Quando por fim acordei, me dei conta de que ainda estava no hospital, no mesmo quarto que no dia anterior. As minhas pálpebras abriram lentamente para se acostumar com a luz solar que invadia as janelas. As persianas estavam totalmente abertas, o que significava que provavelmente uma enfermeira havia passado por ali recentemente ou então Ricardo quem havia as aberto. Procurei por ele em algum canto e percebi que estava do lado de fora do quarto, conversando com a médico. Ele parecia um pouco distraído, ao mesmo tempo que tentava prestar atenção no que a senhora a sua frente lhe dizia. Fiquei observando na tentativa de escutar algo, mas eles estavam longe demais e suas vozes estavam em um tom baixo. — Bom dia, dormiu bem? — Ricardo perguntou, assim que adentrou o quarto. — Bom dia, dor

