Jaime Beaumont Desde que a Mayara me pediu para não procurá-la mais, eu respeitei. Fiz exatamente o que ela queria. Mas se isso me trouxe paz? Nem de longe. Estou de saco cheio de mim mesmo. Nada encaixa. Nada flui. A sensação de estar errado por dentro não me larga. Uma inquietação constante, como se eu tivesse esquecido algo vital — ou alguém. Talvez essa angústia tenha nome e sobrenome. Talvez não. Mas, sinceramente? Odeio essa vulnerabilidade escancarada que ela deixou em mim. Nunca fui o tipo de homem que sente o coração esmagado. Mas com ela... Com Mayara, tudo saiu do eixo. Juro que deve ser praga da Rebeca. Só pode. A única explicação plausível pra um filho da mãe feito eu, que sempre teve o controle da p***a toda, agora estar aqui, suspirando por alguém que sequer quer

