Estávamos nos aproximando do espião.
O capitão e eu estávamos na frente de todos, para que eu pudesse detectar as armadilhas escondidas.
- Quais as habilidades dele, capitão? - Perguntei
- Não foram reveladas. Ele só entrou e pegou as informações. - Disse
Espiões assim não eram muito bons em combate corpo a corpo. Ele se disfarçou e saiu antes que alguém o visse, para não precisar lutar.
- Ele me parece inteligente. - Falei - Mas do tipo que usa mais o cérebro do que os punhos.
- Está sugerindo que ele não é bom de luta? Isso explica as várias armadilhas que ele colocou para nos atrasar.
- Talvez. Mas nunca se sabe, ele pode estar nos esperando.
Então o vimos.
- Se espalhem. Vamos cercá-lo. - O capitão ordenou.
Ele e eu seguimos em frente. Os outros se dividiram em dois e foram para os lados.
Puxei as minhas espadas das costas e me preparei. O olhei fixamente, procurando alguma emoção.
- Essa não... - Sussurrei
O capitão percebeu a minha reação.
Os outros anbu já estavam indo na direção do homem.
- Esperem! - Ele disse - É uma armadilha!
Eles chegam perto, e o acertam, a armadilha foi ativada. Kunais e shurikens foram lançadas, e acertaram quase todos.
- Onde ele pode estar? - Perguntei
- Vamos nos dividir. Você vai com um g***o, e eu com o outro!
- Está bem! - Assenti
Os grupos se separam e fomos. E um pouco depois, avistamos ele.
- Se preparem. Não sabemos se ele é real ou é mais uma armadilha. - Falei
- Entendido! - Eles disseram.
Não sei se era a adrenalina, mas estava me sentindo confiante. O cercamos e ele parou.
- Entregue os pergaminhos. - Ordenei
Ele foi pegar algo do bolso, quando atirei uma shuriken em seu peito.
Me aproximei devagar e o verifiquei.
Ele ia pegar uma kunai.
- Ele está com os pergaminhos? - Um dos anbu perguntou.
- Sim. Está sim.
Pegamos os pergaminhos e o verificamos novamente. Ele estava morto.
[...]
- Naomi. - capitão me chamou - Quero parabenizar você.
- Parabenizar? Pelo que? - Perguntei
- O modo como agiu. Foi como uma líder, diria que, até melhor que eu.
- Mas eu não...
- Não quer se tornar a capitã, sei disso. Está liberada. Durma bastante
Me despedi e fui para casa. Acabei dormindo com a roupa que estava.
- Naomi?! - Escutei
O Sol estava no meu rosto.
- Quem é?! - Gritei
- Shikamaru!
- Entra!
Coloquei o travesseiro no rosto e tentei voltar a dormir.
- Por que... - Ele parou - Mas o que...
- Que foi? - Tirei o travesseiro.
Ele me olhava assustado.
Droga! Esqueci de me trocar.
- Eu posso explicar. - Falei.
- Tudo bem. Não precisa explicar. Isso já explica tudo, o porquê de você dormir até tarde, o motivo de já ter se tornado jounin...
- Desculpa por não te contar. É que tem que ser segredo.
Fui até o armário e peguei uma muda de roupas.
- Me espere lá fora. Vou me arrumar. - Disse
- Beleza. Não tome café, eu pago um pra gente.
Tomei um banho gelado e me arrumei.
- Pronto! - Pulei na frente dele - Vamos? Estou com fome.
- Você sempre está.
Tomamos café da manhã juntos.
- E como é, ser uma anbu? - Ele perguntou baixo
- Perigoso. Não tenho muitas palavras para descrever. É muita tensão
- Mas você parece se dar bem.
- Não muito. Sou a mais nova e eles parecem me odiar, menos o capitão.
- E por que te odeiam?
- Pelo que entendi, eles me veem como uma "ameaça", acham que só porque sou a aprendiz do Kakashi, significa que serei a capitã deles, exatamente como ele foi.
- Então eles te acham forte o suficiente para ficar no comando deles. E mesmo que você vire a capitã, uma hora ou outra, eles vão te respeitar, tenha paciência.
- É. Que bom poder conversar com alguém.
- Fico feliz por você. Mas tome mais cuidado. A qualquer momento seu irmão vai chegar, e se ele souber disso, vai sustar.
- É... Eu sei.
Depois do café, acompanhei Shika em alguns dos seus afazeres. E a tarde, resolvi treinar um pouco.
Fui sozinha a cachoeira. Lá era calmo e me ajudava a pensar mais.
Usei as minhas espadas para cortar algumas pedras grandes. Precisava melhorar, queria poder controlar mais um elemento, nem que fosse um jutsu para me defender.
- Que saco. - Murmurei
- Naomi. - Chamou Kakashi.
- Olá, Kakashi-sensei.
- Vim saber como está. Soube que está indo muito bem nas missões.
- É. Devo estar né. - Disse em ânimo.
Voltei a cortar as pedras.
- Não gostou de fazer parte deles? - Ele perguntou
- Eu achei que seria bom pra mim. Mas está cada vez mais difícil. Sabia que eles me odeiam?
- Te odeiam? Por que?
- Por que sou "A aprendiz do Hatake Kakashi, O Ninja do Sangue Frio". E pelo que eu sei, eles acham que serei a capitã.
- Não sabia que eu era famoso assim. - Ele riu
Me virei e o encarei, com cara de tédio.
- Ignore-os, Naomi. Eles estão com inveja, não ligue pra eles.
- Não estou ligando. Estou tentando manter a paciência e manter distância de todos. Não quero confusão.
- Mas, alguma hora, vão te respeitar.
- E se eu sair antes? - Sorri
- Só se tiver um motivo especial.
Que chato.
- Por que está treinando? - Perguntou
- Eu quero estar mais forte. Saber que quando o meu irmão estiver forte, estarei igual a ele.
- É por isso que está treinando tanto?
- É... Mas está sendo inútil. Só aprendi poucas coisas. Como, as espadas, a minha Cadeia Elétrica e o meu shinjitsu...
- Não se apresse tanto. Você ainda é jovem, tem que ir aos poucos.
- n******e me ensinar algum jutsu de p******o?
- Bom...
- Diz que "sim", por favor.
- Está bem, está bem.
- Posso aprender a controlar outro elemento?
- Depois, quem sabe. Vamos treinar o seu elemento.
- Posso controlar o elemento água?
- Depois, Naomi. E sem mais distrações. Se não, eu não te ensino nada.
- Está bem...
Kakashi-sensei me ensinou o Libertação do Raio - Barreira de Choque. Um jutsu da qual eu teria que lançar quatro kunais, formando uma barreira quadrada. Quem tentasse tocar nela, seria eletrocutado.
Os dias passaram; Kakashi-sensei me aconselhou e me ajudou e Tenzo também. Os outros anbu, passaram a me respeitar, e não mexeram mais comigo.
E aprendi a fazer um jutsu do estilo água, Barreira de água. O bom de ter duas barreiras, é que posso proteger todos de duas maneiras diferentes.
Eu estava andando pelas ruas, quando, algo pulou em mim e me derrubou.
- Calma, Akamaru. - Ri
Ele me lambia enquanto eu tentava afastá-lo.
- Akamaru, pare! - Escutei a voz do Kiba.
Ele o puxou e me ajudou a levantar.
- Desculpe por isso. Ele é abusado. - Disse Kiba.
- Tudo bem. Não ligo. - Ri limpando o meu rosto.
- A propósito. - Ele pegou o livro - Terminei de ler. E foi demais! Cada detalhe, a ação, suspense, e um pouco do romance. Foi tudo, incrível!
- Que bom que gostou! Esse livro é demais mesmo.
- Parece que tem uma segunda parte. É verdade?
- Sim. Tem sim.
- Jura? Você tem?
- Infelizmente, não. Eu não tenho, e a blibioteca daqui também. Parece que o segundo, veio de outro lugar.
- Poxa, que pena.
Ele me entregou o livro e eu o guardei na bolsa.
- Kiba. - Shino o chamou - Temos que ir.
- Já? Está bem. Tchau, Naomi.
- Tchau, Kiba. - Acenei
- Para quem não gostava de livros, estou surpreso. - Escutei Shino dizer - Isso é por causa da...
- Quieto, Shino! - Kiba o interrompeu.
Eles saíram e voltei a caminhar. Já tinham se passado meses desde que tinha chegado. Estava com tanta saudade do meu irmão.
De longe, vi Sakura, Konohamaru e os seus amigos, conversando com um rapaz. Ele era familiar...
Apertei o passo ao pensar em que era. Então, ele se virou e parei de andar.
- Irmão! - Gritei
Ele me viu.
- Irmã! - Ele gritou de braços abertos.
Corri na sua direção e pulei nele e o mesmo me segurou. O abracei com toda a força que tinha. Que saudades dele. Saudades de abraçá-lo...
- Que saudades... - Enxuguei uma lágrima minha.
- Nem me diga. - Ele sorriu
Nos separamos e finalmente o vi melhor. Ele limpou outras das minhas lágrimas e sorriu.
- Irmão, tá bonito.
- E você está linda. - Ele riu
- Os gêmeos estão juntos de novo. - Disse o mestre Jiraya - É bom vê-los assim.
- Olá, mestre Jiraya. - Falei
- Quanto tempo, Naomi. - Ele sorriu.
Depois do Naruto apanhar da Sakura por causa de suas brincadeiras, eu os acompanhei até a sala da Hokage.