130 - Os jogos continuam

2004 Words
*Amber Lee PoV* Sorrio satisfeita em sua pele. Começo a beijar suas costas para, depois, virá-lo de frente para mim. Então, eu me viro de costas para ele, rebolando a minha bund@ em sua e®ção. Suas mãos cravam no meu quadril e sua boca na minha nuca. Seus gemidos se misturam com os meus e, quando dou por mim, ele me arrasta até um grande amplificador, onde apoio as mãos. Giro um pouco o pescoço e o vejo admirar meu traseiro, enquanto esfrega o p&nis na minha entrada. Sinto sua penetração maciça me preencher e seus lábios famintos caem nas minhas costas. O som do meu grito de êxtase inunda o ambiente e agradeço por ser à prova de som. Certamente acordaria todos os vizinhos. Suas investidas são vigorosas, porém eu quero mais. Quero sentir tudo do que fui privada durante semanas por causa do seu erro. ㅡ Mais forte, Michael… Sua boca pára um momento na minha nuca, como se ele hesitasse. ㅡ Não quero machucar você, little bunny… Eu rosno e inclino minha cabeça para olhar em seus olhos. ㅡ Não é a primeira vez que transamos e eu não sou uma bonequinha de porcelana. Só porque você fez besteira antes, não precisa se segurar para ser um cavalheiro agora. Seus dedos apertam um pouco mais o meu quadril e seus lábios se afastam da minha pele. Consigo sentir sua aura dominadora se apossar dele e quase me arrependo do que pedi. Sua próxima investida vem forte e precisa, me fazendo urrar e perder o fôlego. Provavelmente, não vou conseguir ficar em pé depois que acabar, porém não peço a ele para que pare. É desse jeito que quero mesmo. Michael puxa meu corpo contra o dele, ao mesmo tempo que se projeta dentro de mim, repetidamente. Meus peïtos balançam com a movimentação frenética, porém não tenho como tirar minhas mãos do equipamento onde me apoio para contê-los. Ele ergue minha perna direita e continua a estocar sem piedade. O som úmido dos nossos s&xos se consumindo se mistura aos nossos gemidos ofegantes. É selvagem, quente e extasiante. Eu praticamente me desmonto quando alcanço o clímax. Michael solta a minha perna e me segura firmemente pela barriga, evitando que eu vá ao chão. Meu corpo todo está trêmulo, as pernas bambas como varetas ao vento. ㅡ Little… Bunny… Eu posso… ㅡ Não… Ele respira profundamente na pele das minhas costas, tentando se controlar para satisfazer a minha vontade sádica. ㅡ Está bem… Quando ele sai de dentro de mim, eu procuro me sentar no amplificador onde apoiava as mãos. Com isso, posso vê-lo se afastar e se escorar na parede próxima, as mãos nas coxas, tentando recuperar o fôlego. Ele até passa levemente uma das mãos nos testículos, acho que para diminuir o incômodo. Novamente aquela pontada de pena me invade, porém me mantenho firme. Agora que comecei, não posso parar. Ou ele nunca irá me levar a sério… Depois de respirar mais algumas vezes, volto a sentir o controle das minhas pernas de novo. Eu me levanto e caminho com passos grogues até ele, que me encara suplicante. Meu olhai recai rapidamente sobre a mão que ele tem no s@co. ㅡ Está doendo? Ele endireita a postura e cruza os braços de forma casual. ㅡ Não sou tão fraco assim… Bom, e agora? Inclino minha cabeça para o lado, apoiando o indicador no meu queixo. ㅡ Estou com fome. Vamos para a cozinha? *Michael PoV* Batizamos todos os cantos do meu apartamento ao longo da noite e do dia seguinte. A tal da Stefani está de férias, então ficou com a Mylla, deixando Amber livre e despreocupada para me punir de todas as formas. Devo dizer que me esforcei como nunca para fazer todas as suas vontades e, no final, eu implorei. É, eu implorei para g0zar, mesmo que não fosse dentro dela. Ela conseguiu ser mais sádica que eu, pois me negou. Quase agradeci por fazermos uma pausa para um banho, dessa vez, separados. Estou exausto, foi uma semana dos infernos e Amber está testando todos os limites do meu corpo. Deixei que ela fosse primeiro, pois queria me demorar um pouco mais sob a água morna para dissipar a tensão. Acabo ficando tentado a me aliviar no chuveiro, coisa que eu desisto de fazer. Ela nunca saberia, porém eu sim. Vamos, Michael, aguente mais um pouco. Não tem como ela fazer isso para sempre... Eu espero... Quando volto para o quarto, ela está deitada de bruços sobre a minha cama, escrevendo em seu caderno. Nua! Porr@! Essa mulher vai me matar! Mas, já que estou na chuva... Limpo a garganta e, quando ela levanta seu olhar na minha direção, puxo a toalha da cintura e me deito ao seu lado. Ela fica vermelha e desvia sua atenção para suas anotações. ㅡ De onde saiu isso, little bunny? ㅡ Tem morado na minha bolsa ultimamente. Foi a forma que encontrei para passar o tempo, quando não estou trabalhando. Eu me aconchego à ela, suspirando de tristeza. Não fui o único a tentar preencher todo meu tempo livre, apenas para não sentir a dor da separação. Nossa cumplicidade voltou de forma surpreendente, como se jamais tivesse sido abalada. Enquanto escreve em seu caderno, permaneço ao seu lado, fazendo carícias em seu ombro, beijando-o de vez em quando, e comentando o que ela rabisca. ㅡ Você estava com raiva quando escreveu essa música. ㅡ Como adivinhou? ㅡ Ela pergunta, batucando com a ponta da caneta nos lábios. ㅡ Talvez porque tenha escrito: “I’ll feast on your blood, until it runs cold” (Vou me alimentar do seu sangue, até que ele esfrie). Acho que estava falando comigo. ㅡ Você acha? Eu sorrio contra sua pele. ㅡ Quanto tempo ainda vai me torturar, antes de me perdoar? Amber me encara com um ar zombeteiro e sei que não vou sair dessa facilmente. ㅡ Pretendo te atormentar mais um pouco... ㅡ Eu sabia! Ela larga sua caneta, se vira de costas e se enfia embaixo de mim. Doce tortura! ㅡ Ah, é? ㅡ Você é um pé no saco, little bunny. Nós dois sabemos disso. Sabia que me faria pagar. Por mim, tudo bem. Ela se aninha contra o meu peito e eu a envolvo em meus braços. ㅡ Acha que é fácil conviver com você? ㅡ Longe disso! Sou tão irritante quanto você, só que eu sou mais charmoso! ㅡ Metido! Admita que você é muito chato, pelo menos na mesma proporção do seu encanto! ㅡ Está bem. Sou mais irritante que você. Além disso, tenho o péssimo hábito de passar por cima das pessoas como um rolo compressor quando me sinto magoado. Sua expressão zombeteira desaparece, dando lugar à ternura e ela faz uma carícia na minha bochecha. ㅡ Você ficou magoado? ㅡ Claro! Eu estava tão certo que você tinha me delatado... Confiei em você, little bunny. Nunca teria falado do meu irmão se não confiasse. Perceber que você me denunciou, foi uma verdadeira bofetada na cara. ㅡ Exceto que não fui eu! ㅡ Sei disso agora e vejo o grande imb&cil que fui. Eu me deixei levar, facilmente deixo. ㅡ Da próxima vez, pense bem antes de acusar as pessoas. Dê-me ao menos o benefício da dúvida e confie em mim. ㅡ Eu vou. Aprendi a minha lição. ㅡ Roço meus lábios nos dela e seguro seu queixo, virando sua cabeça na direção de seu caderno. ㅡ Não me deixe te distrair, little bunny. ㅡ Ao contrário, você me inspira. ㅡ Sempre soube que eu era a sua inspiração, sua pequena mentirosa. Meu sussurro a faz dar risada, por causa de todas as vezes que ela negou ter escrito “Wishes” pensando em mim. Ela esfrega sua bochecha contra a barba rala do meu rosto, antes de voltar a pegar sua caneta. Amber tenta continuar a escrever, porém acho que quebro sua concentração ao acariciar seu ombro e antebraço com meus lábios. Então, ela me encara com um olhar preocupado. ㅡ Você... Você está encrencado? ㅡ Por causa do Grupo MEI? ㅡ Ela concorda com a cabeça e eu tento tranquilizá-la. ㅡ Não, não se preocupe. McGregor cuidou de tudo, ele é excelente para suavizar conflitos. No entanto, teremos que ter muito cuidado uma próxima vez. Realmente, eu não gosto da ideia de ter te envolvido nessa sujeira. Você sabia que poderiam te acusar de cumplicidade? ㅡ Sou boa em manter a boca fechada. De qualquer forma, tenho orgulho em sair com um humanista. ㅡ Rio, enquanto afundo meu rosto em seus cabelos e inspiro seu perfume. ㅡ Sabe, te admiro por usar o seu talento para tentar fazer a diferença e o bem neste mundo. Você faz a sua parte. ㅡ Apenas faço o que posso, little bunny. Nada demais. Deixo-me cair na cama e suspiro profundamente. É constrangedor que ela me elogie assim depois de tudo. Não sou nenhum santo, muito pelo contrário. ㅡ Foi o bastante para salvar algumas vidas... Ouço-a suspirar e procuro seus olhos. Ela não permite, apenas se senta sobre as pernas, dando as costas para mim. É agora que ela diz que cansou disso tudo e vai embora para nunca mais voltar? Ergo-me e a abraço por trás impulsivamente, como se isso pudesse mantê-la comigo. ㅡ Little bunny? ㅡ Eu deveria bater em você... Sinto seu corpo tenso, suas mãos apertando fortemente o lençol. Apoio meu rosto em sua nuca e suspiro, apertando-a mais contra mim. ㅡ É, deveria... Se serve de consolo, ainda sinto meu maxilar doer quando mastigo, por causa daquela bofetada. Ela meio que engasga ou tenta suprimir uma risada, eu não sei ao certo. Leva as mãos ao rosto e o esfrega, fungando um pouco. Nunca mais quero ser motivo para essas lágrimas tristes... Não me atrevo a olhar. Mantenho meu rosto escondido em seus cabelos, memorizando ao máximo seu perfume e seu calor. Pode ser a última vez que eu a sinta tão próxima. Ela se solta do meu abraço e se vira para mim, envolvendo meu rosto em suas pequenas mãos. Seu sorriso é tímido, seus olhos brilhantes. Eu arrisco a pergunta mais assustadora de todas. ㅡ Isso é um adeus? Seu sorriso se alarga por perceber como estou ansioso. ㅡ Da próxima vez que você duvidar de mim, será. Eu aceno com a cabeça e seus lábios tocam os meus. Seu beijo começa suave, para depois invadir minha boca. Levo minhas ao seu rosto, porém ela as segura e me encara. ㅡ Não reaja e não me toque. Eu suspiro e observo suas feições. ㅡ Isso vai ser um pouco complicado. São praticamente vinte e quatro ho®as de tortura. Não sei até quando minhas bolas aguentam… Ela coloca um dedo no meu peito e ameaça. ㅡ Se reclamar, não vai ter fim. Ela pisca para mim e eu fico tentando entender suas palavras. Isso quer dizer que ela está disposta a voltar para mim? Meus pensamentos são nublados quando ela se joga na minha boca com voracidade e monta no meu colo. Faço um esforço sobre-humano para não passar minhas mãos nela. Ela me empurra contra os lençóis, me aperta com suas coxas macias, seu corpo engolindo meu memb®o. Agonizo de prazer com seus movimentos sobre mim. Fecho meus olhos e procuro me concentrar nela. Tarefa árdua, já que estou pagando pela minha b@baquice. Sua voz ofegante no meu ouvido me faz estremecer. ㅡ Michael... ㅡ Ela pega minhas mãos e coloca uma de cada lado de seu quadril. ㅡ Quero você comigo... Abro os olhos surpreso para encarar seu sorriso. Um sincero e cheio de desejo. Não penso duas vezes e a aperto sobre mim. Viro nossos corpos na cama, posicionando-me sobre ela. Beijo-a profundamente, como se não houvesse amanhã. Invisto contra seu corpo mais e mais, até literalmente explodir de prazer. Meu coração parece parar na boca, enquanto tenho o alívio que tanto precisava. ㅡ Eu te amo, Michael... ㅡ Também amo você, little bunny…
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