E ENTÃO ACONTECEU: ADOTOU PARA O PRAZER

1855 Words
Era uma tarde de sábado sufocante. A piscina do prédio fervilhava de gente, mas Samara não tinha a menor vontade de descer. A timidez era uma muralha, e a exposição a tanto olhar a deixava paralisada. Aproveitou que o filho adotivo e a namorada dele desceram, vestiu um biquíni simples e decidiu aproveitar o sol que ainda se esgueirava pela janela do seu quarto. Desde a separação, os fins de semana eram um vazio preenchido por solidão; o rapaz, já com seus 25 anos, vivia a própria vida. Estendeu uma toalha no chão e deitou-se de bruços, ajeitando o fio do biquíni para que se acomodasse bem entre as nádegas. Com os fones de ouvido a vedar o mundo, entregou-se a pensamentos proibidos. O corpo relaxou como se o universo se resumisse àquele quarto, àquele sol. A mente vagueou por memórias de coisas que já fizera, de como se entregara para agradar um homem na cama. Já se passavam mais de cinco anos, e ela continuava refém daquelas sensações. Precisava se libertar, seguir em frente. Entre uma música e outra, com os pensamentos se atropelando, seu corpo pedia por algo mais. Aos 46 anos, a falta de s**o era uma dor física, um anseio por toque, por carinho, por ter o apetite saciado. Ainda de bruços, a mão desceu lentamente até a v****a. A imaginação voou: o vizinho do lado, o síndico, um belo coroa; um dos porteiros por quem nutria uma secreta cobiça; até mesmo o funcionário da limpeza que encontrava nas escadarias. O que faltava era coragem. Naquele momento, o que restava era aliviar a tensão no chão do quarto. Os dedos encontraram o calor úmido, e ela começou a se tocar, rebolando devagar, gemendo baixinho até o o*****o cortar a respiração. Um sorriso lhe brotou nos lábios, pela loucura dos pensamentos e pelo doce relaxamento que tomou conta de seu corpo. Foi quando a presença dele a congelou. O filho estava parado no umbral da porta, olhando para ela. O susto foi um choque gelado. Tentou cobrir o corpo com a toalha, envergonhada não por estar de biquíni, mas por ter sido flagrada em sua i********e mais crua. — O que você está fazendo aí? — perguntou, a voz trêmula. E, com o medo de que ele tivesse visto mais, completou: — Você acabou de chegar? Cadê sua namorada? — Ela está lá embaixo. Vim pegar umas coisas e aproveitei para ver como você estava. Só isso... A irritação por ter sido pega transbordou. — Já pegou o que veio buscar? Me deixa, estou bem. Ele se retirou, resmungando algo inaudível e fechando a porta. O clique da fechadura a fez estremecer de arrependimento. O erro fora todo seu. Devia ter tido mais cuidado. O susto deu lugar à culpa, e ela precisava pedir desculpas. Preparou um bolo, arrumou um lanche, uma oferenda para aplacar o próprio m*l-estar. Ao fim da tarde, ele voltou sozinho. Ela o convidou para o lanche. — Sua namorada não vai comer com a gente? — Ela já foi embora. Amanhã viaja com a família. Ele sentou-se à mesa em silêncio. Foi ela quem quebrou o gelo, pedindo desculpas pelo ocorrido, admitindo que deveria ter fechado a porta. Ele continuou calado. Insatisfeita, precisava saber. — Filho... você tinha acabado de entrar no quarto quando me viu? Ele olhou para ela, e a resposta que veio a desarmou completamente, invertendo os papéis. — Olha... meu pai uma vez disse que existem coisas que a gente deve fazer preservando a i********e. Ou seja, de porta fechada. Ela não soube onde enfiar o rosto. Após um silêncio pesado, ele completou: — Você é bonita. É uma mulher atraente. Por que ainda não arrumou um namorado? — Atraente? Como assim? Ele se atrapalhou, desconversou. Disse que a namorada dele tinha a achado bonita e mudou de assunto rapidamente. Samara aceitou a desculpa, mas o comentário dele ficou ecoando em sua mente. Será que estava se comportando de forma inadequada? Ele era um homem de 25 anos, com desejos e impulsos. Ela soubera, por acaso, que ele se masturbava; era normal. Mas agora, um pensamento sombrio a assolou: será que, sem querer, estava o seduzindo? Mesmo que fosse adotivo, aquilo era errado. Precisava ter mais cuidado com as roupas, com as palavras. Por volta das vinte e três horas, sem sono e sentindo o calor que o dia deixara, foi para a sala assistir televisão. Encontrou um filme de ação e se aninhou no sofá. Ele apareceu momentos depois, só de bermuda. — Sem sono. O que está assistindo? Ele se sentou ao lado. O pijama dela, um shortinho e uma blusinha de botões, de repente pareceu demasiado curto. O olhar dele pousou em suas coxas, e ela, instintivamente, pegou uma almofada e a colocou no colo para disfarçar a marca da calcinha. Com o tempo, ele deitou a cabeça na almofada e adormeceu. Ela olhou para ele, para o rosto sereno, e pensou em quanto havia crescido. Era um belo rapaz. Ajeitou-se de lado, com todo o cuidado para não acordá-lo, e apoiou a cabeça no cotovelo do sofá. Com a mão livre, começou a passar os dedos pelos cabelos dele, um carinho suave e constante. O filme na tela se intensificava. O casal de protagonistas, em meio a tiroteios, se envolvia em uma cena de pura tensão s****l. Ainda bem que ele dormia. A cena na tela ficava mais explícita, e sua mão, em um movimento automático, continuava a massagear a cabeça dele. Foi então que percebeu. Um movimento sob o tecido da bermuda dele. Primeiro, pensou que fosse impressão. Mas houve outro movimento, mais distinto. Quando olhou, viu. Ele estava tendo uma ereção enquanto dormia. Talvez o carício, inconscientemente, fosse o estímulo. Movida por uma mistura de curiosidade e um t***o que brotava proibido, ela ficou observando o volume se mexer. Intencionalmente, seus dedos passaram a acariciar o couro cabeludo de forma mais lenta, mais sensual. A mão deslizou para o rosto dele. O que estou fazendo? Estou ficando louca. Seus olhos fixos no volume que pulsava sob o tecido. A falta de s**o era um abismo, e aquilo era um conviso perigoso. Ela começou a gostar da brincadeira. O coração martelava em seu peito. Com a ponta dos dedos, tentou levantar o elástico da bermuda, só um pouco, para espiar. O medo das consequências lutava contra a vontade avassaladora. A cena do filme continuava, os corpos se devorando na tela como animais selvagens. Sua mão, então, começou a traçar um caminho próprio. Deslizou pelo peito, pela barriga, enquanto seus olhos se perdiam na imagem do ator beijando o pescoço da atriz. Ela nem sabia mais o que fazia, apenas se deixava levar. A cada movimento, a mão se aproximava da ereção dele. Apenas o elástico a separava. Em um ato de ousadia, deixou a mão "escorregar" e roçar a cabeça do p*u dele. Ele continuava dormindo, sem reação. Os toques se tornaram mais demorados, mais firmes. Mordeu o dedo, fechou os olhos e, finalmente, colocou a mão sobre o volume, por cima da bermuda, e deu um leve aperto. O sono profundo dele era um sinal verde. Levantou o elástico e liberou a cabeça do p*u. A visão a hipnotizou. A glande, rosada e pulsante, livrou-se do confinamento do tecido, e qualquer resquício de prudência se desfez. Com a respiração presa, Samara puxou um pouco mais a bermuda do filho, libertando-o por completo. Evitava olhar para o rosto dele, concentrando-se apenas naquela carne viva e dura que pulsava em sua mão. Os dedos, trêmulos, envolveram a haste e começaram a movimentar-se lentamente, uma p*****a hesitante que rapidamente ganhou firmeza. Foi nesse momento que ela sentiu uma mudança. Uma rigidez diferente no corpo dele. Ele havia despertado. Ela não parou. Continuou olhando para a televisão, onde a cena e*****a chegava ao clímax. Nenhum som foi trocado. Apenas o silêncio denso do quarto, quebrado pela respiração ofegante de ambos. Ele tentou, por um instante, afastar a mão dela, mas a vontade de Samara era mais forte. Então, o corpo dele se contraiu. Um gemido abafado escapou de seus lábios e o esperma jorrou, quente, atingindo o peito dela. Seu p*u pulsava em sua mão, e ela o sentiu como se fosse uma conquista, um segredo só seu. Finalmente, ela olhou para ele. Os olhos se encontraram, cheios de um misto de choque, culpa e um desejo que nenhum dos dois ousava nomear. — Estamos sozinhos aqui — disse ela, a voz um sopro rouco. — Podemos nos ajudar sem que ninguém saiba. Ele se sentou no sofá, olhando para ela como quem pede uma permissão que não sabe como formular. Samara pegou a mão dele e a levou ao próprio seio. Com os dedos trêmulos, soltou os botões da blusinha. A mão quente dele apertou seu peito, e ela suspirou. Os dedos dele, então, começaram a descer, lentamente, em direção ao seu shortinho. Ela tentou detê-lo, um gesto simbólico, uma tentativa de voltar à racionalidade. — Para... — sussurrou, mas a palavra não tinha força. Seus olhos pediam, mas seu corpo ansiava. Ele era tão forte quanto o desejo que a consumia. A mão dele invadiu o short, encontrou-a molhada e pronta. As pernas de Samara cederam, se abrindo em sinal de rendimento total. Os dedos dele a penetraram sem pudor, explorando-a com uma fome que correspondia à sua. A boca dele buscou seus s***s, a língua quente e macia girando em torno dos m*****s duros. Ela estava completamente entregue. O cheiro do esperma dele ainda impregnava seu peito, embriagando-a. Os gemidos vieram agora sem controle. — Calma, meu filho... caaaalma... calmaaaaaahhhh... O corpo dela começou a tremer, as pernas se apertaram ao redor da mão dele, os quadris se contorceram em uma dança descontrolada. A onda do o*****o a atingiu com uma força que a deixou ofegante, os músculos amolecendo em puro prazer. Sentiu, então, o p*u dele duro novamente, pressionando sua coxa. Um pânico súbito a tomou. — Vá tomar um banho — conseguiu dizer, tentando empurrá-lo. Mas a mão dele ainda estava em seu short, e cada toque fazia seu corpo se contrair de novo. Ela gozara tão intensamente que precisava de ar. Levantou-se de um salto e foi para o seu quarto, trancando-se para longe daquelas mãos e do que poderia acontecer em seguida. Ficou à escuta até ouvir a porta do quarto dele se fechar. Só então foi para o banheiro, onde uma ducha gelada tentou, em vão, lavar a culpa e o fogo que lhe consumiam a pele. Naquela noite, adormeceu profundamente, exausta. No dia seguinte, agiram como se nada tivesse acontecido. Mas algo havia se quebrado e, ao mesmo tempo, se conectado entre eles. Havia uma única certeza: aprenderam a identificar os momentos de carência um do outro, a ler os sinais nos olhos, na postura. Passaram a explorar seus corpos apenas com as mãos, em encontros silenciosos e furtivos, sempre que a solidão e o desejo se tornavam insuportáveis. Até quando ela iria resistir? Ela não sabia. A verdade é que, a cada toque, a vontade de resistir diminuía um pouco mais.
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