Miguel Miguel segurava o celular com as mãos trêmulas. Já tinha feito tudo: falado com a mãe, com os contatos, montado um plano pra voltar. Mas nada disso adiantava se ele não ouvisse a voz dela, se não tivesse certeza de que Merliah ainda respirava. — Mãe, me manda o número dela — pediu, a voz rouca, baixa, urgente. — Eu preciso ouvir ela, só pra saber se tá viva. Jessie hesitou. — Miguel, ela é casada… — Eu sei, mãe. — ele a interrompeu. — Eu não quero confusão. Eu só preciso saber se ela tá bem. Me manda o número, por favor. Jessie ficou em silêncio por alguns segundos. Sabia que o filho não ia dormir enquanto não falasse com Merliah. Então mandou o contato por mensagem, acompanhada de um aviso: “Miguel, cuidado com o que você fala. O Ricardo é perigoso.” — E eu sou mais mãe eu

