No momento em que ele se aproximou, senti uma onda de adrenalina percorrer meu corpo. Não era só medo pelo que poderia acontecer, mas um frio na espinha ao imaginar o sangue de mais alguém manchando minhas mãos. A raiva que ardia nos olhos dele me dizia que, se eu não interviesse, aquele cara poderia acabar no chão, sem nem saber o que o atingiu. Respirei fundo, empurrei minha hesitação para longe e fiz o que precisava ser feito. Toquei o rosto dele, obrigando-o a olhar para mim, puxando sua atenção da arma para os meus olhos. Ele não gostou. Claro que não. O maxilar travou, os músculos ficaram ainda mais rígidos, mas ele não me afastou. Eu sabia que, por mim, ele segurava o impulso de simplesmente atirar na cara do infeliz que teve o azar de olhar demais para o que era dele. Foi então que

