Às vezes me pego perguntando se fiz certo em aceitar vê-lo. Um homem que desapareceu da minha vida por tantos anos, como se eu nunca tivesse existido. E agora, de repente, surge. Só de estar aqui, respirando o mesmo ar que eu, já causa um incômodo que me atravessa inteira. Eu não consigo explicar exatamente o que sinto — não porque falta vocabulário, mas porque é pesado demais. Não é nada bom. Por que ele voltou agora? Com que cara? Com que coragem? Ele está à minha frente, vestindo roupas simples, aparentando humildade, mas eu conheço esse jogo. Já vi esse tipo de teatro antes. A expressão dele até parece cansada, marcada pelos anos que passaram, mas não me engana. Tem algo estranho no olhar, um brilho apagado que não condiz com arrependimento verdadeiro. E mesmo que tivesse, não apaga o
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