No dia seguinte, o rosto abatido de Okan diz tudo: ele não teve uma boa noite de sono. E eu também não. Passei horas revirando na cama, revivendo os últimos acontecimentos desde o momento em que o conheci. — Seu carro está pronto. — Ele declara com o semblante frio, uma máscara perfeita que não deixa transparecer nada além de neutralidade. Kayra sorri, um sorriso caloroso que tenta, em vão, aliviar o ambiente. — Eu não disse que ele entendia de carros? Aceno de leve, incapaz de confiar na minha própria voz. Kayra se vira para mim, me abraça com força, e eu sinto sua preocupação em cada movimento. — Quando chegar em casa, me liga. Esforço-me para abrir um sorriso que parece mais falso do que gostaria. — Claro. Okan se aproxima, o olhar duro e desgostoso cravado em mim. Antes que eu

