Viviane Narrando O baile já tava naquela vibe de fim: música ainda alta, mas o cansaço batendo mais forte que o grave da caixa. Meu corpo quente, suado, o glitter já tinha virado lama no canto do olho, e cada passo que eu dou parece que meu joelho está pedindo aposentadoria. Olhei pro relógio no pulso. 4:57 da manhã. Caralhø. Amanheceu e eu nem vi. — Eita! A hora não tá passando, não... ela tá voando — falou sem acreditar que já tava quase amanhecendo o dia. Respirei fundo, ajeitando o cabelo pro lado quando senti alguém chegar por trás. — Fala tu, Ruiva… já quer meter o pé? — Teteu perguntou fazendo aquele toque rápido no ombro, olhando pra mim de lado, como ele sempre faz quando está cansado, mas ainda no clima. — Já deu pra mim — respondi, ajeitando o top. — Daqui a pouco o sol

