Yara Narrando Eu ainda tava tentando entender que p***a tava acontecendo dentro da boate — gente correndo, música cortada no meio, segurança gritando, luz piscando como se o mundo tivesse virado de cabeça pra baixo. Mas nada, absolutamente nada, me preparou pro momento em que aquela voz estourou no salão. A voz dele. Grossa. Autoritária. Inconfundível. — Ninguém encosta em mim, pørra! Eu vim buscar minha mulher! Meu coração parou. Não foi metáfora. Parou mesmo. Eu virei devagar, como se meu corpo tivesse esquecido como se movimenta, e vi o Cuscuz ali — no meio da pista, arma na mão, segurança apontando arma pra ele, e ele como se fosse dono do lugar. Eu pisquei. Uma, duas vezes. Não. Não é possível. Ele não tá fazendo isso aqui. Não tá me fazendo pagar esse mico. Foi quando senti

