capitulo 24 Murilo

2849 Words

O CAFÉ DA MANHÃ DOS CONDENADOS: BACON, GLITTER E SENTENÇA [NARRADO POR MURILO FERREIRA] A cozinha da minha casa, que geralmente é o santuário de paz onde eu tomo meu café olhando o morro acordar, tava um caos controlado, ou melhor, um "desastre gourmet" de proporções bíblicas. Eu tava no comando do fogão, sentindo o calor das chamas e o estalo da gordura, fritando o bacon com uma precisão que só quem já teve que improvisar rango em acampamento de guerra tem. O cheiro defumado já tava perfumando o barraco todo, brigando com o aroma forte do café extraforte que borbulhava na cafeteira. O Pulga tava ali do meu lado, encostado na pia, olhando para uma frigideira antiaderente com um ovo na mão como se estivesse segurando uma granada de fragmentação prestes a explodir sem o pino. — “Ô Murilo

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