(William) Parei Vórtex antes que a estrada terminasse de desaparecer sob a neve suja. A taverna surgiu como uma ferida aberta no meio do nada — madeira torta, janelas amareladas, fumaça grossa escapando por frestas que nunca foram feitas para o inverno do Leste. Um lugar pequeno demais para promessas. Ideal para quem precisa sumir. Puxei as rédeas com firmeza. — Vamos passar a noite aqui. Não perguntei. Não sugeri. Decidi. O coche rangeu quando Eleanor se moveu atrás de mim. O tecido roçou. O som foi mínimo — mas meu corpo reagiu antes da minha mente registrar. Sempre reagia. Maldição. Desci primeiro. O frio bateu como um soco direto nos pulmões. O cocheiro levantou o rosto, cansado demais para esconder o alívio de parar. Estendi a mão e entreguei as rédeas de Vórtex. — Ele

