Dias e Dias

1527 Words
Estávamos nos aproximando do espião. O capitão e eu estávamos na frente de todos, para que eu pudesse detectar as armadilhas escondidas. - Quais as habilidades dele, capitão? - Perguntei - Não foram reveladas. Ele só entrou e pegou as informações. - Disse Espiões assim não eram muito bons em combate corpo a corpo. Ele se disfarçou e saiu antes que alguém o visse, para não precisar lutar. - Ele me parece inteligente. - Falei - Mas do tipo que usa mais o cérebro do que os punhos. - Está sugerindo que ele não é bom de luta? Isso explica as várias armadilhas que ele colocou para nos atrasar. - Talvez. Mas nunca se sabe, ele pode estar nos esperando. Então o vimos. - Se espalhem. Vamos cercá-lo. - O capitão ordenou. Ele e eu seguimos em frente. Os outros se dividiram em dois e foram para os lados. Puxei as minhas espadas das costas e me preparei. O olhei fixamente, procurando alguma emoção. - Essa não... - Sussurrei O capitão percebeu a minha reação. Os outros anbu já estavam indo na direção do homem. - Esperem! - Ele disse - É uma armadilha! Eles chegam perto, e o acertam, a armadilha foi ativada. Kunais e shurikens foram lançadas, e acertaram quase todos. - Onde ele pode estar? - Perguntei - Vamos nos dividir. Você vai com um g***o, e eu com o outro! - Está bem! - Assenti Os grupos se separam e fomos. E um pouco depois, avistamos ele. - Se preparem. Não sabemos se ele é real ou é mais uma armadilha. - Falei - Entendido! - Eles disseram. Não sei se era a adrenalina, mas estava me sentindo confiante. O cercamos e ele parou. - Entregue os pergaminhos. - Ordenei Ele foi pegar algo do bolso, quando atirei uma shuriken em seu peito. Me aproximei devagar e o verifiquei. Ele ia pegar uma kunai. - Ele está com os pergaminhos? - Um dos anbu perguntou. - Sim. Está sim. Pegamos os pergaminhos e o verificamos novamente. Ele estava morto. [...] - Naomi. - capitão me chamou - Quero parabenizar você. - Parabenizar? Pelo que? - Perguntei - O modo como agiu. Foi como uma líder, diria que, até melhor que eu. - Mas eu não... - Não quer se tornar a capitã, sei disso. Está liberada. Durma bastante Me despedi e fui para casa. Acabei dormindo com a roupa que estava. - Naomi?! - Escutei O Sol estava no meu rosto. - Quem é?! - Gritei - Shikamaru! - Entra! Coloquei o travesseiro no rosto e tentei voltar a dormir. - Por que... - Ele parou - Mas o que... - Que foi? - Tirei o travesseiro. Ele me olhava assustado. Droga! Esqueci de me trocar. - Eu posso explicar. - Falei. - Tudo bem. Não precisa explicar. Isso já explica tudo, o porquê de você dormir até tarde, o motivo de já ter se tornado jounin... - Desculpa por não te contar. É que tem que ser segredo. Fui até o armário e peguei uma muda de roupas. - Me espere lá fora. Vou me arrumar. - Disse - Beleza. Não tome café, eu pago um pra gente. Tomei um banho gelado e me arrumei. - Pronto! - Pulei na frente dele - Vamos? Estou com fome. - Você sempre está. Tomamos café da manhã juntos. - E como é, ser uma anbu? - Ele perguntou baixo - Perigoso. Não tenho muitas palavras para descrever. É muita tensão - Mas você parece se dar bem. - Não muito. Sou a mais nova e eles parecem me odiar, menos o capitão. - E por que te odeiam? - Pelo que entendi, eles me veem como uma "ameaça", acham que só porque sou a aprendiz do Kakashi, significa que serei a capitã deles, exatamente como ele foi. - Então eles te acham forte o suficiente para ficar no comando deles. E mesmo que você vire a capitã, uma hora ou outra, eles vão te respeitar, tenha paciência. - É. Que bom poder conversar com alguém. - Fico feliz por você. Mas tome mais cuidado. A qualquer momento seu irmão vai chegar, e se ele souber disso, vai sustar. - É... Eu sei. Depois do café, acompanhei Shika em alguns dos seus afazeres. E a tarde, resolvi treinar um pouco. Fui sozinha a cachoeira. Lá era calmo e me ajudava a pensar mais. Usei as minhas espadas para cortar algumas pedras grandes. Precisava melhorar, queria poder controlar mais um elemento, nem que fosse um jutsu para me defender. - Que saco. - Murmurei - Naomi. - Chamou Kakashi. - Olá, Kakashi-sensei. - Vim saber como está. Soube que está indo muito bem nas missões. - É. Devo estar né. - Disse em ânimo. Voltei a cortar as pedras. - Não gostou de fazer parte deles? - Ele perguntou - Eu achei que seria bom pra mim. Mas está cada vez mais difícil. Sabia que eles me odeiam? - Te odeiam? Por que? - Por que sou "A aprendiz do Hatake Kakashi, O Ninja do Sangue Frio". E pelo que eu sei, eles acham que serei a capitã. - Não sabia que eu era famoso assim. - Ele riu Me virei e o encarei, com cara de tédio. - Ignore-os, Naomi. Eles estão com inveja, não ligue pra eles. - Não estou ligando. Estou tentando manter a paciência e manter distância de todos. Não quero confusão. - Mas, alguma hora, vão te respeitar. - E se eu sair antes? - Sorri - Só se tiver um motivo especial. Que chato. - Por que está treinando? - Perguntou - Eu quero estar mais forte. Saber que quando o meu irmão estiver forte, estarei igual a ele. - É por isso que está treinando tanto? - É... Mas está sendo inútil. Só aprendi poucas coisas. Como, as espadas, a minha Cadeia Elétrica e o meu shinjitsu... - Não se apresse tanto. Você ainda é jovem, tem que ir aos poucos. - n******e me ensinar algum jutsu de p******o? - Bom... - Diz que "sim", por favor. - Está bem, está bem. - Posso aprender a controlar outro elemento? - Depois, quem sabe. Vamos treinar o seu elemento. - Posso controlar o elemento água? - Depois, Naomi. E sem mais distrações. Se não, eu não te ensino nada. - Está bem... Kakashi-sensei me ensinou o Libertação do Raio - Barreira de Choque. Um jutsu da qual eu teria que lançar quatro kunais, formando uma barreira quadrada. Quem tentasse tocar nela, seria eletrocutado. Os dias passaram; Kakashi-sensei me aconselhou e me ajudou e Tenzo também. Os outros anbu, passaram a me respeitar, e não mexeram mais comigo. E aprendi a fazer um jutsu do estilo água, Barreira de água. O bom de ter duas barreiras, é que posso proteger todos de duas maneiras diferentes. Eu estava andando pelas ruas, quando, algo pulou em mim e me derrubou. - Calma, Akamaru. - Ri Ele me lambia enquanto eu tentava afastá-lo. - Akamaru, pare! - Escutei a voz do Kiba. Ele o puxou e me ajudou a levantar. - Desculpe por isso. Ele é abusado. - Disse Kiba. - Tudo bem. Não ligo. - Ri limpando o meu rosto. - A propósito. - Ele pegou o livro - Terminei de ler. E foi demais! Cada detalhe, a ação, suspense, e um pouco do romance. Foi tudo, incrível! - Que bom que gostou! Esse livro é demais mesmo. - Parece que tem uma segunda parte. É verdade? - Sim. Tem sim. - Jura? Você tem? - Infelizmente, não. Eu não tenho, e a blibioteca daqui também. Parece que o segundo, veio de outro lugar. - Poxa, que pena. Ele me entregou o livro e eu o guardei na bolsa. - Kiba. - Shino o chamou - Temos que ir. - Já? Está bem. Tchau, Naomi. - Tchau, Kiba. - Acenei - Para quem não gostava de livros, estou surpreso. - Escutei Shino dizer - Isso é por causa da... - Quieto, Shino! - Kiba o interrompeu. Eles saíram e voltei a caminhar. Já tinham se passado meses desde que tinha chegado. Estava com tanta saudade do meu irmão. De longe, vi Sakura, Konohamaru e os seus amigos, conversando com um rapaz. Ele era familiar... Apertei o passo ao pensar em que era. Então, ele se virou e parei de andar. - Irmão! - Gritei Ele me viu. - Irmã! - Ele gritou de braços abertos. Corri na sua direção e pulei nele e o mesmo me segurou. O abracei com toda a força que tinha. Que saudades dele. Saudades de abraçá-lo... - Que saudades... - Enxuguei uma lágrima minha. - Nem me diga. - Ele sorriu Nos separamos e finalmente o vi melhor. Ele limpou outras das minhas lágrimas e sorriu. - Irmão, tá bonito. - E você está linda. - Ele riu - Os gêmeos estão juntos de novo. - Disse o mestre Jiraya - É bom vê-los assim. - Olá, mestre Jiraya. - Falei - Quanto tempo, Naomi. - Ele sorriu. Depois do Naruto apanhar da Sakura por causa de suas brincadeiras, eu os acompanhei até a sala da Hokage.
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