MIKHAIL VOLKOV
— Khrabraya( Valente). — Nikolai completa. E ela foi mesmo. Lutou contra nós até termos que dar calmante a ela.
Aleksandr, sentado próximo à janela, continuava analisando alguns documentos, como sempre, tudo precisava estar organizado para ele. Até os papéis que ninguém mais estava olhando, mas estava sempre voltando seu olhar para ela.
— Ela lutou bastante para não vir. — comentou Andrei rindo.
— m*l sabe ela que só queremos cuidar dela. — Aleksandr respondeu.
Fechei os olhos por alguns segundos.
— Exatamente.
Quando abri novamente, meus olhos caíram sobre Elina. Ela se mexeu durante o sono, o cobertor escorregou um pouco de seu ombro, meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar. Levantei-me, caminhei até ela e ajeitei a cobertura sobre seu corpo.
Ela suspirou baixinho, meu olhar permaneceu nela por alguns segundos.
— Vamos cuidar dela como uma irmã. — murmurei.
O silêncio que veio depois foi absoluto, então os três falaram ao mesmo tempo.
— Irmã?!
Virei-me, Nikolai estava quase rindo, Andrei me encarava como se eu tivesse acabado de dizer a coisa mais absurda do mundo. Até Aleksandr havia levantado os olhos dos documentos.
— Sim — respondi.
Nikolai balançou a cabeça.
— Você está vendo essa garota? Consegue olhar para ela e ver ela como irmã? — Niko diz, e eu bufo — Eu não consigo.
— Eu vou.
— Mikhail, olhe para ela. — Andrei que fala.
Não olhei.
— Já olhei.
— Então sabe que é impossível olhar para aquela mulher e pensar nela como sua irmã, ou nossa.
— É isso que farei.
Andrei soltou uma risada.
— Boa sorte.
— Não preciso de sorte.
Aleksandr fechou a pasta.
— Você pode repetir isso quantas vezes quiser, Mikhail. Não significa que seja verdade.
Olhei para ele.
— Ela é minha responsabilidade.
— Nossa.respinsabilidade. Ela não salvou só você, foi a todos nós. — corrigiu Nikolai.
— Nossa responsabilidade então. Que seja. Mas apenas isso.
— Claro que sim. — Andrei riu.
— Não discutam comigo.
Nikolai sorriu.
— Está bravo porque depois de um ano, conseguiu noivar com ela e ainda sim n**a a paixão.
— Estou bravo porque vocês estão falando demais. E não tem paixão nenhuma. Sabem como ela é. Precisa de cuidados. Não de um cara sedento por ela.
— Um cara? Eu acho qua são quatro. — Nikolai riu.
Respirei fundo.
— Não olhem demais para ela. Vocês são meus noivos.
— Não somos noivos — Andrei rebateu — Existem contratos em andamento, mas nada foi assinado.
— Ainda.
— Isso muda tudo.
— Não muda nada.
Aleksandr riu, apesar de estar apenas ouvindo.
— Muda para você. Para nós, ainda podemos admirar a beleza dela. — ele resolveu falar.
— Idiotas.
— Você quem começou dizendo que ela era sua irmã. — Nikolai respondeu.
Não respondi. Porque, no fundo, eu sabia que eles tinham razão em uma coisa. Elina não parecia minha irmã. Não havia como ignorar a atração natural que aquela mulher provocava.
Eu só precisava mantê-la longe da minha cabeça, e principalmente, longe das minhas mãos, eu não tocaria nela sem que ela quisesse.
Nunca.
O avião continuou avançando pelo céu escuro durante algumas horas.