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DV narrando. A vingança não grita. Ela sussurra. Ela espera. Ela observa. Ela rasteja. E quando chega, não vem com faca. Vem com precisão. O Ligeirinho tá rindo. Anda pelo morro como se nada tivesse acontecido. Como se o sangue da Ester não tivesse sujado as minhas mãos por culpa dele. Como se a faca não tivesse sido escondida por ele. Como se eu não soubesse. Mas eu sei. E ele vai pagar. Mas vai pagar do meu jeito. Passei três dias calado. Fingindo. Ouvindo os papos dele. Fingindo que acreditava nas desculpas, nas histórias m*l contadas, no "tô contigo, patrão". E cada palavra que saía da boca dele me dava vontade de estourar o peito dele ali mesmo, na frente de todo mundo. Mas seria pouco. Seria rápido. Eu não quero pressa. Eu quero arte. Chamei Branquelo no canto da noite, no fu

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