Pietro Kuhn Eu saí da casa de Steffano o mais rápido que pude, o som do meu próprio sangue martelando nos ouvidos. Eu sabia que tinha cruzado uma linha, e sabia também que Juan não estava brincando quando me encarou com aquela maldita arma. Ele era o tipo de homem que fazia exatamente o que prometia, e, pela primeira vez em muito tempo, eu me senti acuado. Eu já tinha feito merda suficiente por uma vida inteira, mas dessa vez… eu sabia que a coisa tinha passado dos limites. Aquela conversa com Steffano e Juan — ou melhor, o soco de Steffano e a arma de Juan — me deixaram com um gosto amargo na boca. Pior, me deixaram com uma sensação de impotência que eu não suportava. E a pior parte disso tudo? Donna. Sempre ela. Ela sequer tinha se dado ao trabalho de me responder. Meu corpo ainda dó

