**Capítulo 57** **Eduardo narrando** O clima na sala estava carregado e opressivo. Eu me afastei de Maria, observando o quanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto sujo. O contraste entre a dor em seus olhos e o meu sorriso era quase c***l. Havia algo de perversa satisfação em ver o desespero dela, algo que me fazia sentir um controle que, de certa forma, era reconfortante. — Isso é para você e o meu cunhado sempre lembrarem de mim — eu falei, tirando a mordaça da sua boca com um gesto metódico. Meu sorriso se ampliou ao ver sua expressão de raiva e medo. — Seu nojento — ela resmungou, sua voz abafada pela angústia. — Você é um monstro. — Você acha que eu me importo com o que você está me dizendo? — perguntei, dando uma risada fria. — Com o que você me chama? — Você é um filho da p**

