Capítulo 06: Exame diferenciado.

1287 Words
Jaime Beaumont O dia foi uma tempestade. Emergências em sequência: fraturas expostas, atropelamentos, gente baleada. Um caos cirúrgico que parecia não ter fim. Passava das 23h quando finalmente consegui respirar — ou tentar. Entrei no quarto de descanso e me joguei na poltrona, o corpo moído, a mente exausta. Tudo que eu queria era uma cama gelada e um travesseiro. Mas isso era luxo. Estava de plantão. Então fechei os olhos, só pra fingir descanso… até ouvir três batidas suaves na porta. — Pode entrar. — respondi, esperando algum pedido de prontuário ou mais uma emergência. Mas não era. Era a Natalia. Enfermeira. Bonita. Corpo escultural. Daquelas que deixam o jaleco colado nos lugares certos só pra provocar. Sempre percebi os olhares dela. E agora ela estava ali… parada na porta com um sorriso no canto da boca. — Doutor Beaumont… tem um minuto? — Claro, Natalia. Aconteceu alguma coisa? Ela entra devagar, fecha a porta. Não diz nada. Só me encara. E o jeito como me olha… é a resposta. — Sabe, doutor… acho que estou me sentindo um pouco quente. Será que o senhor poderia… me examinar? — diz ela, desabotoando lentamente a blusa do uniforme. Meu sorriso surge antes que eu possa conter. Meu corpo, mesmo exausto, reage na hora. — Então você não está se sentindo bem... — digo, me erguendo e a puxando pela cintura. — Me mostra exatamente onde está doendo. Ela pega minha mão e a leva direto ao seu seio, já exposto sob o tecido aberto. — Bem aqui. Aperto com vontade, sentindo o peso, a textura, o calor. Ela solta um gemido curto. Me inclino e começo a devorá-la ali mesmo — boca, língua, dentes. Ela se contorce nos meus braços, e eu a pego no colo com facilidade, sentando-a no meu colo. Ela está de calça, mas logo a tiro com destreza. Assim que sente meu p*u duro pressionando entre as pernas, começa a rebolar provocando. Passo a mão por sua coxa, subo, afasto a calcinha. — Você quer? — sussurro no ouvido dela. — Desde o primeiro dia em que você cruzou aquela porta. — responde, arfando. Pego a camisinha do bolso do jaleco, abaixo a calça e visto o meu amigo. Quando o tiro pra fora, ela abre a boca em um “O” silencioso. Gosto desse tipo de reação. — Assustada com o tamanho do brinquedo, doutora? — Ele é… perfeito. — diz, mordendo o lábio inferior. Se ajoelha entre minhas pernas, segura firme e começa a me chupar. Com vontade. Boca quente, língua habilidosa. Profunda. Chega a encostar a garganta. Gemo baixo. Minha cabeça recosta na parede. Ela me chupa como se estivesse sendo paga pra isso. Mas sei que é puro desejo. — p***a… Natalia… Não quero gozar ainda. Seguro sua cabeça, a ergo e a viro de costas. — Fica de quatro. Ela obedece, empinando como se soubesse que aquela visão ia me enlouquecer. Posiciono, seguro firme e penetro com força. Ela grita, e eu rapidamente levo a mão à boca dela. — Silêncio… ou vamos ter plateia. Ela geme abafado, rebola com força, me puxando cada vez mais pra dentro. Eu entro e saio com intensidade, rápido, profundo. O som da pele batendo é abafado, mas meu controle começa a falhar. Depois de alguns minutos, não aguento mais. Enterro tudo de uma vez e g**o forte, gemendo contra a nuca dela, com o corpo inteiro tenso. Saio devagar, jogando a camisinha fora. Ela se deita no chão, sorrindo como quem ganhou um prêmio. Começa a falar. Mas eu já estou vestindo a calça. — Pode se vestir, Natalia. Acabou. — O quê? — ela franze a testa. — Vai me dispensar assim? — Eu avisei: só uma vez. Não sou homem de repeteco. Gosto de experiências únicas. — Seu cretino. Seu filho da p**a. — Fui sincero, não fui? Você queria meu p*u. Eu te dei. Com força, com gosto, com talento. Mas nunca prometi juras de amor ou segunda rodada. Isso aqui não é rodízio. — Eu vou dizer pra todo mundo que você me assediou. Dou um passo em direção a ela, firme, sem perder o sorriso cínico. — Faz isso. Vai ser interessante ver se acreditam em uma enfermeira que entrou no meu quarto de descanso com os s***s de fora, pedindo exame. Eu só fiz o que fui chamado pra fazer: examinar profundamente. Ela me encara, engole a raiva, se veste apressada e sai batendo o salto no chão. Fico em silêncio, sozinho no quarto. Olho para o teto e sorrio de lado. Se todo plantão fosse assim, eu virava noturno fixo. ************ Acordo com batidas rápidas na porta. Respiro fundo, os olhos ainda pesados. O descanso durou pouco. Levanto, abro a porta e encontro Lurdes, uma das enfermeiras mais experientes do hospital. O semblante dela está tenso. — Doutor, chegou um senhor com suspeita de infarto. Sessenta anos, sintomas típicos: dor no peito em aperto, irradiando pro braço esquerdo, náusea, sudorese... tudo indica início de um IAM. — ECG imediato. Peça à Natalia pra ajudar. Vamos confirmar se é infarto do miocárdio. Assim que tiverem o traçado, me chamem. E já deixa o laboratório em alerta. Vamos precisar de troponina e mioglobina. Ela acena com a cabeça e sai correndo. Minutos depois, recebo o resultado. O eletrocardiograma confirma: infarto em fase inicial. Entro na sala, observo o paciente — Francisco, 61 anos, teimoso como todo homem da idade. Já está mais estável, mas resmunga como se tivesse sido sequestrado. — Senhor Francisco, é só observação. Poucas horas. Melhor prevenir agora do que correr risco depois. Ele bufa, revira os olhos e cruza os braços, como um garoto de quinta série. — O senhor quer sair andando e cair duro na calçada? Silêncio. — Foi o que pensei. Depois de convencê-lo a colaborar, deixo a sala e, finalmente, decido dar um pulo em casa. Preciso de um banho gelado, café amargo e alguns minutos longe de sangue e adrenalina. Entro no carro, respiro fundo, coloco a chave na ignição. O celular vibra no console. Normalmente, eu nunca atendo dirigindo. Mas algo me faz deslizar o dedo sobre a tela e colocar no viva-voz. — Fala. — murmuro, os olhos alternando entre a rua e o celular. Não tenho tempo nem de ouvir quem está na linha. Porque, de repente, ela aparece. No meio da faixa. Sozinha. Caminhando com o rosto abaixado. E eu... já estou muito perto. — Merda! — grito, enquanto piso no freio com força. O carro derrapa, os pneus gritam. Sinto o impacto — leve, mas real. Saio correndo do carro, coração disparado, adrenalina voltando como uma onda. Me aproximo da mulher que está caída no chão, tentando se levantar. — Moça, você está bem? — pergunto, me agachando ao lado dela. Ela levanta o olhar. E, por um instante, tudo congela. Linda. Bagunçada. Olhos perdidos. E um semblante carregado de tristeza. — Sim... — responde baixo, tentando esconder a dor. Observo melhor. Arranhões nos braços, o vestido rasgado na barra, e uma das pernas claramente machucada. Ela tenta ficar de pé, mas reclama de dor. — Espera, não força. Pode ter fraturado algo. Eu sou médico. Posso te ajudar. Ela recua, sem me olhar direito. — Eu só quero ir pra casa. Estou bem. — Você não está bem. E se for algo sério? — Só quero... ir embora. — diz, com a voz embargada. Algo naquela mulher me prende. Não é só a beleza. É o jeito como ela parece quebrada. O jeito como evita o toque. O modo como segura o choro como quem já engoliu muitos. Ela esconde algo. Mas, agora, está machucada. E isso é comigo.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD