Cuscuz Narrando Mano… sério mesmo… se existir paciência sobrando nesse mundo, ela não mora aqui não. Porque eu já tô no meu limite, no topo, no extremo da p***a da vontade de quebrar tudo. Um mês. UM MÊS. Preso dentro dessa casa igual bandido engaiolado — e nem bandido engaiolado fica tão jogado quanto eu tô aqui. Ninguém, NENHUM DESGRAÇADO, teve a moral, a coragem, a consideração mínima de colar aqui pra falar: “Fala aí, Cuscuz, como tu tá? Como tá o movimento? O bagulho rodou? Quem caiu? Quem subiu?” Nada. Silêncio. Só respiram quando eu tô gerando dinheiro. Quando eu tô parado? Sumem tudo igual barata quando acende luz. E eu só tô aqui ainda porque os médicos foram claros: “Se tu fizer mais esforço, mais uma queda de pressão, mais uma desgraça dessa… não tem como salvar.” E eu?

