Os olhos de Avalon permaneciam sobre sua mão esquerda. Os traços que se assemelhavam a raízes violeta, se espalhavam pela palma como uma semente recém estabelecida. Aquele era o único vestígio do que agora o aguardava em um futuro talvez bem próximo. Seus músculos haviam voltado ao normal dentro de alguns minutos e enquanto observava Riel sentada nos degraus abaixo do seu trono, Astaroth soube o que deveria ser feito. Ele havia se deixado levar, de forma total e completa como no conto da rainha de coração congelado, mas nesse mundo - no inferno - não haveria alguém para descongelar seu coração. Não haveria alguém para se sacrificar por seu amor e de forma alguma a morte se apaixonaria por ele e se recusaria a levá-lo. A lembrança de velhos contos a muito esquecidos, trouxe a seu rosto

