Prólogo - Unidos Para Sempre

866 Words
O que é sangue? Sangue é aquilo que partilhamos com a família. Mas, além disso, sangue mostra união em laços fortes. Família! Vai muito além de um sobrenome. Família são pessoas que se importam com você, que te amam, que dão a vida para te salvar. Durante a sua longa vida, Christoffer acreditava que estava eternamente conectado com quem partilhava o sangue. No seu caso, ele podia escolher a pessoa com quem iria partilhá-lo. Essa ligação era a sua maior força, ao menos pensava assim. Ligações podem trazer grandes arrependimentos com ela. Essa verdade o assombrava... Christoffer balançava o copo de whisky, fazendo com que o gelo batia no vidro, causando barulho. O bar tocava uma melodia agitada ao fundo. Pessoas sentadas nas mesas conversavam animadas sobre diversos assuntos: música, política, negócios, s**o. Bastava um pouco de concentração da parte de Chris, e conseguia ouvir qualquer conversa que quisesse. O bar tinha uma beleza rústica, bancos de madeira próximos ao balcão. O cheiro de álcool estava impregnado no local. — O que te traz à cidade? — A ruiva, intrigada com o belo homem à sua frente, questiona por trás do balcão do bar onde trabalha. — Costumava viver aqui… — A voz do moreno ecoava de forma sedutora, música para os ouvidos da garota. — Jura? Quando? — Parece que faz séculos. — Piscou ele. — Eu me mudei há alguns anos… Por que voltou? — Meu irmão quis voltar. Não iria deixá-lo só. Temo que se meta em confusões. Ele é complicado… Competidor, grosseiro. Pouco impulsivo? — Finalizou com deboche. — E ele tem um longo histórico de meter-se em confusões. — Parece ser comum para ele. E você sempre tem que tirá-lo delas… — A ruiva se apoiou no balcão para chegar mais perto. — Que tipo de problema ele se meteu agora? — Ele acredita que existem pessoas que estão atrás dele. — Narcisista e paranóico, nossa! — O moreno olhou surpreso para a ruiva. — Desculpe-me. Atendente aspirante a psicóloga. Típico clichê de quem precisa trabalhar para manter a Universidade. — Escute, Olivia. — Christoffer leu no crachá da moça. — Agradeço pela atenção, mas preciso encontrar o meu irmão. — Certo. Volte sempre. — Sorriu a ruiva. — Será um prazer. — Piscou, deixando o dinheiro em cima do balcão. — Espera, — A garota chamou sua atenção. — Não me disse qual é o seu nome. — Christoffer Bloodyeye. ╬╬═════════════╬╬ — Olá, amor. Não pude deixar de notar que está lendo sobre anatomia humana. Em que parte está? — Estou lendo sobre sangue e afins. — A garota olhou confusa para o homem à sua frente. — Posso sentar-me? — A morena apenas fez um gesto com a mão. — Você sabia que apenas 40 pessoas no mundo tem Rh nulo? Mais conhecidos como sangue de ouro? — A garota olhava fixamente para o moreno. — E que a água de coco pode substituir o plasma, composições parecidas... — Você é médico? — Quase isso… Alexander Bloodyeye. — O homem de cabelos loiros e pele branca se apresentava sedutoramente para a moça que estava à sua frente. — Satisfação em conhecê-la. — Meu nome é Eileen! — Bonito nome. — Espere até ouvir meu número de telefone. — A morena riu. Reciprocidade. — Gostei de você. Você vem sempre por aqui? — Durante à tarde eu estudo. À noite aproveito e fico para estudar, aqui é mais tranquilo que a república onde moro. Prestando atenção no ambiente à sua volta, Alec imaginara como seria essa república, já que o café onde estava era barulhento demais para um estudo. Pessoas rindo, falando alto, aquele entra e sai com frequência. A cidade estava bem diferente de como costumava ser há mais de 100 anos quando ele e seu irmão moravam por ali. — Certo. Preciso ir agora, irei encontrar o meu irmão. Nos vemos depois, pelo visto sei onde te encontrar. Ele saiu, deixando-a suspirando. Nunca havia visto um homem tão sedutor como ele, algo prendia a atenção das pessoas a ele, como se estivessem sendo hipnotizadas. — Estava procurando por você. — Alec disse a seu irmão assim que curvou a esquina. — Sabia que me encontraria, irmão. — Por onde andou? Estou procurando você por horas. — Tenho telefone, lembra? — O moreno debochou, fazendo o irmão o repreender com o olhar. — Estava conhecendo o novo café. Da última vez que estivemos aqui, existia apenas um bar e era de péssima qualidade. — Hoje tem vários. Como está sentindo-se ao saber que irá para a universidade novamente? — Não vejo a hora de passar logo mil anos, para envelhecer um pouco mais e livrar-me deste fardo. Universitários mesquinhos querendo a vida com um pedaço de papel escrito o seu nome. Não posso ficar mais à vontade? — Sugeriu. — Pare com isso. Você ama universidades. Todas as festas, bebidas, garotas… — Instigou o moreno. — Tudo bem. É o que faz aturar as chatices do restante dos estudantes que não fazem nada além de reclamar da belíssima vida que carregam. Convenceu-me. Mas, essa será a última. — Estendeu a mão, para fechar o acordo. — A última, irmão!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD