Irina Luzhin O calor subia pela minha pele em ondas. Era como se cada toque dele, cada movimento, estivesse incendiando algo dentro de mim que eu tentava negar desde o momento em que o trouxe para este barco. Pietro sabia exatamente como mexer comigo, como me fazer sair do controle. E isso? Me enfurecia. Agradeci às luzes fracas, porque tinha certeza de que meu rosto estava em chamas. Não só de vergonha, mas de raiva e desejo — uma combinação explosiva que sempre me dominava quando se tratava de Pietro Kuhn. Esse homem era a personificação do meu erro mais imperdoável, e o que me deixava ainda mais furiosa era o fato de que, por mais que eu tentasse, não conseguia resistir a ele. Pressionada contra a parede do barco, senti o mundo ao meu redor se dissolver. As ondas quebrando suavemente

