Juntos em um caso.

2343 Words
Estava confiante de que iria encontrar algo em Moscow, por todos esses anos tentei criar um pingo de coragem para ir até aquele lugar, queria encontrar uma maneira de trazer meu marido de volta, ou pelo ou menos encontrar algo para fazer o enterro digno que ele merecia como disse Henry, Carlos foi um herói, mas que todos esquecerão dele. - Comprei as passagens, semana que vem estaremos em Moscow! - Jackson entra na minha sala contente e coloca as passagens sobre a mesa. - Que bom...- sorrio de lado. - Uau, não sabia que Ayumi Parker sorria. - ele diz. - Você é muito esnobe! - digo e ele logo cai na gargalhada. - Posso saber o motivo de estar rindo como uma hiena na minha sala?! - Seus trocadilhos, tudo que você fala parece uma criança do jardim de infância. - ele sorri. - Ora seu- - Com licença sra. Ayumi! - Amanda entra correndo com o notebook nas mãos. - Uma criança de 8 anos foi internada em estado grave no hospital esta manhã. - ela põe o notebook sobre a minha mesa colocando as filmagens. - Meu Deus! O que houve? - Jackson se aproxima vendo as filmagens conosco. - O menino sofreu uma queda nas escadas do prédio em que mora, ele escorregou de 20 degraus. - Amanda diz séria. - Resumindo, foi acidente doméstico? - questiono revirando os olhos. - Todos pensaram isso, as câmeras não pegam os corredores das escadas, ou seja, quem empurrou ele não aparece, porém minutos depois de Alex caí, o pai dele Francis Moniz aparece saindo do prédio tranquilamente. - O pai é suspeito de ter empurrado o filho? - Jackson questiona pensativo. - Por que ele faria tal barbaridade? - Policiais cuidaram do assunto e trouxeram duas informações, uma delas é que Francis foi se encontrar com sua amiga médica do hospital municipal, doutora Stevens, Emma Stevens. - E qual é a outra informação? - pergunto pensativa. - O depoimento do filho, ele afirma que o pai dele o empurrou, pois não aceitava que filho fosse obeso. - Que babaca! - Jackson diz. - Entretanto, o pai n**a tudo, ele disse que quando soube do acidente do filho veio correndo para o hospital, se é verdade eu não sei, mas ele deixou o celular no restaurante em que estava. - Ayumi, deixe-me interrogar ele e fazer meu papel como detetive! - Jackson me olha confiante. - Lembre-se, o pai é suspeito, não o verdadeiro culpado. - digo séria. - Vou ao hospital conversar com a mãe dele, afinal ela ainda não foi interrogada. - saio andando. JACKSON narrando. Entro em uma sala e me sento frente a frente com Francis Moniz que estava algemado e chorando sem parar. Quanta falsidade! Como ele consegue se fazer de coitado depois de quase matar o filho? - Francis Moniz, qual é a sua justificativa para o acontecido? - Eu não empurrei meu filho, jamais faria isso com ele! Eu o amo, mais que minha própria vida! - ele diz chorando. - Estou com o depoimento do seu filho nas minhas mãos, Alex afirma que o pai o mandava fazer exercícios todos os dias, subir e descer as escadas pôr uma hora para o filho emagrecer. - A parte dos exercícios é verdade, mas eu não mandava. Alex que me pediu ajuda, ele queria emagrecer e na idade em que ele está é fácil atingir um peso ideal, sou nutricionista, ia ajudar meu filho, todos os dias descemos escadas juntos, não consigo entender a razão dele estar mentindo! - O que exatamente fez antes de ir ao restaurante? - Eu me sentei no corredor e fiquei vendo-o descer as escadas e subir, depois de uma hora fui correndo pegar uma garrafa de água gelada pra ele e disse que iria encontrar minha amiga, mandei ele voltar pra dentro do apartamento e saí, quando estava no restaurante recebi a ligação da minha mulher...mas eu juro detetive, nunca mataria meu filho! - Bom, preciso investigar mais, por enquanto você continua sob nossa vigilância. AYUMI narrando. Vou até o hospital conversar pessoalmente com a vítima e a mãe dele, preciso descobrir o que realmente aconteceu antes de prender definitivamente Francis Moniz, sinto que o pai dele não é o verdadeiro culpado. - Olá, boa tarde. - entro no quarto do hospital. - Delegada Parker, os médicos me avisaram que a senhorita apareceria. - a mãe diz. - Senhora Anastásia, o que realmente aconteceu? - pergunto olhando para Alex que dormia profundamente. - Alex diz que o pai o empurrou, mas é difícil acreditar que algo desta maneira aconteceria, Francis é um pai excelente, o amor que ele tem pelo Alex é de outro mundo! Então não entendo ou prefiro não acreditar que meu marido foi capaz de uma maldade extrema como esta. - ela diz caminhando até a sua bolsa e pega uma caixa de vitaminas, depois engole dois comprimidos. - Me desculpe, meu marido me deu essas vitaminas há um tempo, as finanças da nossa família e agora o Alex, enfim, isso me acalma, até demais! - ela sorri. - Entendo, então...para a senhora é impossível acreditar que seu marido seria capaz de uma barbaridade como esta, pois ele é um pai excelente...- pego o meu celular no bolso e procuro as redes sociais de Emma Stevens. - A senhora conhece esta mulher? - mostro a foto da médica. - Não, quem é ela? - Não conhece? Ela não é ninguém importante, obrigada pelo seu depoimento senhora Moniz, entrarei em contato em breve. - sorrio e me retiro. Então a esposa de Francis não conhece a mulher que ele considera uma grande amiga há anos? Por quê sinto que algo grandioso vai sair desta história toda? - Alô Jackson? - atendo o celular enquanto dirijo. - Conseguiu alguma informação? - Sim, a senhora Moniz não conhece a doutora Stevens e afirma que o marido não seria capaz de matar o próprio filho. - Então a médica pode ser uma amante, mas tá na cara que o pai é o culpado, ele empurrou o filho e saiu do prédio tranquilamente, o Alex afirma isso, temos que prender o pai! - Não, não vamos prender ele ainda, não aceito que o pai tentaria matar o filho. - Posso saber por que acha isso? - Não sei, só sinto que o pai não seria capaz. - Ayumi, não está na hora de agir com a emoção, ou seja, lá o que for, o pai é o culpado! - Vá ao hospital converse com Emma Stevens, você sabe como conversar com mulheres feito ela. - Como assim eu sei conversar com mulheres feito ela? - o tom de sua voz é de deboche. - Você disse que investigou e descobriu coisas sobre mim quando nos conhecemos, se lembra? Também puxei sua ficha senhor Grimes, Jackson Grimes é um dos maiores cafajestes de Nova Jersey, nunca se envolveu com uma mulher de verdade, não pelo o que eu saiba, então coloque seu jeitinho conquistador pra funcionar com Emma Stevens! - Claro que já me envolvi, mas o meu noivado acabou há muitos anos atrás. - Ótimo, sua noiva não ficará com ciúmes, conto com você bye, bye! - desligo antes mesmo dele responder. JACKSON narrando. Depois que Ayumi desliga na minha cara não restava outra escolha, teria que ir ao hospital e jogar conforme as regras, me sento na ala de espera, enquanto um paciente é atendido. - Próximo! - a dra. Stevens aparece me encarando e logo sorri. - Boa tarde. - entro e ela fecha a porta rapidamente. - Detetive Grimes? Minha enfermeira anunciou sua chegada para mim. - Entendo, gostaria de fazer um depoimento com a senhora. - digo sorrindo. - Soube que Alex caiu da escada e que meu namo...digo, meu amigo Francis foi preso como suspeito, mas juro o Francis jamais seria capaz dessa- - Barbaridade, eu sei. - respiro fundo. - Já ouvi essa frase o dia todo! - sento olhando fixamente pra ela. - Admita doutora, vocês dois tem um caso? - Não, NUNCA! - ela responde rapidamente. - O celular de Francis está com a polícia, tem fotos e mensagens, como eu posso dizer...= sorrio de lado. - Fotos íntimas para serem apenas amigos, então coopere, não quero mentiras, por favor. - Sim, temos um caso, no verão fomos passear em Nova York e levamos Alex, Francis quer o divórcio, mas a esposa dele não aceita que o casamento dela terminou há muitos anos. - Acredito que essa viagem foi intencional, para se aproximar do Alex? - Sim, Francis e eu achamos que seria melhor Alex ir construindo uma boa amizade com a futura madrasta dele. - Entendo, então você acredita que o pai jamais tentaria matar o próprio filho? - Sim detetive. - Obrigado doutora. - me aproximo abraçando a mesma. - Adorei o perfume que está usando, passar bem. - sorrio indo em direção a porta. - Alô Ayumi, eles têm um caso, mas é mesma história, ele seria incapaz de matar o filho. - Que caso confuso já são 6:00 PM, vamos continuar amanhã, está dispensado detetive, amanhã irei conversar com a mãe dele novamente, ela vai me explicar como encontrou o filho. - respiro fundo estacionando o carro. - Tenha uma boa noite Jackson. - Digo o mesmo. - desligo e vou para a casa. AYUMI narrando. Chego em casa exausta, mas nem demoro muito, vou direto para o escritório pensar na razão e o motivo de Alex está mentindo se o pai for inocente. - Aqui tem um depoimento da criança que mora ao lado, como não li isso antes? Depoimento: Alex e eu somo amigos, temos a mesma idade, naquele dia Alex estava sozinho na escada quando cheguei, ele estava triste, mas não quis me contar a razão, depois disso entrei para dentro de casa e alguns minutos depois escutei a mãe dele gritando por socorro. - Que estranho, isso torna o caso ainda mais curioso. - Mamãe! - Henry entra sorrindo. - Você chegou cedo! - Sim, mas ainda não terminei o meu serviço. - sorrio pegando o pequeno no colo. - Senhora Parker! - Fernanda entra surpresa. - Levei ele ao jardim do prédio pra brincar, nem vimos a senhora chegar. - Está tudo bem Fer, pode ir, obrigada por hoje. - ela sorri e se despede de Henry. - Fernanda e eu brincamos demais hoje! - ele sorri. - Depois da escola, claro! - Que bom meu filho! Preciso resolver um assunto, você pode ir ver um filme ou brincar no seu quarto? - Quero ajudar você! - ele encara o notebook junto comigo. - Como irá me ajudar? - Sendo seu ouvinte, claro! - Bom, quem sabe funcione. - sorrio. - Digamos que o seu ursinho de pelúcia. - Freddy? - Sim, ele tem um papai. -Pode ser o senhor Amendi? - ele questiona sorrindo. -O senhor Amendi é um urso de pelúcia? -Sim, ele é grandão! -Certo, continuando, o Freddy cai da prateleira e acusa o papai dele sr. Amendi de ter empurrando-o, mas o papai do Freddy afirma com todas as forças que não fez isso, então eu pergunto a mãe do Freddy e ao papai do Freddy e os dois afirmam que jamais faria algo assim... - E ao Freddy? - Como assim? - questiono pensativa. - Você perguntou ao pai e a mãe, mas e o Freddy não conversou com você a sós? - ele sorri. - Tem razão, eu não coloquei a criança frente a frente comigo...Muito obrigada, anjinho da mamãe! Que ótimo ouvinte eu tenho. - sorrio. - Vamos jantar? Que tal comida japonesa? - Eba, adoro comida japonesa! NO DIA SEGUINTE Converso a sós com a mãe de Alex e conto tudo que a polícia descobriu, inclusive sobre o caso da amante. - Estou horrorizada e devastada...- ela diz pegando a caixa de vitaminas novamente. - Ah! - ela se assusta jogando-a no chão e em seguida uma barata sai andando de dentro da caixa. - Cuidado sra. Moniz! - mato a barata. - Desculpe, ando tão sonsa esses dias, me assusto com qualquer coisa. - Evite tomar esses medicamentos, tente dar atenção apenas ao seu filho, aliás posso conversar com Alex? Ele está acordado? - Sim, a enfermeira esteve agora pouco dando os medicamentos dele e medindo a pressão, tudo está ok. - Obrigada. - entro no quarto fechando a porta e Alex me encara assustado. - Alex Moniz? Sou a delegada encarregada do seu caso, podemos conversar? - Meu pai me empurrou, ele já está preso? - o mesmo questiona cabisbaixo. - Sim, seu pai foi preso como suspeito, mas não quero conversar sobre o seu pai e sim sobre você, foi você, não foi? - olho fixamente em seus olhos. - O quê? - Você sabia sobre a amante, você se jogou para incriminar seu pai e assim ele seria preso e nunca mais iria visitar sua madrasta, não é? - Era verão do ano passado. - ele respira fundo com um sorriso de alivio em poder contar pra alguém. - O meu pai disse que faríamos uma viagem até Nova York...pensei que seria apenas nós dois, mas aquela mulher apareceu bancando uma de amiga, havia ido comprar sorvete e quando voltei escutei ela chamando-o de amor e perguntou se os remédios que ela entregou a ele estavam fazendo efeito na minha mãe... - A barata agora há pouco, foi você? - Meu pai estava drogando a minha mãe sem ela perceber, ela está perdendo a memória aos poucos, então cansado disso, queria fazer justiça me desculpe delegada, me perdoe...- ele diz chorando. - Acalme-se querido, você só não conseguiu ficar parado enquanto via sua família acabar... - me aproximo tocando em sua cabeça. - Meu pai não me empurrou...eu me joguei, pensei que assim ele abandonaria aquela mulher e voltaria a dar atenção a mamãe e eu... - Sabe o que vai acontecer com ele agora? - questiono com os punhos cerrados.
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