Pietro Kuhn Se eu já estava frustrado com Irina antes, agora estava furioso. Depois de semanas tentando manter a compostura, tentando entender as regras do jogo que ela claramente controlava, ela conseguiu cruzar um limite que eu não sabia que tinha. Tudo começou na manhã anterior, quando a procurei para, mais uma vez, tentar resolver as coisas entre nós ou pelo menos pedir uma trégua onde pudéssemos ver a melhor forma de conviver. Ela não queria agir como minha esposa? Que fosse, mas poderíamos ao menos nos tratar como dois seres humanos civilizados. Talvez fosse idiotice minha — e muito orgulho também — continuar insistindo, mas algo em mim não conseguia aceitar a distância que ela mantinha e a forma como me tratava. — Irina? — eu a chamei, aparecendo na porta do escritório dela. El

