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1260 Words

Sombra narrando Eles acham que me conhecem. Acham que sabem como eu penso, como eu ajo, como eu mato. Mas esqueceram que a Sombra não joga no óbvio. A Sombra nunca atira pra onde todo mundo tá olhando. O plano era claro, um tiro, seco, no peito da rainha. Na frente de todo mundo. A festa de noivado viraria velório. E DV, DV cairia em desgraça. Mas eu sou a Sombra. Eu escuto o que ninguém diz. Eu sinto o cheiro do medo antes dele vir. E ali, naquele morro sorridente demais, com bandeirinha e fogos no céu, alguma coisa me incomodou. Era o silêncio dentro de mim. Gritando. Ester tava feliz. A quebrada em paz. Tudo perfeitinho demais. Não era hora de encerrar a guerra. Era hora de começar. Foi quando eu dei a ordem. Sombra: Muda a mira. Não é mais ela. Soldado: Como assim, patroa?

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