Capítulo 159 Malévola

1409 Words

Malévola Narrando Desde a primeira ligação, meu peito não sossegou. Fiquei inquieta, mão suada, pensamento longe. Mas eu aprendi cedo: corre é corre. Dor, saudade, medo… tudo fica pra depois. No comando ninguém sente, ninguém chora, ninguém treme. A gente resolve. Eu sempre fui essa pessoa. Sempre botei o bonde, a missão, a guerra acima de qualquer emoção. Foi assim quando saí do Mato Grosso do Sul deixando meu pequeno pra trás. Matias. Meu mundo inteiro em 95cm de gente. A única alma que sabe que eu pari ele, além de mim, é minha mãe — Dona Marisa. Ou como ele fala, com a língua enrolada: vovó Isa. O combinado era simples: eu cuido dos corre, ela cuida do que eu amo. E eu volto sempre que posso. Mas agora… agora minha vontade era sumir do Rio, largar tudo e aparecer na porta do hospit

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