Angel Narrando... Assim que cheguei de volta na casa onde tô ficando, larguei as sacolas no chão, parecia que meu corpo inteiro soltou um suspiro. Nem pensei, nem respirei fundo — só me joguei no sofá como se ele fosse a única coisa firme no mundo. E apaguei. Dormi de um jeito que há muito tempo eu não conseguia... sem medo, sem pesadelo. Acordar foi quase um parto. A preguiça me dominava feito cobertor pesado — mas aí veio a lembrança: hoje tem o baile. E eu sabia que ficar ali largada não ia curar nada, e também eu precisava conversar com o tal dono do morro. Levantei num pulo, fui direto pro chuveiro. A água quente caía sobre a pele como se lavasse não só o corpo, mas a alma cansada também. Fiquei ali parada por uns minutos, ouvindo só o som da água e minha respiração... tentando me

