Orgulho

4873 Words
Antes da queda de Lúcifer A verdade é que o m*l começou antes de Lúcifer. No tempo dito, a terra era habitada por ninfas, neirades, centauros, satiros e animais, e eram eles quem rezavam para os deuses. Os deuses com seu desejo por poder absoluto e ar de superioridade, elevava sua hostilidade muito além das brigas frequentes com os irmãos pela divisão do Olimpo e pelo poder. Tal evento, lentamente criou nas poucas criaturas que habitavam na terra, sentimentos maliciosos. Se Poseidon e Zeus viviam em guerra porque os adoradores dos mesmo deviam viver bem? Se Poseidon e Zeus sequer foi capaz de aceitar Hades porque os adoradores dos mesmos deviam gostar de quem idolatrava Hades? Os seguidores de Hades deviam implorar reconhecimento dos outros quando o próprio Hades não se rebaixava a tanto com os próprios irmãos? O sentimento malicioso foi crescendo e se espalhando, ganhando forma e poder. Os deuses criaram sentimentos hostis, logo os anjos foram obrigados a intervir pois o mundo forá criado para ser um paraíso e tais sentimentos infectavam as sementes da terra, manchando o que devia ser perfeito. A Zeus foi ordenado que os sentimentos maliciosos fossem aprisionados. Zeus então os guardou em uma caixa e pediu a um de seus guerreiras que a protegesse. Pandora. No entanto, Pandora não era a única guerreira e os demais explodiram em fúria por não ter sido eles os escolhidos para tal honra. Sem saber o que tinha dentro da caixa os guerreiros planejaram rouba-la de Pandora e após descobrir o que tinha dentro a devolveriam a Zeus provando seu potencial. Mais não foi assim. Vida havia sido escolhido para acompanhar Pandora na proteção da caixa e quando o ataque aconteceu ele não reagiu por negar a violência em absoluto, ele mandou uma mensagem aos céus ao invés disso e, foi Lúcifer quem a respondeu. Ele desceu do céu como um anjo vingador. Asas brancas se agitando como um efeito borboleta. Os cabelos loiros prateados se agitavam com a brisa e seu rosto extremamente belo e delicado sempre tinha a sombra de um sorriso bondoso. Ele exalava bondade, mas também determinação, força e liderança, vê-lo descer aos céus era maravilhoso, deslumbrante. E se houvesse em seu rosto uma sombra de preocupação uma arrepio envolveria a todos, mais o fascínio não os permitiria afasta-se. A cena diante de seus olhos era caótica para dizer o mínimo. A Vida escontrava-se parado em silêncio, os olhos escuros preocupados enquanto seus lábios contraiam-se. Ele vibrou em silêncio quando Lúcifer pousou agressivamente lindo ao seu lado. Espalhados no meio do campo verde, doze machos e uma fêmea se voltaram para o recém chegado, dispostos a atacar, no entanto ao ver quem era eles afastaram-se indicando que não lutariam contra ele. Seriam massacrados antes que pudessem entender o que acontecia. Todavia, um dos guerreiros não notou os acontecimentos, em sua mão direita uma pequena e delicada caixa se encontrava, e ele a abria avidamente, os olhos brilhando com um sentimento que Lúcifer desconhecia. Ele a abriu sem reservas e olhou o interior vazio, intrigado ele mergulhou sua mão na caixa que embora tivesse vinte centímetros a envolveu como se sua profundidade fosse imensa. Imediatamente um grito estrangulado escapou de sua garganta, seus olhos foram tomados pelo horror. Dentre os guerreiros criados, Pandora sempre mostrou imenso respeito aos deuses, tanto que beirava a indiferença. De seus lábios nunca escapou questionamentos de ordens dadas a ela ou dúvida foi lida em seus olhos. Por esse movimento Zeus a escolheu para proteção da caixa ordenando que não fosse aberta. Ele sabia que ela obedeceria. No entanto, o deus grego nunca se importou com seus guerreiros de fato, e não julgou importante dizer a Pandora ou a qualquer outro o que estava escondido na caixa e porque não devia ser aberta. Desta forma não só os guerreiros queriam mostrar que eram tão capazes quanto ela, mas também gostariam de saber o que a caixa guardava. Alimentados pelo orgulho, inveja, e ira dos guerreiros, os seres maliciosos dentro da caixa se agitaram. Lúcifer sabia que os seres maliciosos não podia fugir e se espalhar pelo mundo, da mesma forma que não podia culpar os guerreiros pelo roubo. Ele não podia culpa-los, afinal eram tão leias quanto Pandora e lhes faltavam informações. Além disso, se os deuses não tivessem criado tais sentimentos baseados no orgulho e no desejo ser superior, os guerreiros não os sentiria e aquela caixa não seria criada para início de assunto. Foi com base nisso que Lúcifer não cortou fora a mão do guerreiros e selou a caixa. Ao invés disso ele ocupou o espaço entre a caixa e o guerreiro e puxou fora sua mão com determinação implacável. Entre sussurros da caixa e gritos do guerreiro a mão escapou para fora finalmente. Todavia a caixa caiu, e vultos vermelhos voaram para fora, atravessando o corpo físico do arcanjo; uma lufada de ar gelado atingiu cada feixe de luz que formava Lúcifer, mais se foi tão rápido quanto chegou. Os vultos dominaram o mesmo guerreiro antes liberto. Quando o mesmo caiu no chão imóvel, os outros também já tinham sidos subjugados e o silêncio reinou. Apenas a Vida permaneceu intacto. Os seres maliciosos não eram fortes os suficiente para sobreviver após atacar mais de um ser divino, por esse motivo Lúcifer não os procurou. Lançando um olhar a Pandora inconsciente no chão, ele se voltou para Vida. "Vida, estas violado de alguma forma?" Embora estivesse com uma expressão diferente do habitual, Vida parecia está em perfeito estado até que falou, sua voz soando rouca, dolorosa e com um pedido de desculpas "Não pude reagir, meus poderes não reagem a nada que não seja totalmente bondoso." "Tudo bem. Sairemos e diremos aos deuses o acidente." Lúcifer preparou-se para se içar aos céus, mais notou que Vida inclinou-se para frente e de sua boca uma luz intesa escapou. Com a face livida e o corpo em espasmos ele sussurrou: "Lúcifer, algo está errado." A voz da Vida tremeu em pânico. Olhando para a luz agora no chão, Lúcifer calmamente questionou "O que seria isso?" Como se reagindo a pergunta, o feixe de luz se estendeu tornado-se físico, formando por si mesmo uma pele clara e cabelos pretos. Ele ganhou face como se fosse lentamente modelado. Olhos escuros, nariz delicado e lábios rosa peônia. Diante da Vida a criatura parecia um reflexo mais pálido do mesmo, apenas diferente em altura e nos traços delicados que formavam sua face redonda. Ele não reagiu, permanecendo no mesmo lugar com rosto apático. Suas roupas brancas translúcidas como a de Hoseok se agitavam. "Sou eu...ou uma versão de mim." Hoseok respondeu. Ele parecia está a um segundo de se expandir no universo e desaparecer. Era um sinal agourento que a Vida perdesse a forma física, porque tal coisa só acontecia se ele não estivesse bem, e a vida sempre estava bem. Notando a confusão do arcanjo ele continuou: "Os espiritos maliciosos que se libertaram fizeram algo irreversível. Os guerreiros não irão mais abrir os olhos ou move-se ou respirar. Como resultado disso alguma coisa nasceu em mim, como meu oposto, um irmão gêmeo." O olhar de Lúcifer era gentil ao dizer: "Tal coisa não existe, nenhuma criatura para de viver." "Então olhe os guerreiros Lúcifer, veja! Eles não voltarão, estão mortos!" Finalmente o arcanjo notará a gravidade da situação. Nem mesmo um ser como a Vida poderia gerar outra criatura antes de consultar o céus. Ainda mais se tal criatura fosse capaz de fazer com que outros seres deixassem de se mover ou existir. E com a recente criação do pai de Lúcifer, Vida poderia ser acusado de traição ao trazer a tona alguém que pudesse prejudicar a recente e adorada criação. "Precisa destrui-lo." Disse-lhe o arcanjo com os olhos no homem, que não tinha qualquer reação além de olhar a Vida. Desta vez cristais em gotículas dançaram dos olhos de Hoseok, fazendo todo o caminho pela face bela do homem, seus olhos transbordando uma sensação pesada que Lúcifer foi capaz de sentir. Curioso sobre o que seria tal reação ele olhou a Vida atentamente, momentaneamente esquecido do recente problema. "O que é isto correndo por tua face?" "Eu não sei!" Rugiu a Vida com a voz estridente. "Na falta de resposta, chame de medo!" Após um momento de silêncio onde suas mãos corriam pelo rosto tirando os cristais, ele continou "Vá antes que o céu pense que esteve envolvido nisso." "Não direi sobre ele." Lúcifer apontou o homem, o único sinal de que ele real, era o piscar de seus olhos com longos cílios que acontecia com longos intervalos de tempo. Claramente não era algo do qual ele precisava, no entanto os cílios da Vida faziam o mesmo e ele repetia o movimento. Até mesmo os gestos de secar o rosto ele repetiu, mesmo seu rosto estando no mesmo estado apático. "Achas que pode mante-lo longe dos olhos do que não estão presentes? Eu assim farei." A vida pareceu notar Lúcifer pela primeira vez, ele olhou nos olhos dourados do anjo. "Não pode omitir do céu, estara violando regras." "Não te preocupas comigo." "Como posso não me preocupar contigo quando se preocupas comigo?" Vida não achava quer ser chamado de vida era um nome ou título, então secretamente nomeou-se a si mesmo de Hoseok, no entanto apenas Lúcifer tinha conhecimento do nome, e foi assim que ele o chamou. "Hoseok, eu vos digo que tudo está bem. Vá ao olimpo e conte tudo, mais não fale de seu gêmeo, farei o mesmo no céu." Hoseok suplicou "Lúcifer, Ele sabe, Ele sabe de tudo, tu serás castigado." "Devo ser castigado de toda forma por não escolher sacrificar a mão do guerreiro, eu errei e devo ser punido. Entrementes, não será por esconder seu gêmeo, não ainda." "Cedo ou tarde todos saberão, falo tudo agora e recebo o castigo que a mim pertence por não ter reagido a início." Surpreendente Lúcifer delicadamente tirou os fios de cabelo de Hoseok de seu rosto "Acreditas em mim, não vos diga nada. Esconda teu gêmeo até que eu lhes diga o oposto." Relutante Hoseok segurou a mão do anjo e acenou com a cabeça, mais sabendo que para Lúcifer isso não bastava ele falou "Não direi nada. É uma promessa." Outras palavras escapariam de seus lábios mas Lúcifer gentilmente o interrompeu. "Me basta." Com seu habitual sorriso inocente e bondoso Lúcifer abriu as asas e subiu aos céus. Lentamente Hoseok olhou para figura pálida diante de si, e sussurrou gentilmente: "Eu represento esperança, portanto é apropriado que seu nome seja Yoongi, porque eu tenho esperança que você viva sem problemas." O que Hoseok não conseguiu dizer a Lúcifer, contudo, foi que ao ter seu núcleo tocado pelo ser maligno, o núcleo angelical de Lúcifer foi corrompido e que Hoseok não sabia as consequências. Mais com base no fato de ser seres malignos e no fleche vermelho que passou pelos olhos de Lúcifer por um segundo, eram sentimentos, uma onda de sentimentos malingos. Sexto círculo do inferno, Reino do orgulho. Sete pessoas atravessou a porta do Reino da inveja, mais apenas seis saíram de lá. Os olhos de Jimin passaram por cada um dos rosto em seguida pelo campo desértico com solo seco, mais não importa o quanto procurava, Taehyung não estava mais ali. –Taehyung? Surpreendente foi Yoongi foi quem tranquilizou Jimin. – Não pense tanto nisso, você é o único com quem ele se importa neste grupo, ele vai aparecer, naturalmente. Jimin estranhou a gentileza repentina de Yoongi, afinal ele a muito tempo implica com todos o tempo todo, seu rosto sempre fazendo parecer que ele sofre pelo amado em silêncio. Mais no fim era de fato isso. Desde que voltaram da floresta mágica ninguém mais implicava com Yoongi, agora que revelado sua ligação com Hoseok, seu m*l-humor estava mais que justificado. Taehyung era o único que não se importava em ser gentil. Namjoon respondeu friamente. – Eu ficaria mais preocupado se Jimin desaparesse com ele. Mesmo assim não há garantia, esse é território dele e ele pode perfeitamente nos machucar deixando o Jimin intacto. Seokjin parecia aborrecido quando refutou. – Você não tem vergonha Namjoon? Desconfia do Taehyung desde o princípio, no começo eu entendo porque o capeta é o capeta, mais a única coisa que Taehyung fez foi ser diabolicamente lindo, e até mesmo ajudou um pouco. - O pior pecado é o orgulho fingindo humildade. – Vamos continuar, estamos mais perto que longe. — Namjoon liderou o grupo por um tempo indeterminado. Até o presente momento Jimin podia afirmar que o inferno não era de fato quente, ele simplesmente não tinha temperatura e o ar era escasso. Seokjin levou as costas da mão a testa inúmeras vezes para secar seu rosto até finalmente notar que o calor se tornava insuportável, como se uma fogueira os seguisse. Confuso ele parou. – Eu estou...suando? Lentamente todos olharam para ele, Seokjin era o único que ainda podia sentir tais temperaturas. Yoongi respondeu com um tom amargo. – Não estou suando, mais sem dúvidas está mais quente. Namjoon afirmou voltando a caminhar. – Tem fogo logo a frente. — Assim que seus lábios se fecharam, chamas vermelhas se agitaram atingindo metros de altura, ela surgiu tão derepente que Namjoon poderia ter criado ele mesmo, mais a julgar pelo seu olhar ele também estava confuso. Uma fornalha gigante de tijolos era a responsável, havia três delas a todo vapor e homens de todas as idades trabalhavam. A fornalha do inferno! Era dali que todos os tipos de armas saiam, e também era ali que as joias de Lúcifer saiam. Sabia-se que os homens responsáveis pela fornalha do inferno eram homens que foram ferreiros em vida, que seus pecados não eram muito graves ainda assim eles não poderia subir ao céu, então satanás os jogava ali para trabalhar incansavelmente enquanto pensavam em seus atos em vida. Todavia, aqueles homens pareciam entretidos com o que alguém estava dizendo animadamente, e o fato do mesmo está animado no inferno, sendo uma alma condenada, era no mínimo curioso. No centro entre as três fornalhas uma figura sentada em um banco se agitava, ele contava algo que atraia a todos e por estar de costas era impossível ver seu rosto, mas eles chegaram na hora certa, ele parecia ainda estar no início de seu conto: – Para os que nasceram com o dom de não derreter diante de um belo romance, essa é a história de um homem apaixonado. Minha amada nem sempre me desejou, não fui parte dos planos futuros dela desde o início, não fiz seu corpo queimar com um olhar, pelo contrário, eu a inrritava, e ela me evitava. "Não estou dizendo que esse tipo de amor não existe, porque ele existe sim, do tipo que um olhar seu mundo vira, um toque te deixa em chamas. Só estou dizendo que não foi o caso com minha doce amada. Ao longo do tempo pude perceber que ela me amava desde o momento que me viu, mais ao contrário dos romances mais conhecidos seu corpo não reagiu de imediato, demorou até que ela soubesse que me amava, até que seu corpo derretesse com um simples carinho meu. Pra finalizar essa pequena porém longa história. Você nunca sabe quando se apaixona por alguém, mais eu digo, por experiência própria. Você se apaixonou no momento que o viu. Após suas palavras apenas as fornalhas se agitando podia ser ouvidas, até que uma voz quase angelical e sorridente pergutou: – E o que um homem sábio como o senhor faz aqui? — Ao ouvir aquela voz todos os homens correram para o centro, ombro a ombros uns com os outros eles abaixaram o olhar. O contador de histórias no entanto, ficou de pé e muito lentamente fitou o dono da voz. Com as chamas queimados em todos os lados suas barbas e cabelos brancos pareciam brilhar, assim como seus olhos pretos como carvão, ele era um senhor de idade mais com uma aura jovial e sorriu largamente para Jimin. – Esse velho senhor está aqui por amor. Um pacto em uma encruzilhada. Namjoon não parecia comovido, seu lema de errado é errado ignorava até velhos e gentis senhores. – O que isso significa? Pediu pra ela acordar um dia e perceber que te amava? O velho respondeu educadamente. — Ela me amava mais eu era um humilde ferreiro e não podia dar a ela um bom futuro, por isso seu pai não aprovou. Seokjin disse intempestivamente – E ela te quis mesmo pobre? Que louca, de pobre na minha vida já basta eu. — Jungkook o cutucou com o cotovelo e ele se calou. – Ela me amava sim, o que pedi na encruzilhada foi dinheiro e a aceitação de seu pai, eu fui feliz enquanto deu, mais pactos assim acabam rápido. Jimin já tinha um olhar mais sério da situação, mas menos rude. — Valeu a pena? – Perdão filho? – Quero saber se valeu a pena ser condenado ao inferno por amor. – Você é jovem demais. – Não sou tão jovem assim. – Então apenas não entende aonde o amor nos leva. – O quê eu sei é que, exitem coisas que não se faz nem por amor. As duas gerações se encararam por muito tempo, até que Jimin notou as mãos vermelhas do senhor e correu os olhos pelos outros homens, cada um em situação pior. Eles claramente trabalhavam direto com o fogo mais não usava luvas ou qualquer tipo de proteção, e suas mãos estavam em carne viva. Jimin agitou as mãos e muitos pares de luvas de couro grosso surgiram, ele deu ao velho senhor pedindo que distribuísse. Suas ações chocou a todos, um ato de misericórdia no inferno era passível de punição, todavia Jimin não parecia preocupado. Ele estava pronto para prosseguir, mais não pôde se conter de perguntar: – Com licença senhor, mais qual seu nome? O velho sorriu amplamente – Apenas me chame de senhor H. Quando as fornalhas desapareceram portões de ferro com desenhos em vermelho o substituiu, e nenhuma palavra precisou ser dito, ali era o inferno do orgulho, porque outro motivo Taehyung estaria parado diante do portão vestido com trajes longos e pretos, os cabelos meios contidos por uma fita dourada? Lindo e malvado como o príncipe do inferno que era. Jimin sorriu, mais Taehyung não parecia compartilhar de sua felicidade e seus olhos faiscavam em carmesim. – Te deixei por algumas horas Jimin e você deu presentes a condenados. Qual vai ser seu próximo ato, vestir asas de anjo e espalhar amor por aí?! – Muitas coisas acontecem em poucas horas. – Se suas ações se espalham e outras almas sabem, trará esperança para todos, e esperança faz m*l para os negócios. – Não farei de novo padrinho. Me desculpa! Ao ouvir 'Padrinho' o semblante de Taehyung relaxou, Jimin não o chamava assim a anos. – Que seja, entre longo. Diante dos portões de ferro, Jimin contemplava o que em nenhuma circunstância ele chamaria de inferno do orgulho. Seu primeiro passo para dentro e vários reflexos seus estavam em toda parte, ele olhou por um momento um homem jovem de cabelos dourados e túnica angelical, os olhos um tanto apreensivos depois dos reinos anteriores. Milhares de espelhos de muitos tamanhos e molduras sinistras. Outras almas de beleza inegável vagavam por ali, elas evitavam a todo custo olhar seus próprios reflexos nos espelhos, todavia não podiam evitar captar um vislumbre e resistir a dar um olhar. Mesmo que para Jimin eles estivessem em melhor estado em comparação com infernos anteriores, as almas gritaram com tamanho horror que o coração de Jimin se apertou antes que ele se lembrasse que aqui era o inferno. No espelho seus reflexos eram de pele em decomposição e olhos ocos. Taehyung explicou casualmente. – Já que o orgulho é o pecado dos pecados, aqui tem um pouco de tudo. Orgulho da beleza foi o pecado destas almas diante do espelho, eles não resistem a se olhar, o narcisismo não permite, no entanto, quanto mais olham, mais feios ficam. Seokjin não pôde evitar dizer. — Achei que assim como nós, você enfrentaria o inferno do orgulho. Taehyung parou e se voltou pra Seokjin, os cabelos dançando em volta de sua face perfeita. – Prefiro ser senhor do Inferno que escravo no Céu. Atrás dos espelhos havia um conjunto de fazendas! Taehyung tratava as almas do reino do orgulho como um rebanho, portanto era apropriado ter grandes fazendas e todos os dias ele vagava alegremente pelas fazendas, olhando as almas condenadas. Cada fazenda abrigava condenados com orgulho diferente, cada fazenda com castigos diferentes. Taehyung não permitiu a eles sequer um vislumbre dos castigos lá dentro. Mais afastado das fazendas e espelhos havia uma elevação com um trono e uma mesa de ouro que Taehyung usava como escritório, ali os sete se acomodaram, sentados na mesa na falta de cadeiras. De repente um grito estridente soou como um rugido e os seis de voltaram para o som. – VOCÊS! PAREM, SEUS FILHOS DA p**a, SUMAM, SUMAM. — De trás dos espelhos uma figura em trajes azul corria em direção ao pequeno limiar de Taehyung, seus cabelos longos e beleza evidente, no entanto sua fúria a deixava com ar distorcido. Era uma mulher bela, mais por algum motivo estava furiosa com um dos homens parados. – Ela está vindo pra cá? — A pergunta de Jin foi respondida quando ela chegou ao limiar com unhas afiadas pronta pra cortar carne fresca. Faltava três centímetros pra seu objetivo ser atingido quando uma barreira invisível bloqueou seu caminho e a jogou a metros longe. Ela caiu com a força que deixaria um humano paralisado por um bom tempo, mais ela por estar morta não sentia tanto quanto os humanos e ficou de pé no mesmo instante, correndo com determinação renovada. Desta vez ela não se chocou contra parede no entanto, mais parou perto dela e voltou a jogar suas maldições. – QUE SUAS CARNES RESSEQUEM, QUE SEUS OLHOS APODRECAM SEUS MALDITOS. SUMAM, SUMAM! – Alguém aqui a conheceu na vida anterior dela? — A negação a resposta de Jin veio antes que sua pergunta terminasse. — Então o que ela tem? – QUE SEUS CABELOS CAIAM E SUAS VOZES SUMAM, MALDITOS, MALDITOS! Parecendo exasperado Namjoon acenou com as mãos e a fantasma continou a gritar, mas desta vez não houve som saindo de sua boca. Seokjin aplaudiu. – Você lançou um feitiço do silêncio. Muito bom Nam, essa morta é tão rude, tão bruta, o que fizemos a ela? – O próximo é você humano. Yoongi se aproximou da morta mantendo uma distância segura, após avaliar por um tempo de muitos ângulos ele falou: – Ninguém fez nada, ela só está furisa porque não gosta de ver pessoas mais bela que ela. O orgulho da beleza a condenou ao inferno. Educadamente Jimin comentou: – O céu leva isso a sério, não é um motivo meio bobo condenar ao inferno apenas por isso? – Eu a trouxe pessoalmente — Yoongi disse – Quando as pessoas morrem muitas perguntas são feitas, as mais comuns são: "E meus pais?" "E meu filho?" "Mais e o meu trabalho?" Mais essa fantasma não perguntou da filha, ela só queria saber se sua beleza se manteria. Seokjin comentou baixinho pra que Namjoon não ouvisse. – Que c***l. – Não vamos julgar tão rápido, qual foi a segunda pergunta dela? Yoongi estava negando antes de Jungkook falar. – Ela não perguntou nada além do que falei antes. Seokjin repetiu, desta vez mais alto: – Que c***l. Jungkook tinha um olhar de piedade, afinal pessoas como ela tinham mentes rasas ou ocas como uma concha. – Ela vai continuar gritando mesmo que ninguém possa ouvir? – Ela vai tentar atacar. — Antes mesmo que Taehyung terminasse ela puxou de seus cabelos um objeto, que só foi descoberto afiado no segundo que ela jogou. Jungkook que estava mais perto, percebeu o movimento de canto de olho e puxou Jimin para seus braços como um casulo, dando as costas a mulher furiosa. Uma gota dourada e uma luz prateada voaram lentamente, deixando um corte de raspão no braço de ambos. Taehyung avançou na morta como o vento, e no segundo seguinte ele batia furiosamente o rosto dela contra o espelho. A mulher gritava por piedade mantendo os olhos fechados, evitando ver seu reflexo ordinário. Ele parou por um segundo, apenas pra puxar a pela morta sobre seus olhos, a deixando com olhos saltados. Sem alternativa, ela viu seu próprio rosto apodrecido no espelho e gritou desesperadamente: – Meu rei me perdoe me perdoe, essa mulher miseral não fará de novo! Taehyung riu maldosamente, seu riso semelhante a uma chicotada. – Seja mais clara! Tremendo de medo e horror ela repetiu como um mantra: – Nós não tocamos no de cabelos dourados. Ele é seu, apenas seu, e se ousarmos fazer um movimento sobre ele, você enfiará um gancho de metal pelas nossas gargantas abaixo e pescará os nossos órgãos. Aparentemente satisfeito, Taehyung a soltou como um saco nojeto e limpou as mãos, voltando a seu pequeno trono. Jungkook era formado por um núcleo angelical, que girava e pulsava como um coração, e em volta dessa núcleo todo resto de si era formado, por esta razão seu sangue era uma luz prateada, uma gota tão poderosa quanto um raio. Quanto a Jimin era quase humano, o que devia fluir por seu corpo era sangue vermelho. Seokjin apontou o braço de Jimin, confuso – Dourado, seu sangue é dourado...que estranho. Namjoon seguiu o dedo de Seokjin e seus olhos se expandiram em choque. – Isso é Icor, é o sangue dos deuses! Jimin levou seus dedos ao braço esquerdo ferido, os trazendo diante dos olhos. De fato o que brilhava em sua mão era um líquido dourado. Horrorizado ele gaguejou. – Isso é impossível, eu...e-eu tenho sangue vermelho, t-todo mundo viu no pacto das sete, Doze, Doze cordas! – É possível que seus dedos tenha sangue vermelho e o resto de seu corpo seja Icor? – O sangue flui no corpo dele como no seu Seokjin, é impossível que dois sangue diferentes no mesmo corpo não se encontre e se misture. – Vamos falar do que é possível Namjoon? Tecnicamente você não devia ser uma árvore ou só um espírito? – Pra que Seokjin? Vocês humanos iam derrubar também. Impaciente Hoseok pediu elevando a voz. – Por favor, será possível que não podem parar de brigar por um segundo? – O foco aqui não é como o sangue do Jimin flui e sim o porque dele ter Icor no corpo se ele não é um deus. – Você tem um ponto Yoongi doce-amargo. — Namjoon deu uma volta avaliando Jimin e ignorando Yoongi e seu desagrado com o doce-amargo que insistiam em chama-lo. – As harpias tem espírito livre, não se prende a ninguém, talvez a mãe de Jimin tenha tido um caso com um deus e omitiu porque não é difícil encontrar filhos de deuses por aí. Yoongi se voltou para Taehyung. Mais Jimin já olhava o padrinho a muito tempo. – Se alguém pode explicar isso, com certeza é Taehyung, afinal ele criou o Jimin. – E assim todos os olhos estavam em Taehyung, que embora não parecesse incomodado com isso, estava com o rosto sombrio. A forma como ele tirou Jimin dos braços Jungkook foi bruta, mais seus dedos envolta do pulso do inferme eram delicados. Taehyung as vezes era gelado como um morto, outras vezes quente como brasas, mas as vezes em momentos como este, ele emanava um calor reconfortante. Ele acomodou Jimin em seu trono se ajoelhando diante dele: – Meu pequeno mestre, você confia em mim? – Você é meu padrinho. – Isso não é resposta. Jimin olhou nos olhos de Taehyung. Taehyung o conhecia a duzentos anos, mais Jimin não o conhecia a um terço disso. Suas conversas eram por cartas porque no inferno não tem sinal. Todas essas cartas eram de Jimin falando de seu dia e descobertas, Taehyung sempre respondia mostrando interesse em suas descobertas mas nunca contando sobre si mesmo e seu árduo trabalho no inferno ou suas brigas com o vizinho Hades. Mais Taehyung cuidou dele com respeito e atenção por duzentos anos e Jimin queria que continuasse por mais duzentos anos. Ele respondeu por fim. – Eu confio. – Seu sangue é Icor, o sangue vermelho na palma de sua mão é uma ilusão minha. Não pergunte o porque, é melhor assim. Eu sou o oposto de bom, mais me preocupo com você. – Quer que eu ignore isso? – Eu quero. – Tudo bem. — Taehyung sorriu antes de ficar de pé espantando o ar modorrento, seu humor sombrio de volta. – Andem pequenos ganfahotos, se Namjoon for bonzinho no inferno da ira, logo não terei que ve-los nunca mais! Em resumo do capítulo: Na primeira parte conta um pouco antes da queda de Lúcifer, o relacionamento dele com Hoseok e o nascimento nada convencional de Yoongi. O núcleo de Taehyung foi corrompido e foi por isso que ele começou a ter os sentimentos que levou a ação que resultou a sua queda.
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