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533 Words
MIKHAIL VOLKOV — Khrabraya( Valente). — Nikolai completa. E ela foi mesmo. Lutou contra nós até termos que dar calmante a ela. Aleksandr, sentado próximo à janela, continuava analisando alguns documentos, como sempre, tudo precisava estar organizado para ele. Até os papéis que ninguém mais estava olhando, mas estava sempre voltando seu olhar para ela. — Ela lutou bastante para não vir. — comentou Andrei rindo. — m*l sabe ela que só queremos cuidar dela. — Aleksandr respondeu. Fechei os olhos por alguns segundos. — Exatamente. Quando abri novamente, meus olhos caíram sobre Elina. Ela se mexeu durante o sono, o cobertor escorregou um pouco de seu ombro, meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar. Levantei-me, caminhei até ela e ajeitei a cobertura sobre seu corpo. Ela suspirou baixinho, meu olhar permaneceu nela por alguns segundos. — Vamos cuidar dela como uma irmã. — murmurei. O silêncio que veio depois foi absoluto, então os três falaram ao mesmo tempo. — Irmã?! Virei-me, Nikolai estava quase rindo, Andrei me encarava como se eu tivesse acabado de dizer a coisa mais absurda do mundo. Até Aleksandr havia levantado os olhos dos documentos. — Sim — respondi. Nikolai balançou a cabeça. — Você está vendo essa garota? Consegue olhar para ela e ver ela como irmã? — Niko diz, e eu bufo — Eu não consigo. — Eu vou. — Mikhail, olhe para ela. — Andrei que fala. Não olhei. — Já olhei. — Então sabe que é impossível olhar para aquela mulher e pensar nela como sua irmã, ou nossa. — É isso que farei. Andrei soltou uma risada. — Boa sorte. — Não preciso de sorte. Aleksandr fechou a pasta. — Você pode repetir isso quantas vezes quiser, Mikhail. Não significa que seja verdade. Olhei para ele. — Ela é minha responsabilidade. — Nossa.respinsabilidade. Ela não salvou só você, foi a todos nós. — corrigiu Nikolai. — Nossa responsabilidade então. Que seja. Mas apenas isso. — Claro que sim. — Andrei riu. — Não discutam comigo. Nikolai sorriu. — Está bravo porque depois de um ano, conseguiu noivar com ela e ainda sim n**a a paixão. — Estou bravo porque vocês estão falando demais. E não tem paixão nenhuma. Sabem como ela é. Precisa de cuidados. Não de um cara sedento por ela. — Um cara? Eu acho qua são quatro. — Nikolai riu. Respirei fundo. — Não olhem demais para ela. Vocês são meus noivos. — Não somos noivos — Andrei rebateu — Existem contratos em andamento, mas nada foi assinado. — Ainda. — Isso muda tudo. — Não muda nada. Aleksandr riu, apesar de estar apenas ouvindo. — Muda para você. Para nós, ainda podemos admirar a beleza dela. — ele resolveu falar. — Idiotas. — Você quem começou dizendo que ela era sua irmã. — Nikolai respondeu. Não respondi. Porque, no fundo, eu sabia que eles tinham razão em uma coisa. Elina não parecia minha irmã. Não havia como ignorar a atração natural que aquela mulher provocava. Eu só precisava mantê-la longe da minha cabeça, e principalmente, longe das minhas mãos, eu não tocaria nela sem que ela quisesse. Nunca. O avião continuou avançando pelo céu escuro durante algumas horas.
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