MAYARA CAMPBELL Entro em casa ofegante, como se tivesse corrido quilômetros. Encosto na porta, tentando controlar a respiração descompassada — mas não é cansaço físico. É ele. Sempre ele. Jaime. Balanço a cabeça, como se isso fosse o suficiente pra afastar as palavras dele da minha mente. "Eu tô apaixonado por você." Não. Isso não pode ser real. Ele não pode estar apaixonado por mim. É só uma brincadeira c***l do destino. Uma ilusão passageira. Algo que, com o tempo, vai sumir — pelo menos, é o que eu tento me convencer. Vou até a cozinha, bebo um copo de água gelada, e em seguida vou para o quarto. Gustavo está dormindo. Seu ronco pesado ecoa pela parede. Parece alheio a tudo. Ao mundo. A mim. Entro no banheiro, tiro a roupa lentamente, como se meu corpo pesasse toneladas. Tomo b

