Jaime Beaumont
O dia foi uma tempestade. Emergências em sequência: fraturas expostas, atropelamentos, gente baleada. Um caos cirúrgico que parecia não ter fim.
Passava das 23h quando finalmente consegui respirar — ou tentar.
Entrei no quarto de descanso e me joguei na poltrona, o corpo moído, a mente exausta. Tudo que eu queria era uma cama gelada e um travesseiro. Mas isso era luxo. Estava de plantão. Então fechei os olhos, só pra fingir descanso… até ouvir três batidas suaves na porta.
— Pode entrar. — respondi, esperando algum pedido de prontuário ou mais uma emergência.
Mas não era.
Era a Natalia.
Enfermeira. Bonita. Corpo escultural. Daquelas que deixam o jaleco colado nos lugares certos só pra provocar. Sempre percebi os olhares dela. E agora ela estava ali… parada na porta com um sorriso no canto da boca.
— Doutor Beaumont… tem um minuto?
— Claro, Natalia. Aconteceu alguma coisa?
Ela entra devagar, fecha a porta. Não diz nada. Só me encara.
E o jeito como me olha… é a resposta.
— Sabe, doutor… acho que estou me sentindo um pouco quente. Será que o senhor poderia… me examinar? — diz ela, desabotoando lentamente a blusa do uniforme.
Meu sorriso surge antes que eu possa conter. Meu corpo, mesmo exausto, reage na hora.
— Então você não está se sentindo bem... — digo, me erguendo e a puxando pela cintura. — Me mostra exatamente onde está doendo.
Ela pega minha mão e a leva direto ao seu seio, já exposto sob o tecido aberto.
— Bem aqui.
Aperto com vontade, sentindo o peso, a textura, o calor. Ela solta um gemido curto. Me inclino e começo a devorá-la ali mesmo — boca, língua, dentes. Ela se contorce nos meus braços, e eu a pego no colo com facilidade, sentando-a no meu colo.
Ela está de calça, mas logo a tiro com destreza. Assim que sente meu p*u duro pressionando entre as pernas, começa a rebolar provocando. Passo a mão por sua coxa, subo, afasto a calcinha.
— Você quer? — sussurro no ouvido dela.
— Desde o primeiro dia em que você cruzou aquela porta. — responde, arfando.
Pego a camisinha do bolso do jaleco, abaixo a calça e visto o meu amigo. Quando o tiro pra fora, ela abre a boca em um “O” silencioso. Gosto desse tipo de reação.
— Assustada com o tamanho do brinquedo, doutora?
— Ele é… perfeito. — diz, mordendo o lábio inferior.
Se ajoelha entre minhas pernas, segura firme e começa a me chupar. Com vontade. Boca quente, língua habilidosa. Profunda.
Chega a encostar a garganta. Gemo baixo. Minha cabeça recosta na parede. Ela me chupa como se estivesse sendo paga pra isso. Mas sei que é puro desejo.
— p***a… Natalia…
Não quero gozar ainda. Seguro sua cabeça, a ergo e a viro de costas.
— Fica de quatro.
Ela obedece, empinando como se soubesse que aquela visão ia me enlouquecer. Posiciono, seguro firme e penetro com força. Ela grita, e eu rapidamente levo a mão à boca dela.
— Silêncio… ou vamos ter plateia.
Ela geme abafado, rebola com força, me puxando cada vez mais pra dentro. Eu entro e saio com intensidade, rápido, profundo. O som da pele batendo é abafado, mas meu controle começa a falhar.
Depois de alguns minutos, não aguento mais. Enterro tudo de uma vez e g**o forte, gemendo contra a nuca dela, com o corpo inteiro tenso.
Saio devagar, jogando a camisinha fora. Ela se deita no chão, sorrindo como quem ganhou um prêmio.
Começa a falar. Mas eu já estou vestindo a calça.
— Pode se vestir, Natalia. Acabou.
— O quê? — ela franze a testa. — Vai me dispensar assim?
— Eu avisei: só uma vez. Não sou homem de repeteco. Gosto de experiências únicas.
— Seu cretino. Seu filho da p**a.
— Fui sincero, não fui? Você queria meu p*u. Eu te dei. Com força, com gosto, com talento. Mas nunca prometi juras de amor ou segunda rodada. Isso aqui não é rodízio.
— Eu vou dizer pra todo mundo que você me assediou.
Dou um passo em direção a ela, firme, sem perder o sorriso cínico.
— Faz isso. Vai ser interessante ver se acreditam em uma enfermeira que entrou no meu quarto de descanso com os s***s de fora, pedindo exame. Eu só fiz o que fui chamado pra fazer: examinar profundamente.
Ela me encara, engole a raiva, se veste apressada e sai batendo o salto no chão.
Fico em silêncio, sozinho no quarto.
Olho para o teto e sorrio de lado.
Se todo plantão fosse assim, eu virava noturno fixo.
************
Acordo com batidas rápidas na porta.
Respiro fundo, os olhos ainda pesados. O descanso durou pouco.
Levanto, abro a porta e encontro Lurdes, uma das enfermeiras mais experientes do hospital. O semblante dela está tenso.
— Doutor, chegou um senhor com suspeita de infarto. Sessenta anos, sintomas típicos: dor no peito em aperto, irradiando pro braço esquerdo, náusea, sudorese... tudo indica início de um IAM.
— ECG imediato. Peça à Natalia pra ajudar. Vamos confirmar se é infarto do miocárdio. Assim que tiverem o traçado, me chamem. E já deixa o laboratório em alerta. Vamos precisar de troponina e mioglobina.
Ela acena com a cabeça e sai correndo.
Minutos depois, recebo o resultado. O eletrocardiograma confirma: infarto em fase inicial.
Entro na sala, observo o paciente — Francisco, 61 anos, teimoso como todo homem da idade. Já está mais estável, mas resmunga como se tivesse sido sequestrado.
— Senhor Francisco, é só observação. Poucas horas. Melhor prevenir agora do que correr risco depois.
Ele bufa, revira os olhos e cruza os braços, como um garoto de quinta série.
— O senhor quer sair andando e cair duro na calçada?
Silêncio.
— Foi o que pensei.
Depois de convencê-lo a colaborar, deixo a sala e, finalmente, decido dar um pulo em casa. Preciso de um banho gelado, café amargo e alguns minutos longe de sangue e adrenalina.
Entro no carro, respiro fundo, coloco a chave na ignição. O celular vibra no console.
Normalmente, eu nunca atendo dirigindo. Mas algo me faz deslizar o dedo sobre a tela e colocar no viva-voz.
— Fala. — murmuro, os olhos alternando entre a rua e o celular.
Não tenho tempo nem de ouvir quem está na linha.
Porque, de repente, ela aparece.
No meio da faixa.
Sozinha.
Caminhando com o rosto abaixado.
E eu... já estou muito perto.
— Merda! — grito, enquanto piso no freio com força.
O carro derrapa, os pneus gritam.
Sinto o impacto — leve, mas real.
Saio correndo do carro, coração disparado, adrenalina voltando como uma onda. Me aproximo da mulher que está caída no chão, tentando se levantar.
— Moça, você está bem? — pergunto, me agachando ao lado dela.
Ela levanta o olhar. E, por um instante, tudo congela.
Linda. Bagunçada. Olhos perdidos. E um semblante carregado de tristeza.
— Sim... — responde baixo, tentando esconder a dor.
Observo melhor. Arranhões nos braços, o vestido rasgado na barra, e uma das pernas claramente machucada. Ela tenta ficar de pé, mas reclama de dor.
— Espera, não força. Pode ter fraturado algo. Eu sou médico. Posso te ajudar.
Ela recua, sem me olhar direito.
— Eu só quero ir pra casa. Estou bem.
— Você não está bem. E se for algo sério?
— Só quero... ir embora. — diz, com a voz embargada.
Algo naquela mulher me prende. Não é só a beleza. É o jeito como ela parece quebrada. O jeito como evita o toque. O modo como segura o choro como quem já engoliu muitos.
Ela esconde algo. Mas, agora, está machucada. E isso é comigo.