Ruan Narrando Respirei fundo, fechei a pasta e encarei o homem sentado na minha frente. Ele tava com aquele olhar frio, calado, mas eu conheço. Por dentro ele tava pronto pra explodir uma guerra civil. — Fica tranquilo, irmão. — falei firme, colocando a mão no ombro dele. — Agora é comigo. Tu já fez o que tinha pra fazer. Eu vou resolver essa merda toda. Vou passar na sala do diretor agora, ver o que pegaram com registro, com sistema e com quem tá mexendo nos teus dados. Depois eu meto o pé e faço o resto. Ele assentiu, mas o olhar continuou afiado. — Só quero a resposta, Ruan. Quero saber pra onde essa desgraça vai e quero o Tavares pagando o preço. — Ele deu o papo sem rodeio. — Vai acontecer. — respondi sem piscar. O agente abriu a porta. — Bora, Malfeitor. — ele disse. O homem

