Duda Depois do reencontro emocionante com os pais, o clima na casa do Corvo estava leve, diferente. Jessie, toda empolgada, não parava de andar pra lá e pra cá, ajeitando a mesa, fritando bolinho de chuva, passando café fresco e falando alto, como quem queria compensar todos os anos de silêncio e saudade. Miguel e Duda ficaram sentados na varanda, o sol da tarde batendo de lado, iluminando os rostos parecidos. O tempo passou, mas ainda existia algo neles que só quem tem o mesmo sangue carrega — aquele olhar igual, o mesmo sorriso meio torto e o jeito de falar com firmeza, mas cheio de coração. — Tá diferente, irmão — Duda falou, analisando ele de cima a baixo. — Diferente como? — Miguel perguntou, abrindo um sorriso debochado. — Mais homem, mais centrado… e mais bonito, né? — ela re

