais para essa tua cara.- falei na força do ódio, cara folgado. Estava na boa até ele vir para o meu lado e me segurar pelo pescoço e me colocar contra a parede, confesso que nesse momento não tava passando nem sinal do Wi-Fi. Ele começou a apertar o meu pescoço enquanto me xingava. Pesadelo: Tu fala direito comigo p***a!- Me deu um t**a na cara ainda me segurando pelo pescoço.- Tu não tá falando com seus amiguinhos não p***a, me respeita se não eu te desço a p*****a filha da p**a. Apenas concordei com a cabeça com muita dificuldade, estava ficando sem ar. Quando ele me soltou eu caí sentada e comecei a tocir, não estava conseguindo respirar direito. Senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e fui recuperando o ar aos poucos e dei graças a Deus por ele ter saído dali. Vesti uma camisa grande que eu tinha e fui deitar na minha cama. Só sei que eu peguei o meu celular, coloquei os meus fones e coloquei minha música favorita para tocar. Se essa noite eu morrer 3 do Denov com o Sidoka e me permitir a colocar tudo que eu estava sentindo para fora. Eu estava me sentindo um lixo por ter deixado um homem relar a mão na minha cara. Estava me sentindo suja por não ter sido forte o suficiente para fugir quando o meu pai me vendeu para esse cara. Como alguém pode ser tão r**m assim, eu não fiz nada demais para ele querer vim me bater, se eu pudesse sumir e não voltar nunca mais eu sumia. "A tristeza é um vício Sempre me faz esquecer que essa vida é um ciclo Dias e dias virado, eu não lembro o início Só quero que isso acabe antes do precipício Quantas vezes tive que esconder tudo o que eu sentia Pra ver as coisas melhorarem talvez algum dia Eu dei o meu melhor, eu fiz tudo o que eu podia Pra ver todo mundo chorando, só que de alegria Se essa noite eu morrer você disse o que você queria? Você disse o quanto se importa com a sua família? Você disse o quanto se importa com a sua mina? Quantos deles se orgulhariam da sua correria? Quantos deles estariam perto na sua partida? E se eu fizesse um desabafo, você ouviria? E se ele fosse uma música, cê ouviria? Se essa noite você morresse, como é que seria? Se essa noite eu morrer, eu seria essa melodia Uh, eu não quero lamento Eu não quero lamento Se essa noite eu morrer Avisa os amigos pra ficar feliz Saiba de tudo quando eu tava aqui Avisa a minha mãe que de qualquer País, qualquer país que quiser ela vai Sempre tu foi do meu naipe Uh, não tenho inimigos, eu quero amigos Se eu morresse memo eu te tolero pai De casa sem pensar Coloca a JuJu se for chorar E se eu morresse depois ou agora Relaxa, que eu tô no seu livro de história Contando as horas que eu passei com 'ocê Te fiz sorrir, nunca te fiz sofrer E vou tá do seu lado, olhando pr'ucê Olha pro céu se falarem de mim Se lembra Tem coisa que só nós dois, entenda Se a vida é um filme eu fiz minha cena Uo-uo, yeah, uo-uo Se lembra Tem coisa que só nós dois, entenda Se a vida é um filme eu fiz minha cena Uh, e avisa lá pra não chorar quando eu partir que eu tô aqui, fé Se essa noite eu morrer Não se apague a dor Eu tô onde você for Se essa noite eu morrer Me chame pra compor Belas canções de amor." Nem percebi, mas peguei no sono ouvindo a música, depois de chorar que nem uma criança quando está com medo do trovão.
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