Sem Sentido

1286 Words

Victor entrou no escritório e me encontrou ali, parado, olhando fixamente para a lareira apagada. A madeira sequer estalava, e o silêncio da sala pesava mais que qualquer fumaça. Eu estava sentado com um copo de conhaque intocado na mão e um envelope selado sobre a mesa de vidro. — Preciso conversar com você, Victor. — minha voz saiu baixa, rouca. Ele se aproximou com cautela, como se soubesse que algo não estava certo. — Claro, senhor. — Senta. — apontei para a poltrona à frente. Ele obedeceu sem discutir. Fiquei alguns segundos em silêncio, apenas observando a bebida no copo, como se dentro daquele líquido houvesse uma resposta. Então soltei, direto, sem rodeios: — Você vai cuidar de tudo... quando eu não estiver mais aqui. Victor franziu o cenho, confuso. — Como assim, senhor? N

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