Suas costas eram pálidas e havia ali tantas cicatrizes que ela quase se questionou sobre sua sanidade por dividir a cama com alguém assim. Seu corpo doía e ele tremia no lado oposto do colchão. O corpo tão frágil. Tão delicado, que quase parecia um pecado que ele houvesse sido machucado. Ela queria perguntar. Queria entender, mas parecia doloroso demais para o rapaz de lindos olhos dourados. Ele quase não conseguia falar quando rastejou até sua cama. — Me deixe ficar. Só por... Alguns minutos. — O que houve? — ela questionou. — Me sinto preso... Sozinho. Sinto que vou acordar de novo naquele... Lugar... — ele murmurou. Por um momento, ela esqueceu o perigo que poderia nublar seus dias ali. Esqueceu dos avisos de Renriel e das palavras nada gentis de Anuel. Ele era... Tão... Frágil. — Certo

