PONTO DE VISTA DO DR PAULO VINIZ!
A PRIMEIRA VEZ QUE VI GIULIA AMORIM!
Estava no meu consultório quando senhor Otto entrou sem nem ao menos bater na porta de tão apavorado que estava! Ao vê-lo daquele jeito logo me levantei já pronto para atendê-lo, pois vi no seu rosto a gravidade do assunto, foi quando ele falou: Dr Paulo, por favor preciso do senhor no meu chalé minha sobrinha está passando muito mal —já fui pegando minha maleta e falando: então vamos e assim o segui, quando chegamos ele bateu na porta e quando eu ouvi aquela voz tão fraca dizendo entra, naquele momento eu sentir que algo não estava bem, e quando entramos naquele chalé, quando eu vi aquela moça linda, desmaiada daquele jeito, eu já fui logo pegando em seu pulso para verificar a sua pulsação e ao constatar que estava muito lento eu peguei imediatamente o meu esfigmomanômetro mecânico e coloquei imediatamente nela, para medir a sua pressão arterial e logo constatei que realmente estava muito baixa! Eu pedi para o senhor Otto ligar imediatamente para a cozinha e pedir que trouxessem um suco de laranja com tomate sem açúcar.
Logo que o pedido chegou o senhor Otto vai até a porta receber, e trás o suco, em um impulso rápido peguei das suas mãos! Ele me perguntou: não quer que eu dê a ela?
Eu logo falei: não pode deixar, eu mesmo faço isso!
—Eu estava me sentindo tão preocupado com aquela moça, eu aproximei o canudo na boca dela e no momento que ela abriu aquele lindos olhos igual uma jabuticaba! Nossa, confesso que fiquei bem aliviado.
Mas assim que eu vi aqueles par de olho eu senti um frio na minha espinha o meu coração acelerou, minha boca ficou seca, fiquei ali parado olhando fixamente nos olhos dela, eu não sabia o que estava acontecendo comigo, depois de uns segundos eu despertei daquele momento de hipnose, e passei a prestar atenção no que está fazendo, então foi aí que percebi pelo olhar dela de espanto que eu ainda não tinha me apresentado, e foi exatamente o que fiz em seguida dizendo: Oi, eu sou o Dr Paulo Viniz! Fui chamado pelo senhor Otto pra lhe examinar.
No momento que ela me ouviu tentou se levantar pra se sentar então eu falei: Não faça esforço, beba esse suco que Jajá você vai se sentir bem melhor, mas mesmo assim ela quis se levanta, pra se sentar então eu a ajudei a sentar-se, e novamente aproximei o canudo na sua boca e falei: beba você precisa se hidratar! Enquanto ela bebia eu continuei falando sem parar, acho que por nervosismo! Giulia né? Então Giulia, eu estava falando com o senhor Otto que você está com a pressão muito baixa! Mas, com uma dieta controlada você ficará bem! E também não vai sentir tanto enjôo, e amanhã se você estiver se sentindo melhor, quero que você vá até o consultório para que assim possamos fazer alguns exames e começar o seu pré natal, afinal temos que começar a cuidar da sua saúde e a do bebê né! Depois que ela terminou de tomar uma boa parte do suco eu guardei as minhas coisas na minha maleta e me despedi, saindo rápido daquele chalé, eu precisava urgentemente tomar um ar, assim que saí do chalé da Giulia, eu vim pelo caminho de volta para o meu consultório dizendo comigo mesmo:
Meu Deus, que olhos são aqueles que mesmo passando mal conseguiu mexer comigo, eu não posso me envolver com ela, pois parece que ela é a protegida do senhor Otto e se é a protegida dele eu preciso me manter bem distante! Sem falar que ela está grávida e é claro, tem o pai da criança porque casada ela não é! Já que no seu dedo não tem aliança, e nem marca, isso quer dizer que ela é solteira mas, com certeza já tem alguém em seu coração! Eu tenho que me manter bem distante dessa moça para o meu próprio bem, já foi bem difícil conseguir que meu pai me colocasse pra trabalhar aqui com ele. —Na manhã seguinte quando vejo Giulia passando por mim e nem sequer me cumprimentou, eu senti uma pontada no meu coração, a princípio eu achei que ela não tinha me visto já que eu estava de costas conversando com a filha de uma paciente que estava me pedindo informações, Quando eu menos esperava vi a Giulia passar por mim e indo na direção do seu chalé eu já tinha respondido aquela moça, então eu corri e gritei: Giulia, Vendo que ela nem parou e nem se quer olhou, eu gritei mais alto!
GIULIA AMORIM
Ela parou e olhou, e quando eu cheguei perto dela e ela me disse que estava vindo de uma consulta com o meu pai, eu fiquei bem desapontado, já eu queria ser o médico dela, mas por outro lado foi melhor assim, porque, eu já estava sentindo algo por ela desde o dia anterior, então…mas ao conversar com ela naquele momento, senti ela bem fria ao me responder as perguntas que eu fiz, e com muita pressa de sair da minha presença, ela caminhou e entrou no seu chalé sem nem ao menos me dá uma chance de conversar mais como eu queria fazer.
Os dias se passaram e já fazia duas semanas que não a via, e nem sabia da Giulia, —eu estou ficando doido, o que é isso? O que está acontecendo comigo desde daquele dia quando a conheci eu estou me sentindo estranho, no início eu ainda não sabia o que realmente eu estava sentindo por ela, mas já se passaram duas semanas, e eu não a vejo, estou cada dia mais agoniado, eu preciso ver-la e ninguém me diz onde ela está, eu estou completamente apaixonado pela Giulia! Mais muito arrasado, já que ela simplesmente sumiu, e fingir não me conhecer, eu não sei o que aconteceu, só sei que sinto que não posso viver longe dela, depois que ela sumiu do chalé eu procurei saber dela perguntei ao senhor Otto, que só me disse que ela estava bem em um lugar seguro.
Não contente com a resposta dele, fui até o senhor Gilberto e procurei saber dela, mas ele também me disse a mesma coisa, então, fiz o que eu não queria fazer, me render ao meu pai, mesmo sabendo que eu ia levar uma bronca! Já que jurei pra ele que não ia me envolver com nenhuma mulher do local de trabalho, mas a Giulia era diferente eu sentia que se eu não soubesse dela e não a visse eu ia pirar então, mesmo correndo o risco eu fui até o seu consultório e ao entrar no seu consultório fiquei muito apreensivo mas tomei coragem e falei: oi pai — oi filho, o que você faz aqui não é seu dia de folga? —Sim, mas eu tenho uma pergunta pra fazer pro senhor!
—Então faça!
—Pai, na semana passada eu atendi uma moça no chalé do senhor Otto, o nome dele e Giulia Amorim! Mas já faz dias que eu não a vejo, o senhor sabe me dizer como ela está? E onde?
—Quando meu pai me olhou nos meu olhos ele ficou em silêncio por uns instantes, e em seguida falou-me: Paulo, Paulo, O que você está aprontando dessa vez! —Papai eu não estou aprontando nada! Eu só não a vi mais, e estou preocupado com ela, afinal ela é tão nova e ainda por cima está grávida e tem pressão baixa, então...Então você só quer saber dela como médico?
—Sim, sim claro! Porque mais séria!
—Tá bom então depois que ela veio aqui a primeira vez, ela ainda não voltou! Mas jaja ela deve voltar, já que passei uns exames pra ela e acredito que ela venha me trazer os resultados! —Então o senhor não soube mais dela? —Não! —Tá obrigado pai. — De nada filho! Há Paulo, fique longe dela! Eu já te falei não quero problema, aqui é o nosso local de trabalho entendeu.
—Sim, senhor pai pode ficar tranquilo.
—Assim eu espero Paulo, assim eu espero.
Naquele dia que saí do consultório do meu pai muito desanimado muito desanimado por sinal, por não conseguir o paradeiro da Giulia, como eu fui ficar impressionado por uma mulher que só vi duas vezes, eu nunca me apeguei a mulher nenhuma e estou justo querendo me envolver com uma hóspede do local de trabalho. Já faz tanto tempo que eu não sentia o que estou sentindo! Depois de ser traído por aquela-lá que eu nem quero falar o nome, eu prometi não me apaixonar de novo por mulher nenhuma mas agora o destino achou de brincar comigo de novo fazendo com que eu conhecesse a Giulia, uma moça na qual eu não posso me envolver por ela ser próxima dos meus patrões e por ela já ter alguém como o pai do filho dela.
O que eu vou fazer preciso tirá-la da minha cabeça.
Naquele dia Paulo, não conseguiu se concentrar em nada a não ser saber do paradeiro da Giulia, pensando no que o pai lhe falou que tinha pedido uns exames a ela, ele pegou o telefone e discou um número, Assim que a ligação foi atendida ele já foi falando: fala meu amigo, como você, e a sua família estão?
—Escuta, eu tenho um favor pra te pedir.
—O amigo do outro lado então falou: fala aí Paulo, quanto tempo hein! Cara, eu e a minha família estamos bem! e você cara, onde você se enfiou?
você sumiu! Mas me fala aí, em que posso te ajudar?
—Então eu estou trabalhando com o meu pai, ele faz plantão um dia e eu no outro tá sendo muito bom! Então sobre o pedido, tem uma pessoa que vai fazer ou já fez uns exames com o pedido do meu pai! Eu gostaria que você me avisasse quando ela pegar os resultados pode ser?
—Sim, me fala o nome dela que eu vou ficar de olho e assim que ela vir pegar o resultado eu te dou um toque!
—Valeu fico te devendo uma.
—Vai ficar mesmo e você sabe que eu vou cobrar né!
—Sim, sim e deve, mas pegar leve na cobrança hein!
—Ahahaha Paulo, você sempre, pechinchando hein! ahahaha quando você vai parar com essa mania cara?
—Nunca hahaha, valeu meu amigo até! —Até Paulo.
—Depois que Paulo desligou ele ficou mais sossegado, e ficou matutando, quando a Giulia fosse pegar o resultado e viesse trazer pro pai.
— Quando ela vier trazer o resultado, eu vou poder vê-la pensando nisso ele ficou bem contente.
—Uma semana se passou desde que Paulo falou com seu pai e nada de notícia da Giulia, uma manhã ele estava em seu consultório pois era o seu plantão, seu celular vibrou em cima da mesa com tampo de vidro do seu consultório, ele deu uma olhada e quando viu que era uma mensagem do amigo do laboratório, ele imediatamente pegou o celular e clicou para ler, na mensagem o amigo dizia:
Paulo, ela acabou de sair daqui com os exames! Cara que mulher linda é essa?
Tá com você?
—Paulo respondeu: pode tirar o olho que já tem dono.
—Depois ele ficou rindo pensando, agora era só esperar ela vir amanhã para a consulta com meu pai.
No dia seguinte me levantei bem cedo, depois de fazer a minha higiene e me arrumar rapidinho, saí sem nem ao menos tomar meu café da manhã, já que estava muito ansioso para ir logo pra frente do consultório esperar por ela, e assim fui direto pra frente do consultório ficar de tocaia à espera da Giulia a mulher que desde que conheci está tirando meu sono.
Já eram umas nove horas quando a Giulia chegou assim que eu a avistei, nossa o meu coração quase saltou pela boca de tanto que bateu forte! Eu quase saí correndo de tanta vontade de abraçá-la, mas consegui me conter, eu queria falar com ela na saída para que assim nós tenhamos mais tempo para conversar! Então fiquei no carro até ela sair da consulta. Na qual demorou muito.
—Caramba, eu nunca tinha percebido o quanto nós médicos demoramos com um paciente em uma consulta como hoje.
Não sei se é ansiedade, mas essa consulta está demorando demais, será que aconteceu alguma coisa?
Será que ela está bem?
Depois que passou bastante tempo, Giulia saiu do consultório! E assim que eu a vejo, sair imediatamente do carro correndo até ela.
Chegando do seu lado falo com a voz embargada: Oi sumida!
Giulia por onde você andou?
Eu não te vi mais aqui no condomínio! —Naquele momento ela foi totalmente fria comigo, não me dando nenhuma atenção, ela só me disse que tinha comprado uma casa fora do condomínio e que estava com pressa, e assim entrou em um carro onde tinha um homem uniformizado com a porta aberta esperando ela entrar, depois que entrou o homem deu a volta e entrou no lado do motorista ligou o carro e saíram, e mais uma vez Giulia se foi me deixando ali parado sem me dar ao menor uma chance de falar mais nenhuma palavra.
Depois daquele dia foi muito difícil encontrar a Giulia, já que ela não veio mais se tratar com o meu pai, e sim em uma clínica particular no centro de Monte Verde.