Gavião Narrando Meu coração tá como? Batendo tão alto que parecia tiro de fuzil dentro do peito. Olhei pra ela que nem se mexeu. Puxei a maçaneta da porta. — Nicole! — berrei, voz falhando. — PØRRA, OLHA PRA MIM! Nada. A cabeça dela pendurada pro lado, corpo mole… parecia boneca sem pilha. O fogo cruzado lá fora tava comendo firme, bala zunindo, n**o gritando, cria caindo… e eu aqui preso num pesadelo acordado. Minha visão começou a tremer de ódio e desespero. Eu tentei abrir a pørra da porta, mas essa merdä travou depois do capotamento. — Ah não... não faz isso comigo agora, não… porta filha da putä, ajuda pelo menos uma vez! — rosnei, me abaixando, ouvindo os tiros baterem na lataria do carro dela. Bati. Nada. Dei soco. A lataria riu da minha cara. — ABRE, CARALHØ! Outro murro.

