capítulo 07: Verdade Revelada

1472 Words
Rafael – A Verdade Revelada Eu estava sozinho no meu escritório, olhando fixamente para o computador, mas minha mente estava em outro lugar. Durante dias, a queda de Marcela no desfile tinha me assombrado. Eu sabia que não havia sido um acidente, e hoje, finalmente, eu tinha a resposta que tanto procurava. Meu contato, um investigador particular de confiança, tinha feito seu trabalho. No meio das fotos e relatórios, lá estava a verdade, clara e brutal. Um dos organizadores do desfile, subornado por uma concorrente, foi responsável por deixar o pedaço de tecido escorregadio na passarela. A mandante? Uma modelo rival de Marcela. Alguém que sentia inveja não apenas da carreira brilhante dela, mas também da atenção que recebia. Respirei fundo, sentindo a raiva subir como uma tempestade silenciosa. O nome dela estava ali: Clara Monteiro. E agora eu sabia exatamente o que precisava fazer. --- Rafael e Marcela – A Revelação Quando cheguei em casa, encontrei Marcela sentada no sofá, o pé ainda enfaixado e repousando sobre uma almofada. Ao me ver, ela sorriu levemente, mas eu sabia que ainda estava frustrada pela queda e pelo que isso significou. — Descansando? — perguntei, sentando ao lado dela e envolvendo sua mão na minha. — Tentando. Mas está difícil esquecer o que aconteceu — respondeu ela, com um suspiro cansado. Eu segurei seu queixo delicadamente, fazendo-a olhar para mim. Dei um logo beijo nela e depois disse. — Eu descobri quem fez isso com você. Os olhos dela se arregalaram por um momento. — Quem? — Clara Monteiro — respondi, a voz baixa e controlada. — Ela subornou alguém do evento para deixar aquele pedaço de tecido na passarela. Foi tudo planejado para te prejudicar. Marcela ficou em silêncio, tentando absorver a informação. Finalmente, ela murmurou: — Por quê? — Por inveja. Ela nunca aceitou que você estava brilhando mais do que ela. E, aparentemente, não suportava que você tivesse tudo o que ela sempre quis. Eu a puxei para perto, envolvendo-a com meus braços. — Mas não se preocupe. Vou resolver isso. Ninguém mexe com você e sai impune. Marcela suspirou contra meu peito, a tensão em seus ombros suavizando. — Não quero que você faça nada por vingança, Rafael. Só quero seguir em frente e deixar isso para trás. Eu segurei seu rosto entre minhas mãos e a encarei nos olhos. — Você sabe que não sou assim, Marcela. Mas eu não posso deixar isso passar. Alguém quis te machucar, e essa pessoa precisa ser responsabilizada. Ela assentiu lentamente, sabendo que, quando eu decidia proteger alguém, fazia isso de corpo e alma. --- Rafael – Preparando a Resolução Enquanto Marcela descansava, voltei ao meu escritório. Liguei para meu advogado e para o investigador. Clara Monteiro não teria outra oportunidade de tocar na vida da mulher que eu amava. Iríamos expor tudo: o suborno, a sabotagem, e garantir que a justiça fosse feita. Porque se depender de mim mataria ela sem pensar, mais como Marcela não ia me perdoar desistir deixar a justiça resolver. Com Marcela, eu era todo amor e paciência. Mas com o mundo lá fora, eu não tinha misericórdia. Rafael – O Encontro Inesquecível Era uma noite quente, e as luzes da discoteca brilhavam com uma intensidade que parecia transformar a realidade em algo mais vibrante. A pista estava cheia, a música alta fazia as paredes tremerem, e eu observava de longe enquanto o g***o de jovens dançava e se divertia. Eu não era do tipo que frequentava lugares assim, mas naquela noite eu estava lá por um motivo: Marcela. Ela tinha acabado de completar 18 anos, e o brilho nos olhos dela era algo que eu nunca tinha visto antes. Marcela estava linda. Vestia um vestido curto e elegante, de cor preta, que realçava cada movimento suave do seu corpo. O cabelo dela balançava a cada passo que dava na pista de dança, e o sorriso que ela carregava era contagiante. Ao redor dela, cinco meninas e quatro meninos a cercavam, todos comemorando seu aniversário. Por mais que eu tentasse, não conseguia desviar o olhar. Era como se o tempo tivesse parado para mim, e tudo o que existia naquele momento era ela. Meu coração batia forte no peito, algo que nunca tinha acontecido antes. Com todo o controle que eu sempre tive sobre minhas emoções, ali, diante de Marcela, eu me sentia completamente vulnerável. Ela riu de alguma piada que uma das amigas fez, o som da risada dela era como música para os meus ouvidos. Observei enquanto ela girava na pista de dança, despreocupada, aproveitando cada segundo da noite que era dela. Cada sorriso, cada olhar distraído dela, fazia meu coração acelerar de uma forma que eu nunca imaginei ser possível. Eu sabia que não era apenas a beleza dela que me encantava. Era a luz que ela irradiava, a energia que atraía todos ao redor, e a força silenciosa que eu sempre admirei. De alguma forma, eu sabia que ela era diferente. Não era apenas mais uma garota bonita na pista de dança; era Marcela. E eu não poderia mais negar que ela havia se tornado muito mais para mim do que eu jamais esperava. Me aproximei lentamente, sentindo o peso do momento. Cada passo que eu dava na direção dela parecia um mergulho em águas desconhecidas. Quando finalmente me posicionei ao lado do g***o, ela me viu. Seus olhos encontraram os meus, e por um instante, tudo ao nosso redor desapareceu. — Rafael? — ela disse, surpresa, mas com um brilho nos olhos que me fez perder o fôlego. Eu sorri de leve, tentando manter a compostura, embora meu coração estivesse batendo como nunca antes. — Feliz aniversário, Marcela. Você está... incrível. Ela corou, algo raro de se ver nela, e deu um pequeno sorriso, como se estivesse genuinamente feliz em me ver ali. — Não esperava que você viesse... — Eu não perderia essa noite por nada — respondi, com sinceridade. Rafael – O Lado Sombrio Após colocar o casaco, deixei Marcela descansando e saí para respirar o ar fresco. O sol começava a aparecer no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados, mas a beleza do dia não era suficiente para acalmar a tempestade que rugia dentro de mim. Enquanto caminhava pela varanda, puxei o celular e enviei uma mensagem curta e direta para Pedro: “Preciso falar. Agora.” Minutos depois, Pedro apareceu, seu semblante carregado de tensão, mas com a lealdade que sempre admirei nele. — O que foi, Rafael? — ele perguntou, parando ao meu lado. Olhei para ele com firmeza, meu rosto implacável, sem qualquer traço de emoção. — Quero você de olho na Marcela. Aquele acidente no desfile não foi apenas Clara Monteiro. Sinto cheiro de algo mais... algo maior. Alexandre pode estar por trás disso. Pedro franziu a testa, pensativo. — Acha que ele está envolvido? Mesmo depois de tudo o que Marcela passou? Inclinei-me ligeiramente, fixando meu olhar nele, um brilho gélido surgindo nos meus olhos. — Sei que aquela cobra no desfile foi só uma distração. Ele está por perto, esperando o momento certo. E você sabe que não posso arriscar nada quando se trata dela. Pedro assentiu lentamente, sabendo que, quando eu tomava uma decisão, não havia volta. — Cara, você sabe que faço qualquer coisa por ela, mas... você tem certeza de que Marcela concordaria com isso? Ela quer seguir em frente. Não quer mais confusão. Meu olhar endureceu. — Ela não precisa saber. O que importa é mantê-la segura, Pedro. Não vou permitir que ninguém toque nela novamente. O silêncio se instalou entre nós por alguns momentos. Pedro sabia exatamente quem eu era — e sabia que, por Marcela, eu faria qualquer coisa. E dessa vez, estava decidido a agir antes que algo pior acontecesse. — Tudo bem, Rafael. Vou ficar de olho. Mas, e se Alexandre se aproximar? — Pedro perguntou, seu tom cauteloso. Meu rosto permaneceu impassível, frio como pedra. — Se ele der um passo em falso, eu mesmo vou resolver. Não importa o custo. Pedro assentiu, compreendendo a gravidade das minhas palavras. --- Rafael – O Retorno ao Ninho Voltei para dentro da casa. Marcela dormia tranquilamente no sofá, o rosto sereno, sem saber dos perigos que a cercavam. Olhando para ela, uma sensação de alívio me inundou. Saber que ela estava segura me dava uma breve paz, mas essa paz era frágil. Cobri-a com uma manta e toquei de leve seu rosto, prometendo em silêncio que ninguém jamais a machucaria de novo. Ela era minha luz em meio às sombras que eu carregava — e por ela, eu enfrentaria qualquer ameaça, fosse Clara Monteiro ou Alexandre. Enquanto o sol nascia lá fora, sabia que a batalha ainda não havia terminado. A verdade foi revelada, mas o jogo estava apenas começando. E,sempre, eu jogaria para ganhar.
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