[NARRADO POR MURILO FERREIRA]
Eu enfiei com vontade, sem massagem, sem nenhuma cerimônia, sentindo o aperto absurdo da Melissa me abraçar como se a b****a dela fosse um organismo vivo querendo me prender ali dentro pra sempre, me fundir com ela. Ela gemia alto, um som que vinha lá do fundo da garganta, com o rosto enterrado no travesseiro de cetim, as mãos agarrando o lençol com tanta força que eu ouvia as fibras do tecido estalando sob a pressão. Cada estocada minha era um baque seco, um som surdo de carne batendo na carne que ecoava pelo quarto abafado, misturado com o cheiro de suor, de mel de b****a e do desejo mais primitivo que um homem e uma mulher podem sentir.
— “Isso, minha gordinha... sente o peso do teu homem, p***a! Sente quem é que manda nessa tua racha!” — Rosnei no ouvido dela, a voz saindo como um trovão rouco, enquanto eu puxava aquele cabelo ruivo fogoso pra trás com uma força bruta, expondo o pescoço dela todinho pros meus dentes e pra minha boca faminta. — “Tu ganha processo lá embaixo, tu dita a regra no fórum, mas aqui nessa cama tu é a minha c****a safada, a fêmea do Fantasma, e tu vai aguentar cada centímetro dessa tora!”
A Melissa não recuava; ela arqueava as costas, empinando aquela b***a monumental, recebendo cada golpe meu com um prazer que beirava a insanidade, o rosto transfigurado pela luxúria. Ela era insaciável, uma máquina de dar e receber prazer que me deixava completamente fora de órbita. A gíria saía suja da minha boca, o clima tava de puteiro de luxo mesmo, do jeito que a gente sempre gostou de se amar: sem filtro, sem moralismo de fachada, sem frescura e com fogo suficiente pra incendiar a Vila inteira. Eu fodi ela com uma brutalidade possessiva, marcando território em cada célula do corpo dela, cravando na mente daquela mulher que não existe promotor, juiz ou Estado que consiga tirar ela de mim sem que eu transforme o mundo em cinzas primeiro.
Quando eu senti que o vulcão ia explodir, que a pressão na base do meu p*u tava insuportável, segurei firme naquelas ancas fartas, levantei o corpo dela um pouco mais e despejei tudo lá no fundo, sem dó, gozando quente, sentindo o útero dela pulsar e contrair contra o meu c*****o enquanto ela derretia na cama, gritando o meu nome num orgasmo violento que fez a laje inteira tremer e o meu mundo parar por alguns segundos.
Caímos os dois exaustos, dois bichos que acabaram de lutar. O suor colava nossos corpos nua, a respiração era um chiado síncrono no escuro, e o cheiro de sexo era o único perfume que restava no ar saturado. Melissa se aninhou no meu peito, ainda ofegante, com a perna grossa e macia jogada por cima da minha, reivindicando o espaço dela. Eu passei o braço por baixo do pescoço dela, sentindo o coração da minha gordinha voltando ao normal, batida por batida, enquanto a adrenalina baixava.
Dormir? O Fantasma não dorme quando a rua tá quente e o sistema tá babando.
Fiquei ali, imóvel, vigiando o sono dela como um cão de guarda silencioso até o sol começar a rasgar a cortina, iluminando cada curva, cada estria e cada detalhe da mulher que eu matei e morri mil vezes pra ter ao meu lado. Quando o dia clareou de vez, levantei devagar pra não acordar a rainha, tomei um banho gelado pra tirar o rastro do pecado e vesti minha farda de guerra: calça cargo, bota tática e o olhar de morte. Beijei a testa dela, que ainda sonhava com anjos ou com códigos penais, e saí de casa com o sangue fervendo, alimentado pelo ódio e pelo amor.
☕ CAFÉ, FUZIL E A SENTENÇA DO DOUTOR MORTE
Desci o morro no veneno, sentindo cada degrau como se estivesse marchando pro apocalipse. Quando cheguei na boca principal, o "escritório" do crime, os quatro já tavam lá, naquele pique de zoeira frenética que só quem não tem nada a perder e já flertou com a morte consegue sustentar. O radinho chiando na frequência dos vermes, o cheiro de café de coador queimado e aquela energia elétrica de quem tá pronto pro abate.
— “AÍ O PATRÃO! O homem chegou com a cara de quem descarregou o pente inteiro na madrugada!” — Faísca gritou, rindo alto e batendo a mão na lateral do fuzil, o olho brilhando de malícia. — “Pela ordem, Murilo! A Doutora te deu canseira ou tu que tá querendo pedir aposentadoria por invalidez depois desse round? A gordinha te moeu, é?”
— “Aposentadoria o c*****o, Faísca! Respeita o vigor do homem!” — Pulga completou, dando um salto do sofá velho com a mola estourada, já com uma latinha de energético na mão. — “O homem tá é com brilho de quem foi batizado no fogo! Melissa deve ter feito aquele serviço de mestre, aquela perícia técnica que só ela sabe, né não, Fantasma? Conta pra nós o segredo, a gordinha tá impossível ou tá além da compreensão humana?”
Neguim e Gargalo deram risada, acompanhando a onda, mas eu vi que eles ficaram de olho na minha expressão. Eu não tava pra brincadeira de moleque hoje. O clima mudou quando eu não respondi com piada.
— “Acabou a palhaçada agora, bando de desgraçado. Presta atenção na visão que eu vou passar, porque não vou repetir.” — Falei, a voz grave e seca, e o silêncio caiu como uma granada de efeito moral na boca, paralisando geral. — “Hoje a noite o Bonde do Ferreira tem uma missão especial. E não é pra buscar carga, nem pra cobrar vacilão de dívida de pó, nem pra fazer segurança de baile. A gente vai fazer uma visita social, bem íntima, pro tal do Octávio Cavalcanti.”
Faísca parou de rir na hora, o rosto endurecendo, os olhos brilhando com o reflexo do sol no cano da máquina.
— “O promotorzinho de bosta que tá querendo peitar a Doutora e chamar a gente de tumor? É pra apagar o CPF dele ou pra mandar o recado no pé do ouvido?”
— “A gente vai dar um susto tão violento que o desgraçado vai acordar com o lençol molhado de mijo por um mês seguido.” — Respondi, sentindo o ódio pelo cara me alimentar as entranhas. — “Ele acha que o morro é tumor que precisa de cirurgia? Pois a gente vai mostrar pra ele o tamanho da metástase que ele tá tentando mexer. Pulga, separa as máscaras de palhaço e os capuz. Faísca, confere as máquinas, quero tudo lubrificado e sem falha. Neguim, quero o mapa detalhado da mansão de luxo desse comédia na minha mão em duas horas, com rota de fuga e ponto cego de câmera.”
Pulga soltou um assobio longo, já animado no nível máximo da loucura dele.
— “Visitinha na mansão dos ricaços? p**a que pariu, patrão! Vou até levar um sachet de ketchup pra deixar um recadinho carinhoso na parede do banheiro de mármore do doutor! Ele vai descobrir que o Fantasma não assombra só barraco e viela escura, ele assombra playboy de condomínio fechado com segurança armada também! O terror vai bater na porta dele de terno e gravata!”
— “Hoje esse playboy aprende a lição.” — Falei, olhando pro topo do morro onde o sol batia forte. — “Ninguém ameaça a Melissa e sai ileso. Ninguém tira o sono da minha mulher sem pagar o pedágio do pavor. Se ele quer tanto cheirar pólvora, ele vai sentir o cheiro de perto, no escuro da sala dele, com o Bonde do Ferreira fazendo as honras da casa e mostrando quem é que assina a sentença final nessa cidade.”
Gargalo deu um passo à frente, saindo da sombra da parede e cruzando os braços musculosos sobre o peito, onde as cicatrizes de guerra se escondiam sob a regata. O olhar dele tava fixo no meu, aquela frieza calculista de quem mede a velocidade do vento antes de puxar o gatilho. Ele não tava com medo Gargalo não sabe o que é isso , mas ele é a mente que equilibra a minha fúria cega quando o assunto é a família.
— “Isso vai dar uma merda monumental, Murilo. Tu sabe disso melhor que eu.” — Gargalo soltou, a voz baixa, grave e carregada de preocupação real. — “Mexer com peixe grande, com herdeiro do Judiciário que tem as costas quentes, é pedir pra chover blindado e helicóptero aqui em cima no dia seguinte. Se esse Octávio Cavalcanti sequer desconfiar que o salve veio da laje dos Ferreira, ele transforma esse morro num campo de concentração pra dar resposta pra mídia. Tu tá realmente pronto pra pagar esse preço, patrão? Pra colocar a Vila inteira na mira do canhão por causa de um susto?”
Eu dei um sorriso torto, c***l, daqueles que faz o sangue de quem tá perto gelar, e encostei as costas na parede descascada da boca, olhando pra ele com o desdém de quem já morreu mil vezes e voltou pra contar a história.
— “Ele não vai desconfiar de p***a nenhuma, Gargalo. Deixa de ser paranoico.” — Falei, a voz saindo seca, estalada como um tiro de advertência. — “Pro sistema, pro jornal e pra polícia, o Fantasma é uma lenda urbana, um vulto que eles nem sabem se é um homem só ou se são cem soldados. O doutorzinho vai achar que foi qualquer bonde de assalto, qualquer nóia de luxo querendo os relógio de ouro e os dólares dele. Ele não sabe quem é o Fantasma pessoalmente, e não vai ser hoje que ele vai descobrir o meu CPF. Ele vai só sentir o bafo gelado da morte na nuca e entender, de uma vez por todas, que a Vila não é quintal de brincadeira pra ele fazer carreira política. Ninguém toca na Melissa, ninguém ameaça a mãe dos meus filhos e dorme tranquilo, nem que esteja debaixo de sete chaves em condomínio de luxo com segurança da reserva.”
Pulga já deu um salto, batendo o punho fechado na palma da mão, os olhos brilhando com aquela euforia doentia de quem vive pelo caos e pela adrenalina pura.
— “EU TÔ DENTRO, c*****o! SÓ VAMOS!” — O moleque gritou, já ajeitando o capuz preto no bolso da calça. — “Pode contar comigo pra tudo, Murilo! Vamos acabar com o sossego desse comédia, vamos fazer ele borrar o terno de grife! Vou fazer o Octávio engolir o orgulho dele junto com o caviar e o espumante! O Bonde do Ferreira não deixa passar nada, e se mexeu com a Doutora, mexeu com a tropa toda! É guerra declarada!”
Faísca deu um tapa seco no carregador do fuzil, o estalo metálico selando o destino daquela noite fria que se aproximava.
— “É isso, patrão. Sem rastro, sem digital, sem erro. Só o puro terror psicológico pra ele aprender a respeitar quem realmente sustenta a ordem no meio desse caos. Vamos mostrar pra esse Cavalcanti que o 'tumor' dele tem dente de aço, tem veneno mortal e sabe o endereço de quem assina a sentença de dia pra posar de santo.”
Neguim só assentiu com a cabeça, já puxando o celular de última geração pra começar a rastrear as câmeras da rua do alvo e os horários da segurança privada. O clima na boca virou puro veneno destilado. A lealdade desses quatro é o que me mantém no topo, e saber que eles tavam no pique total pra proteger a minha gordinha me deu um vigor, um sangue novo nas veias que nem a melhor transa do mundo conseguiria dar.
— “Pois se prepara então, que a noite vai ser longa.” — Ordenei, a voz agora num tom de comando que não aceitava sombra de dúvida ou erro. — “Quero todo mundo de preto, camuflado na sombra, sem radinho aberto pra não dar frequência, só sinal de mão e olhar. A gente entra como sombra, dá o salve no pé do ouvido, deixa a nossa marca registrada e sai antes do primeiro vizinho almofadinha pensar em ligar pro 190. O Octávio Cavalcanti vai descobrir hoje, da pior forma possível, que a lei dos livros dele termina exatamente onde a minha vontade e o meu fuzil começam. A justiça dele é cega, mas a minha... a minha enxerga no escuro.”
Bati o carregador na minha pistola, conferi a câmara e olhei pro sol que já tava alto. O dia ia ser de planejamento, mas a noite... a noite ia pertencer ao Fantasma. O Doutor Morte ia conhecer o verdadeiro significado de ter a alma cobrada.